André Medeiros

André Medeiros

n. 1967 BR BR

n. 1967-10-22

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A Rosa Amarela do deserto.



 

Fui na feira comprar flores pra ela

Ela queria uma rosa do deserto amarela

O feirante não tinha a rara flor

Pra não desagradar a minha bela

Trouxe na sacola todo o deserto pra ela.

 
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Poemas

17

A Riqueza que ninguém vê.



 
Não tenho nada, nada levarei
Afora isso, o que trago comigo
Me faz mais rico do que um dia jamais serei
É certo que todos tem
No mesmo lugar onde encontrei.
162

Um Amor Autista.



 Nesse mundo cinzento

Vejo tudo colorido

Sei colher estrelas sem sair do chão

Aprendo com vagalumes a ter luz própria

Enquanto organizo os sapatos na multidão.

 

Em meu coração

Todo ponto é definido

Onde jaz breve

Encontro o infinito

Não sou pouco, muito menos incompreensível

Apenas...

Amo mais, do que consigo.

 
226

Menino ansioso, Garota bipolar : Um Romance Moderno.



 Não era pra ser assim, mas veio uma pandemia..

 

Deveras fosse sol

Quando nunca um luar

As vezes copo cheio que transborda

As vezes tão vazio a derramar.

 

Não importa o deserto, onde brota simultaneamente o mar

Ela as vezes não sabe de onde vai, ou para onde vem

Enquanto ele contava as horas antes do relógio marcar.

 

Mas pra que se preocupar quando o amor sabe acolher?

Ela pode tocar onde ele não sabe ver

Quanto a ele, se ela hoje precisar

Chegaria antes do ontem se desfazer.

 

- Como deve ser.
299

O Poema ensina.

Quando caio... se eu entendo

Eu aceito.

Se aceito

Me adapto

Se me adapto

Eu controlo

Se controlo

Eu continuo

Se continuo

É porque superei

Se superei

É porque me venci.
186

Silêncio Fraterno.

Se o motivo for liberdade de expressão
E ferir teu irmão
Melhor o silêncio
Que o som da tua razão.
191

As Cigarras.

Nesse verão as cigarras estão cantando mais alto

Talvez inspiradas pelos retornos

Estão entoando mais confiantes

Talvez seja isso

Ou quem sabe

Por estarem emotivas

Mais sensíveis aos avisos da natureza

As estações não são mais as mesmas

A humanidade tumultuou o meio ambiente

Tudo anda tão diferente...

- Seria Deus falando com a gente?

 

Mas uma borboleta de salto

Num momento de descanso me contou

Que as cigarras cantam mais alto

Pra avisar que você voltou

Daquele momento pesado por qual passou

Todos talvez tenhamos passado...

E agora de novo:

O passo é a medida de tempo

E a direção é o caminho do dia

De tudo que você sofreu e superou.
189

O Meio é o caminho.



O poema nem sempre tem razão

Mas ele tenta

Dar sentido aquilo

Que não tem explicação.

- Como porque aquele pingo d’agua que caiu do céu

nunca tocou o chão?

 

Pelo menos na rima

Busca aliviar teu coração

E o texto fica pra ti

 Dar luz a interpretação.

 

Assim o poeta na tua distância linear

Faz esses versos de solidão

Vai recolhendo todo o sal do mar

Para te oferecer e presentear

Quando voltares no verão.

163

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Prestes e Silva

Encantada.