andersonpe

andersonpe

n. 0000-00-00

Perfil
2 318 Visualizações

I. De pulvere

Vê-me, Pai Amado,
entras nas frestas onde me escondo de mim.
Levas as angústias que calado conservo,
as lágrimas que esqueci, as saudades que lamento.

Nada sou, nem desejo engrandecer-me de formas,
porém busco escapar-me do traidor que me visto,
das insignificâncias que grandeza uma tenho dado,
das razões desertas que em vão protestei.

Vê-me, Pai Amado,
não sou mais que poeira que o vento conduz.
Não peço alívio – mas pertença,
não trago méritos – mas arrependimentos.

Pai Amado, vê-me.
Vê-me, Pai Amado.

Ler poema completo

Poemas

1

Tom Jobim

Quando não há você,
sem chão,
é tudo queda e desatino.
Pois você
é a razão
que me faz encontrar o caminho. 

E eu que me escondia em tristeza
com dor e sem fé no que é a vida,
ao encontrar você, finalmente percebi 
Meu amor 
o que é essa tal felicidade que dizem por aí
e o que é esse tal de amor.

Meu amor, meu amor,
Não me deixe na escuridão, 
não me finde em esquecimento,
para que eu tenha alma,
para que eu não me perca 
no que tenho sido até agora,
na dor que me consome,
no vazio 
que é viver
Quando não há você.

301

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.