André Medeiros

André Medeiros

n. 1967 BR BR

n. 1967-10-22

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A Rosa Amarela do deserto.



 

Fui na feira comprar flores pra ela

Ela queria uma rosa do deserto amarela

O feirante não tinha a rara flor

Pra não desagradar a minha bela

Trouxe na sacola todo o deserto pra ela.

 
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Poemas

3

Quando o amor andava entre nós.


Tu te lembras das tardes impossíveis que vivíamos
As letras de músicas que cantávamos como hinos juvenis
De uma boemia junto a lua serenada
Certos sonhos eram realidade naquele tempo
E amar era um simples jeito de ser feliz
Talvez colher no passado, a semente para plantar o futuro, seja um caminho.

- Em tempos difíceis é preciso coragem para mudar o coração das pessoas.
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O Ministério da Saudade.



 

Fosse eu o presidente

De uma república encantada

Criaria um ministério

Para acabar com essa saudade danada

Milhares de cartas seriam despachadas

Todos os dias

Para matar a distância entre as pessoas amadas.

 

Pequenas escritas com linhas de amor

Abraços envelopados

Selos de carinho

E um até logo lacrado

Com um beijo comovido.

222

O Amor no Tempo das Máscaras.



 

O sorriso não gostava da máscara

De certa forma ela ocultava o seu brilho, a sua alegria

Ele se sentia reprimido

Já a máscara sem motivo vivia guardada

Sendo só útil para a proteção do sorriso.

 

O tempo passa e o que não tinha encanto

Tornou – se imprescindível

O sorriso necessitava da máscara para ficar protegido

E a máscara carinhosa abraçou o amigo

Não foi amor á primeira vista

Foi preciso tempo, foi amor por motivo.

 

Passaram a caminhar juntos

A dançar juntos

A máscara e o sorriso

E o que era improvável e incompreendido

Passou a ser normal, companheiro e típico.

 

D. Máscara e Sr. Sorriso

Se casaram numa manhã de outono

Em um dia de sol

Na pandemia de um domingo.
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Prestes e Silva

Encantada.