André Medeiros

André Medeiros

n. 1967 BR BR

n. 1967-10-22

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A Rosa Amarela do deserto.



 

Fui na feira comprar flores pra ela

Ela queria uma rosa do deserto amarela

O feirante não tinha a rara flor

Pra não desagradar a minha bela

Trouxe na sacola todo o deserto pra ela.

 
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Poemas

19

Noticiário.

 

 

Fala – se de tudo

De guerras

Das bolsas

Do crime

Da dor.

- Como sou poeta desinformado

Falo apenas de amor...

88

Sinfonia Carinhosa.

 

Cada canto de assovio

Vindo de um passarinho

Que ouvires no teu caminho

Sou eu te acompanhando.

E para não sentires o medo

Que possa andar contigo

                                                                           Não podendo estar presente

 Viro melodia no teu ouvido

  Para que a calma se apresente

  E a confiança faça sentido

Diante da aversão aflitiva

 Ou de qualquer conflito.

161

Verbos do Amor.

 

 

Um dia para tentar entender este sentimento

Deram – lhe o nome de Amor.

Desde então,

Muitos perderam o juízo

E outros encontraram a razão.

125

O Esforço do carinho.

De 100 poemas
Apenas 01 fica bom
Mas é esse,
Que valeu a pena lhe enviar.

129

Pequeno Curativo Mútuo.

 

 

Encostaram uma ferida na outra

Trabalharam a parte ruim

Para fazer a boa parte depois

Duas partes quebradas

Fazem uma parte inteira feliz.

 

Não foi como foi feito

Mas o que se quis fazer.

178

O Poeta e a IA.

 

 

As vezes o poeta não entende o presente

Tem dificuldade para aglutinar o sentido das coisas

Ele não é um ser tecnológico

Ele é movido a sentimento.

 

E por ser um sujeito arqueológico

O Calor humano lhe é mais patológico que o algoritmo

Para ele, o Amor é algo necessário e insubstituível.

27

Romance, café e ovos.

 

Em 2025,

Com o preço dos alimentos 

Mais a conta de luz

Queira um Cavalheiro convidar 

uma Dama para jantar

Tem de ser com muita fé...

A Luz de velas,

Ovos mexidos, um fio de azeite

E uma xicara miúda de café.

29

O Ciúme do Mar.

 

 

A Moça saia para caminhar

Pela orla obliqua em leveza

Cabelos castanhos mel a revoar

O Mar admirado 

Parava, e deixava de marolar

 

E somente depois que ela passava

Permitia que a onda voltasse a quebrar.

 

- A Moça estava em paz e trazia a certeza no olhar.

166

O Çabio.

 

 

Pensava que sabia tudo

Do céu 

Do mar

Do mundo

Até que uma formiga mordeu – lhe o pé

E descobriu – se

Menor que um grão.

 

Alegre por fora

Mas triste por dentro.

 

138

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Prestes e Silva

Encantada.