Afloração da dor...(soneto)
Quando a noite surge e se agiganta
Queda em silêncio tudo lá fora,
Em meu coração, a tristeza é tanta
Sonhos não há...solidão ancora...
Lembranças trazem o nó na garganta
Desconsolada minh'alma chora
Nem mesmo a lua, essa dor espanta
Quando a pungente saudade aflora...
Tudo acabou...não há mais sentido
Não ter mais teus beijos...cruel castigo
Dos teus abraços, meu corpo tolhido...
Nada mais há, só lamento contido
Como barco sem rumo, a esmo, sigo
A magia, o encanto do ontem, perdidos...
(ania)
(Ouvindo "Silence" Music by Vadim Kiselev)
https://www.youtube.com/watch?v=OPtLphcT3lk
Caderno Amarelado...(soneto)
De vez em quando vem essa melancolia
que remete, sem clemência, ao passado
revivendo sonhos há muito encerrados,
ao folhear meu antigo caderno de poesias...
Poemas compostos ao som de sinfonias,
linha por linha no amor inspirados,
versos com emoção, versos apaixonados,
tempo feliz, quando tudo era alegria...
Tempo de sonhos, de versos e flores,
tempo de paixão, de pele...de ardores,
de mil sonhos...tempo enfeitiçado...
Lembranças surgem...saudade desatina
Sempre que a noite se veste de neblina,
Relendo versos no caderno amarelado...
(ania)
(Ouvindo Memory - Epica)
https://www.youtube.com/watch?v=XpAp7hak3C4
Tudo tão definitivo...(soneto)
Nos ponteiros do tempo os dias avançam
e a vida vai seguindo sem nexo, vazia,
sem vislumbres de querenças, nem alegrias,
nesse caminho só tristezas me alcançam...
Não há som nem das folhas que balançam,
dos pirilampos nem brilho, nem fantasia,
sigo só rumo a perpétua calmaria
onde nem as ilusões, nem os sonhos, dançam...
Não há vestigios de risos, nem sinfonias
só a aridez de um frio e rude deserto
e um céu de plúmbeas nuvens, coberto...
Nada mais há, só um seguir que se abrevia,
a cada passo o final chega mais perto,
tudo tão definitivo, tudo tão certo...
(ania)
...e se eu partir? (soneto)
E se eu me for e de brumas me vestir
e partir na noite, trilhando distâncias,
me transformar em milhas e em frente ir,
seguindo sob qualquer circunstância?
E se eu me for sem mesmo permitir
um beijo nem gesto em concordância,
e com o olhar no além, somente seguir
em frente, chorando, mas com elegância?
E se depois de algum tempo, a nostalgia
se fizer presente e no som do vento
tu ouvires minha voz em teu pensamento?
Mesmo não vendo ninguém, a tua poesia
me trará, e tu te sentirás tão só
que chorarás por ti...chorarás por nós...
(ania)
(Ouvindo Requiem for a dream)
https://www.youtube.com/watch?v=ZnszLJOIMPU
Plenitude...(Soneto)
Quero o florir e o reflorir da magia
de instantes, sempre no hoje, no agora,
no momento atual...por dentro, por fora,
das coisas tangíveis, sensíveis, a euforia...
Quero a surpresa do sussurro e a alegria
do frêmito no corpo e que na pele aflora
e que se espalha e que na alma ancora
e que incendeia, explode...se faz sinfonia...
Quero o que ainda não me permiti, o devaneio
do oculto, o vibrar do espanto no grito,
quero do acontecer o pleno, o cheio...
Quero sem pressa a emoção do anseio,
sem medidas, sem mistérios no rito,
quero a descoberta do que ainda não veio!
(ania)
Sonhos dispersos...
De tudo
Nada mais restou
Nem toque, nem verso
só sonhos, no vento,
dispersos...
(ania)
Em silêncio...(soneto)
Tudo tão quieto...tudo tão parado
Nem lua, nem estrelas no firmamento
Tudo escuro...tudo paralisado
Nenhuma brisa...nem vento em alento...
Nenhum rumor...tudo imóvel...calado
Lá fora no breu, nenhum movimento,
Até os sapos parecem hipnotizados
Silenciaram...não coaxam mais seu acalento...
Do mar, nenhum rugido...nenhum bramido
Tudo estagnado...nem das ondas o bailar
E dos pirilampos, nem o doce esvoaçar...
Nem meu coração, nessa noite, faz ruído
Agoniado, saudoso de ti, a recordar
Em tributo...fica em silêncio, a chorar...
(ania)
...de um jeito só meu...
...e se eu, sussurrasse teu nome,
de um jeito só meu,
um jeito que só tu
reconhecerias...
de um jeito que até o vento, em reverência,
silenciaria...
ah...amor...eu sei que teu coração,
mesmo além montanhas,
meus sussurros ouviria...
e de amor,
em resposta, também
meu nome...
...sussurraria...
(ania)
Acalentando sonhos...
Sigo pela vida
Rezando novenas,
Tecendo as cordas do pensar,
Acalentando sonhos,
Guardados no jogo da memória...
Percorrendo caminhos,
Seguindo trilhas,
Cruzando mares...
Todos os meus passos,
Seguem teus rastros,
Esperando, na curva do amanhecer,
Com o lume do bem querer,
Finalmente, te encontrar!
(ania)
(Ouvindo Love in Dreams)
https://www.youtube.com/watch?v=649frOh-ISg
Toques meus...
Quando todo o resto
de mim,
em ti fenecer,
por certo,
apesar de tudo,
sentirás na brisa
que te afaga,
leves toques meus...
Toques que te trarão,
ainda que não queiras,
lembranças de um tempo
de vinho e rosas,
um tempo de beijos,
risos e festas,
onde, mesmo sem querer,
foste muito feliz!
(ania)
Obrigado pelas palavras. em relação as suas poesias não posso nem descrever, me faltariam palavras. simplesmente inspiradoras e fonte de reflexão de sentimentos... continuarei te lendo, Parabéns.
Suas poesias são um mosaico belo de palavras e sentimentos. Parabéns
Você é uma grande poetiza, parabéns Ania!!! Eu também escrevo para ocupar uma lacuna em minha vida! Isso me ajudou muito à combater a solidão. Hoje sou um simples Jeca Tatu e crio algumas palavras afim de deixar leve a minha vida e a vida de alguns!!!Abraço!!!
UM CORAÇÃO TÃO BELO A SOFRER... DÓI NO CORAÇÃO DO POETA TAMBÉM... PELA POESIA... SALUDOS, ALKAS POETRY
Belo poema. Parabéns.
Querida Ania..Consigo viajar nas asas das suas poesias e seus poemas... Creio que um dos maiores objetivos da poesia é poder fazer as pessoas viajarem, sem se quer sair do lugar. Parabéns
Poema maravilhoso, parabéns poetisa!
boa poesia
grande poesia,boa,e criativa
A tua escrita é tocante. Tu dominas tão bem a arte de escrever que, em teus belos versos, consegues fazer o leitor transcender a uma outra realidade. Tu nos faz viajar em tuas belas palavras.
voce escreve bem,uma verdadeira poeta
Somos e vivemos disfarçados, é cômodo conviver com a inverdade