A Rosa Amarela do deserto.
Fui na feira comprar flores pra ela
Ela queria uma rosa do deserto amarela
O feirante não tinha a rara flor
Pra não desagradar a minha bela
Trouxe na sacola todo o deserto pra ela.
Fala – se de tudo
De guerras
Das bolsas
Do crime
Da dor.
- Como sou poeta desinformado
Falo apenas de amor...
Cada canto de assovio
Vindo de um passarinho
Que ouvires no teu caminho
Sou eu te acompanhando.
E para não sentires o medo
Que possa andar contigo
Não podendo estar presente
Viro melodia no teu ouvido
Para que a calma se apresente
E a confiança faça sentido
Diante da aversão aflitiva
Ou de qualquer conflito.
Um dia para tentar entender este sentimento
Deram – lhe o nome de Amor.
Desde então,
Muitos perderam o juízo
E outros encontraram a razão.
Encostaram uma ferida na outra
Trabalharam a parte ruim
Para fazer a boa parte depois
Duas partes quebradas
Fazem uma parte inteira feliz.
Não foi como foi feito
Mas o que se quis fazer.
As vezes o poeta não entende o presente
Tem dificuldade para aglutinar o sentido das coisas
Ele não é um ser tecnológico
Ele é movido a sentimento.
E por ser um sujeito arqueológico
O Calor humano lhe é mais patológico que o algoritmo
Para ele, o Amor é algo necessário e insubstituível.
Em 2025,
Com o preço dos alimentos
Mais a conta de luz
Queira um Cavalheiro convidar
uma Dama para jantar
Tem de ser com muita fé...
A Luz de velas,
Ovos mexidos, um fio de azeite
E uma xicara miúda de café.
Encantada.