André Medeiros

André Medeiros

n. 1967 BR BR

n. 1967-10-22

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A Rosa Amarela do deserto.



 

Fui na feira comprar flores pra ela

Ela queria uma rosa do deserto amarela

O feirante não tinha a rara flor

Pra não desagradar a minha bela

Trouxe na sacola todo o deserto pra ela.

 
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Poemas

19

O Espelho e o Critério.



 

 

Diante do espelho ponho-me a refletir

Olhando sempre para o alto buscando definir o meu lugar

Mas nunca olho para baixo, para onde piso, de onde vim a caminhar

Tantos outros que não puderam, ou ainda, não chegaram a começar

Mesmo não alcançando tudo que eu pretendia

Não estou tão mal assim para desanimar

Devia ser mais grato e reconhecer por até aqui chegar.

 

Eu pergunto: e agora para onde?

E o espelho me responde:

 

- Teu lugar é onde estás.
183

Pequeno aprendiz dos meus erros.



 

Por que sempre querer ter razão?

Estar sempre certo,

de certo é uma frustação

Que não devia me pertencer

Se aprendo melhor com meus erros

E me vejo assim a crescer.

 

Feito planta regada pelo tempo

Sem impor o que deve ser

Muito menos de ensinar

Mas de sempre aprender.

 
194

A Dor dos outros.



 

A dor não é tua

Nem minha

É dor alheia.

 

Como grão de terra na praia em multidão de areia.

 

Mas fere mesmo á distancia

Pra quem vê sofrer.

 

A dor se torna minha e tua

E de todos

Como ele ensinou que deve ser.

 
219

O Café e o Tempo.





 

Não sei ser príncipe

Nem mais posso ser um super - herói

Mas sei preparar um afetuoso café

Coado em sentimento que se constrói.

 

Quando quebrou o relógio do tempo

Pensei que não ia mais te ver

Sem o tempo como te encontrar?

Como pedir pra te conhecer?

 

Quando não se faz o caminho

O caminho faz você.
201

Votos na pandemia.



Prometo não ser o que não acredito.

Pensar no sonho sem esquecer do pão.

 

As vezes dizer sim

As vezes dizer não

Mas dizer.

 

Ser um parceiro para a dificuldade

E um cumplice no crime de amar.

 

Não ser quem está com você

Mas quem permanece.

 

Por que as vezes ouvir: eu confio em você

É melhor do que eu te amo.
185

Votos de amor na pandemia.



 

Prometo não ser o que não acredito.

 

Pensar no sonho sem esquecer do pão.

 

As vezes dizer sim

As vezes dizer não

Mas dizer.

 

Ser um parceiro para a dificuldade

E um cumplice no crime de amar.

 

Não ser só quem está com você

Mas quem permanece.

 

Por que as vezes ouvir: eu confio em você

É melhor do que eu te amo.

204

O Amor Maduro.




No meu sentimento por ti
Há sempre um dia que recomeça
Sem precisar que sol nasça.
223

Retrato Antigo.



Tão longe quanto uma notícia que não chega

A saudade é um código morse sem pontos

Que não chega ao passado

Nem se encontra no presente.

 

Lembremos. copiosamente.

260

Lembrança do futuro.


Quando no futuro eu tiver
um jeito de me lembrar
não esquecerei de em ti pensar.
E tão logo deslembrado eu memorize
acho um jeito que se realize
o desejo de te encontrar.
205

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Prestes e Silva

Encantada.