André Medeiros

André Medeiros

n. 1967 BR BR

n. 1967-10-22

Perfil
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A Rosa Amarela do deserto.



 

Fui na feira comprar flores pra ela

Ela queria uma rosa do deserto amarela

O feirante não tinha a rara flor

Pra não desagradar a minha bela

Trouxe na sacola todo o deserto pra ela.

 
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Poemas

22

Plantas na varanda.



 

Histórias são como pessoas

Ama – las não as torna perfeitas

Tentamos gostar delas e aceitá - las como são.

 

O tempo passa a vida passando a roupa das horas

E não é preciso dar corda no relógio

Se ele as vezes esquece os ponteiros em casa.

 

Mas a esperança sobrevive acordada e possível

No presente fundo do teu coração

Onde qualquer palavra tua é poesia para mim.
246

A Noite amanhece no pôr do sol.



 

Quando o sol se pôr

Te levarei uma cesta de flores de uma nova florada

Para desidratar tuas lágrimas.

 

Então as notícias serão melhores

O ar que respiramos mais leve,

E até mesmo o fim terá um gosto de recomeço.
299

Butterfly.

Ei borboleta !

Borboleta pó de pirlimpimpim

Responda - me:

- Quem quando tu eras uma lagarta, lhe beijou e te fez tão linda para iluminares delicada, o meu humilde jardim?

- Não sei acho que foi um elfo encantado que fez um carinho em mim.

Então vou cuidar de ti

Vou cuidar de ti

Até os tempos sumirem e o infinito ter seu fim.
328

Quando o amor andava entre nós.


Tu te lembras das tardes impossíveis que vivíamos
As letras de músicas que cantávamos como hinos juvenis
De uma boemia junto a lua serenada
Certos sonhos eram realidade naquele tempo
E amar era um simples jeito de ser feliz
Talvez colher no passado, a semente para plantar o futuro, seja um caminho.

- Em tempos difíceis é preciso coragem para mudar o coração das pessoas.
230

O Ministério da Saudade.



 

Fosse eu o presidente

De uma república encantada

Criaria um ministério

Para acabar com essa saudade danada

Milhares de cartas seriam despachadas

Todos os dias

Para matar a distância entre as pessoas amadas.

 

Pequenas escritas com linhas de amor

Abraços envelopados

Selos de carinho

E um até logo lacrado

Com um beijo comovido.

222

O Amor no Tempo das Máscaras.



 

O sorriso não gostava da máscara

De certa forma ela ocultava o seu brilho, a sua alegria

Ele se sentia reprimido

Já a máscara sem motivo vivia guardada

Sendo só útil para a proteção do sorriso.

 

O tempo passa e o que não tinha encanto

Tornou – se imprescindível

O sorriso necessitava da máscara para ficar protegido

E a máscara carinhosa abraçou o amigo

Não foi amor á primeira vista

Foi preciso tempo, foi amor por motivo.

 

Passaram a caminhar juntos

A dançar juntos

A máscara e o sorriso

E o que era improvável e incompreendido

Passou a ser normal, companheiro e típico.

 

D. Máscara e Sr. Sorriso

Se casaram numa manhã de outono

Em um dia de sol

Na pandemia de um domingo.
238

Valsa.



 

De tanto bater em busca de respostas

Ficou com as perguntas que não foram feitas

Porém não sabia também em que canto ficou perdida a sua dúvida

Embora já não importasse.

É verdade que o dia estava meio cinzento

As vezes, as flores tem preguiça de abrir

Enquanto passarinhos fazem greve de canto

Mas nem por isso ele vai deixar de tira - la pra dançar

Ele não quer outro par,

E não precisa de motivo para isso.
213

Bilhete aos isolados.



 

Diante de tal ausência
Sinto tua falta física
Porém meu pensamento te abraça
E então, tudo passa.


Eu volto a plantar esperança
De flores em meu jardim
Que irão exalar em perfume
A saudade que eu sinto de ti.
255

O Dicionário Mudo.



 

Ele gostava das palavras

Elas eram elucidativas

Ajudavam a entender a vida

Mas era no silêncio

Que se escondiam as respostas.

 

Mas como a vida fazia muito barulho

A estrada sempre caminhava sozinha.
244

A Rosa Desperfumada.



Passaste em frente ao meu portão
E roubaste das flores o seu perfume
Ingrata
Levaste junto o meu coração
Ainda lembro que o açoite dos teus beijos
Sempre me fazia bem
Agora alforriado
Estou liberto
E não sou ninguém.
262

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Prestes e Silva

Encantada.