A Rosa Amarela do deserto.
Fui na feira comprar flores pra ela
Ela queria uma rosa do deserto amarela
O feirante não tinha a rara flor
Pra não desagradar a minha bela
Trouxe na sacola todo o deserto pra ela.
Amou até o fim sem arrependimento
Depois caminhou...
Amou mais um pouco
Pois era esse o sentimento
E desapegando de si mesmo
Foi feliz do seu jeito
No seu tempo.
No quintal da minha casa
Tem um pé de vento
Que não cessa de ventar
Mas toda vez que ela passa
Ele deixa de soprar
Então a borboleta vira lagarta
Para voltar a sonhar.
Gosto de antigas portas de madeira
Daquelas das casinhas do interior
Me lembram os corações
Passagens de entrada para o amor
Para comigo,
Para contigo,
Para com os outros.
Atrás de cada porta
Dormem os sentimentos de todos.
Era uma vez,
Em outra vida, do passado,
Um casal que havia se encontrado
Cultivou um amor ali que foi vivido
Sentido e zelado
Permanecendo adormecido
Na eternidade do espaço
Foi feliz e cuidado
Com carinho e lealdade
sutilmente ligado
Pelo fio eterno da amizade.
Hoje esse amor abnegado
Humilde e leal
Em silencio velado
torce pela felicidade
Do outro amor, em lugar ignorado.
Esse amor que não pode mais ser sentido
Continua inspirando os jovens casais enamorados que querem aprender como vive-lo
Da forma como foi amado.
- O Amor preservado permanece vivo, por aí, nos corações apaixonados.
Encantada.