E quando te revejo é como se lembrasse ao meu rosto
Que ainda posso sorrir.
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Conversando com as árvores.
Eu passei a acordar cedo pra despertar o dia Depois que o homem substituiu Deus pelo algoritmo Resolvi preservar o amor.
Guardei as pedras que atirava Fechei os olhos para escutar melhor E quando tudo parecia perdido Tua voz soprou das arvores E sussurrou com calma:
Nada termina antes que a vida acabe, enquanto fizeres o que será.
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Soneto.
Lembrança é o tempo andando para trás
Saudade é algo que não tem vontade de ir embora
Memória é fotografia preservada do passado
Daí faz – se necessário sorrir com leveza
Respeitar a própria natureza
Amor de papel de seda
Renda branca da fé na janela
De quem sabe que precisa acreditar
É ciranda no tempo
Ficando, indo e voltando
Procurando acertar
E por fim revelar, que há de encontrar
Que não se perdeu, que ainda há, e está:
- Lá onde, os passarinhos aprendem a cantar.
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O Tolo Confiante.
A Intolerância é filha do radicalismo.
A Raiva a véspera da agressão.
Observe com atenção o quão longe te encontras
Do amor distante em teu coração
Tal distância evidencia o limite
entre o orgulho e o egoísmo sem razão.
- Afinal toda certeza, tem sua cota de imprecisão.
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O Presente.
Estava eu a embalar o Pôr do Sol para presentear - lhe
Quando o Sol Nascente me repreendeu
Por que ele e não eu?
Respondi: É que a dama que vou agraciar
Sem perceber, em mim chegou
Tão definitivamente presente
Que foi como se o dia, houvesse terminado para sempre.
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Ampulheta quebrada.
Se eu pudesse voltar no tempo, nunca mais voltaria para o futuro. Presentemente estudo e mudo hábitos Tempo é questão de prioridade. E vejo que nada é mais belo Que o sorriso nos teus lábios.
Repare que o mar está sempre em constante movimento de tentar Ele nunca desiste de ondular.
- A natureza tem sempre razão Não há o que questionar.
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Jantar para dois.
Enquanto lá fora o mundo tenta se curar
Fui a feira e ao feirante pedi meio quilo de alegria
Queria preparar - te uma refeição com um pouco de folia