André Medeiros

André Medeiros

n. 1967 BR BR

n. 1967-10-22

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A Rosa Amarela do deserto.



 

Fui na feira comprar flores pra ela

Ela queria uma rosa do deserto amarela

O feirante não tinha a rara flor

Pra não desagradar a minha bela

Trouxe na sacola todo o deserto pra ela.

 
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Poemas

3

Nós e os outros.



 Pessoas gostam de ouvir que estão certas

Abolir o ódio é aprender a amar de novo

Encontrar um novo sentido e resgatar as amizades perdidas.

 

Perdoar é esquecer como nunca houvesse acontecido

Livrar – se das algemas da culpa

Porque as vezes a culpa é do mundo.

 

Tudo está diferente, embora óbvio como sempre.

Toda dor é uma oportunidade

De recuperar a humanidade.

 

Você não sabe, mas acredita.

O que importa é como tratamos uns aos outros

Aí mora o sentido da vida.

 
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Os Não - Namorados.

Repara no tempo
No galho, a folha solta que cai, distraída
Tem seu motivo
Sua rota definida.

Os Não – Namorados, não namoram
Eles se observam e conservam
O Amor que não podem abraçar.

E o sentimento guardado que eles deixaram
Na gaveta da espera
Adormecido pra não incomodar, quieto pra não esquecer
Um dia talvez servirá para lembrar
Que no futuro possa lhes querer.
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Uma Canção.



 

Queria fazer uma canção pra ela

Mas não sei tocar um instrumento

Então pra mostrar meu sentimento

Cantei pra ela o silêncio.
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Prestes e Silva

Encantada.