André Medeiros

André Medeiros

n. 1967 BR BR

n. 1967-10-22

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A Rosa Amarela do deserto.



 

Fui na feira comprar flores pra ela

Ela queria uma rosa do deserto amarela

O feirante não tinha a rara flor

Pra não desagradar a minha bela

Trouxe na sacola todo o deserto pra ela.

 
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Poemas

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A Jornada.

Ela repara no tempo que descortina
As janelas se abrem para o nascer do sol
E embora aflita ela borde sapatinhos
E tenha receio do amanhã
A certeza de que tudo dará certo
Já está fecundado no caroço da maçã, que depura.

Então ela percebe:
Que toda jornada de dor
Também é uma jornada de cura.
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Um Coração Manso.



 À Medida que caminhas

Distinguindo a fantasia

Tu saltas e te iluminas

Enxergando o que não vias.


No apêndice da ignorância

No tempo da intolerância

Esgotada a paciência

Ainda que tamanha a distância, aprenderás:

- Que mesmo não se dando conta

O Amor sempre esteve lá.
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Prestes e Silva

Encantada.