André Medeiros

André Medeiros

n. 1967 BR BR

n. 1967-10-22

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A Rosa Amarela do deserto.



 

Fui na feira comprar flores pra ela

Ela queria uma rosa do deserto amarela

O feirante não tinha a rara flor

Pra não desagradar a minha bela

Trouxe na sacola todo o deserto pra ela.

 
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Poemas

3

Alguém pra falar de amor.

Quando o silencio se faz escutar

Eu penso.

 

Quando a dor vem visitar

Eu calo.

 

Quando o vazio vem preencher

Eu me sinto melhor

Escrevendo essas linhas pra você.
276

Um pequeno conto.



Dizem que a memória

Queria esquecer

E pediu a Deus

Para apagar uma lembrança

Ele lhe respondeu:

Para isso terás que perdoar o amor

Que para ti não se revelou

E encontrarás, junto a solidão

O esquecimento que me solicitou.
191

O Espelho e o Critério.



 

 

Diante do espelho ponho-me a refletir

Olhando sempre para o alto buscando definir o meu lugar

Mas nunca olho para baixo, para onde piso, de onde vim a caminhar

Tantos outros que não puderam, ou ainda, não chegaram a começar

Mesmo não alcançando tudo que eu pretendia

Não estou tão mal assim para desanimar

Devia ser mais grato e reconhecer por até aqui chegar.

 

Eu pergunto: e agora para onde?

E o espelho me responde:

 

- Teu lugar é onde estás.
183

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Prestes e Silva

Encantada.