André Medeiros

André Medeiros

n. 1967 BR BR

n. 1967-10-22

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A Rosa Amarela do deserto.



 

Fui na feira comprar flores pra ela

Ela queria uma rosa do deserto amarela

O feirante não tinha a rara flor

Pra não desagradar a minha bela

Trouxe na sacola todo o deserto pra ela.

 
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Poemas

4

Dezembro.


O valioso retrato do teu sorriso

As vezes chega , derrama e transborda em mim

Então eu, copo vazio que sou

Me vejo ocupado por uma felicidade sem fim.

 
226

Questão para um motivo.



 

Por que só escreves sobre amor estúpido poeta?

O poeta reflete e responde:

 -   Que outro assunto torna a vida mais leve sem te exigir um motivo que a justificasse?

 
234

A Flor da persistência.



As vezes do amor não se espera nada

Ele tem a habilidade de se esconder entre os rostos

De se esconder entres as pedras, entre as fendas

Por anos e anos a fio.

 

E como a flor da persistência, um dia ele brota

Manso e cuidadoso.

 

No momento certo

Se fazendo presente, sem ser convidado.

 

Ele persiste em ficar, sem esperar ser amado

Assim como deve ser: um sentimento que mais doa do que recebe doado.

254

Inventário.



Quando o passado faz estorno

Me lembro das tardes de calmaria

Quando o amor nos esclarecia o futuro

Talvez nunca tenha te lembrado

Mas naquele pôr do sol

Ficou a minha mais pura intenção

Escrita na calçada das palavras

Que até hoje cultivas no coração.
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Prestes e Silva

Encantada.