André Medeiros

André Medeiros

n. 1967 BR BR

n. 1967-10-22

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A Rosa Amarela do deserto.



 

Fui na feira comprar flores pra ela

Ela queria uma rosa do deserto amarela

O feirante não tinha a rara flor

Pra não desagradar a minha bela

Trouxe na sacola todo o deserto pra ela.

 
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Poemas

33

O Livro de Mim.


Ainda ontem eu relia

O livro da vida

E lembrei das coisas

Das pegadas

Das esquinas

Dos amigos

Quanta légua vencida

Quanta légua a vencer

Se sou o que serei

Aprendiz de mim 

Farei do bem e do amor um modelo a seguir

E deixarei meu sorriso contigo

Pro dia em que eu retornar 

A ser eu mesmo enfim.
165

Reflexão.



- É o pensamento entre o silêncio e a fala.
224

Romance.



 O Cactos e a Rosa se apaixonaram.

- Entenderam que o espinho também tem sentimento.
160

Temperança.



Espremi a palavra

Até ficar mudo

E descobrir que ouvir

É o melhor assunto.
194

A Formiga sob a água.



 

Caso a pedra seja maior que o objetivo

Faz do grão o teu instrumento produtivo

Prosseguindo na missão

Mesmo lento e pequenino.
192

Cálculo e Coração.



 

 - A Equação não resulta se a fórmula não for sentida.

 

 

158

O que dizem as flores?



Debaixo da tua sacada

Toco a sinfonia dos grilos

Para que tenhas bom animo

E acredite no amor.

Que, no infinito das possibilidades

Quando não for mais necessária a dúvida

E tudo seja de uma só clareza

Tomaremos um copo d’água

Da mais pura certeza.
182

Fobia.


Jogaram a piscina no Mar

Desesperada ela disse:

 

- Eu não sei nadar...

208

Envelhecer.



 

- Saber que cada onda do mar traz uma mensagem.
181

Epitáfio Feliz.



 Não permita que a paixão das coisas me retire o raciocínio,

pois o sentimento só exala aquilo que é apreciado.

 

Silencia em mim o reclame.

Livra - me do mal..., mas não do trabalho.

 

Para que, da pedra que sou, brote somente o amor necessário.

204

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Prestes e Silva

Encantada.