Lista de Poemas

Condor-dos-andes

Como o Condor-dos-andes,
cruzar o céu austral
do meu para o seu coração,
Fazer que o meu 
nome nos teus lábios 
se valore como a oração 
ancestral reconhecida,
E se transforme na canção, 
que desperte a paz,
sem tardar nas auroras. 

Ao mesmo tempo ser 
arma e a flor em disparo, 
para que a guerra
não encontre abrigo 
na nossa amada terra,
Tornar o peito abandeirado 
do amor convicto,
para que não haja rendição 
nas mãos de nenhum inimigo.

29

Ingazeiros

Sanhuda para ser o teu abismo 
de flores nativas para que 
se perca com indomável ímpeto 
em plenitude em retribuição,
E me coloque em iniciação 
no teu pomar selvagem de adoração 
Evanescer por dentro e ser o ardor 
crescente em transbordamento,
o prazer lúdico e elegante,
​da cobiçança em chamamento
do desejo romântico e fúrio 
intrincados ao mesmo tempo.

Para não dar chance de escolha,
tornar-me a rebeldia mais louca,
e querer ter nas mãos as rédeas 
da sagrada intimidade perturbadora.

Assim para que meus beijos feitos
dos ingazeiros dos rincões distantes
da nossa América do Sul profunda
beije o teu corpo bonito e o cubra.

17

Guapuriti

O mistério, o sagrado e a profundidade,
todas de minh'alma feminina,
e da palavra perfumada de Guapuriti
carregada de frutos doces e deliciosos,
capturam o inevitável e o atrativo,
que conquistam a tu'aura masculina,
talhada de mistério de anos a fio, 
dedicada orbitando ao meu redor,
mesmo que ainda com a vestal 
do capricho: é por mim que tens amor.

Convencida de que sou a única
que tem angariado a hipervigilância,
a intimidade profunda,
mesmo que o silêncio e a distância
ainda resistam e se protejam.
sob a tua índole de muralha e fortaleza,
cada uma, entre si, têm se mostrado
totalmente abissais e absolutas;
e não têm, de fato, me convencido.

Sem nenhuma escapatória,
não estás mais livre de cada sinal sensual,
sensível e atentatório sensorial 
da minha natureza selvagem e indomável,
porque a nossa essência é a mesma;
e para a tua fome sou a única 
que nasceu ser o seu banquete.

De delícia em delícia, buscando
algo que amanse, renda mesmo 
que ainda lentamente a sua brava
resistência assim com o meu hálito 
fresco e herbal sobre a sua nuca 
escrevo o total épico e convicto
- a total captura do seu delíquio.

De emanação em emanação 
o ​inebrio para trazer o langor,
​na penumbra da distância 
e fazer a rendição ​recôndita 
que roça e sussurra no interstício,
entre o que é ainda feito de veledo 
sobre a tua silenciada volúpia,
o prazer em estado de arte que ofereço;
profetizo não haverá outro alguém 
que alcance o que enternura com igual
capacidade de fazer do meu jeito,
até quando te coloques em ausência
ou refúgio, seja lá qual for o motivo,
tu me celebrarás satisfeito e convicto,
porque, mais do que nunca, te pertenço.

18

Goiaba-serrana

Vivo um romance psicológico
inigualável morando num carrossel 
de perguntas sem respostas,
Não tem como não negar
que a gente combina por dentro,
Se de longe isso é percebido,
imagino como deverá ser quando 
estivermos perto um do outro. 

Admito o estupor labiríntico ​vertiginoso
em estado de alta costura poética,
em nome do desejo efervescente
renovado constantemente 
pelo lance ​ignescente, sedutor 
ou talvez até mesmo perigoso,
​desta anatomia metafísica 
que sutil ocupa constante a derme 
com eflúvio vibrante e perene.

O verbo sardanapalesco tem como 
rito costurado os meus poros 
para receber os teus poderosos,
e tornar-me a habitante dos sonhos,
que cuida e eleva os teus impulsos,
Com sabor de ​Goiaba-serrana
para trazer sorriso com gosto -
para a rendição do teu corpo todo.

17

Condor-dos-andes

Como o Condor-dos-andes,
cruzar o céu austral
do meu para o seu coração,
Fazer que o meu 
nome nos teus lábios 
se valore como a oração 
ancestral reconhecida,
E se transforme na canção, 
que desperte a paz,
sem tardar nas auroras. 

Ao mesmo tempo ser 
arma e a flor em disparo, 
para que a guerra
não encontre abrigo 
na nossa amada terra,
Tornar o peito abandeirado 
do amor convicto,
para que não haja rendição 
nas mãos de nenhum inimigo.

14

Pequis

Instruir e blindar os âmagos
para acrisolar as influências 
externas e transformar uma
por uma em mansuetude,
para não cair nos braços 
deste mundo que nos ilude.

Permitir que a saliva seja 
a velatura e o sussurrante
nos cubra com o amavio
lenitivo que com o alento
seduza e com rara seda 
coloque em quiescência.

Atrair com convencimento 
para colher pequis juntos 
pequis no quintal dos fundos,
para sedutoramente plantar 
os tremores amáveis rotundos 
e espasmos mais profundos.

23

Colheita do Pinhão

Cada verso sibilante toca
tépido e poderoso no ego,
Colocando no ambrosíaco 
efúlvio onde o silêncio 
como veladura denuncia:
Que sou a única que o coração 
o tempo todo se precipita,

apropria e por mim vulpina.
No Hemisfério Celestial Sul,
tudo ao redor de nós converge,
Como a Primavera floresce 
lado a lado da Araucária,
com um abraço entregue,
tudo meu em ti - estremece.

Quando chegar o tempo 
do encontro e da colheita 
do Pinhão há de ser feita 
com serenidade e excelência,
Acompanhada virá da paz,
da certeza e espera serena, 
que todo o tempo valeu a pena.

36

Guabijus

Adstritos pela atração fatal latente,
pela paixão como idioma influente.

O coração nos põe em gravitação
evidente sem nenhuma explicação.

Envolvidos na mútua imantação,
crescente e imparável e a atração.

A geometria do contato no espaço 
aproxima e o cria para ser destinado. 

Para adjacentes assumir o domínio 
a sedução, a proximidade e o destino.

Encontrar e nos confiar à concavidade 
primaveral do jardim em plena liberdade.

Assim embalados pela reciprocidade 
saborear os guabijus da sensualidade.

25

Mineiros bolivianos

O meu olhar segue na altura 
do voo do Condor-dos-andes,
eu estou presente em cada 
passo do último bastião 
da verdadeira alma popular 
da minha América do Sul
que não canso de adorar. 

Os rostos cansados,
as mãos calejadas,
os sacrifícios sem par,
as expectativas frustradas,
as palavras engolidas,
dos mineiros bolivianos
- merecem ser respeitadas.

Um ninguém que se acha
alguém estando ou não 
com o poder na mão,
que não consegue respeitar
quem é capaz de descer 
até as profundezas 
para erguer um país inteiro,
já morreu por dentro
- só não tem conhecimento.

Uma mensagem com o fundo 
preto nem mesmo em momento
de guerra eu e o mundo inteiro,
nunca vimos nada parecido;
quem conhece a linguagem 
do poder reconhece o perigo
mesmo neste dia natalino.

Ou melhor, sabe muito bem 
que é a prova pública do caráter
de quem é incapaz de respeitar
- nada nem ninguém,
que não vale um vintém;
e se nutre do lucro mortem.

26

Guabijus

Adstritos pela atração fatal latente,
pela paixão como idioma influente.

O coração nos põe em gravitação
evidente sem nenhuma explicação.

Envolvidos na mútua imantação,
crescente e imparável e a atração.

A geometria do contato no espaço 
aproxima e o cria para ser destinado. 

Para adjacentes assumir o domínio 
a sedução, a proximidade e o destino.

Encontrar e nos confiar à concavidade 
primaveral do jardim em plena liberdade.

Assim embalados pela reciprocidade 
saborear os guabijus da sensualidade.

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Eu moro no interior do Estado de Santa Catarina. A minha vida é na pacata cidade de Rodeio, Médio Vale do Itajaí.

Eu moro no interior do Estado de Santa Catarina. A minha vida é na pacata cidade de Rodeio, Médio Vale do Itajaí.

Minha cara poetisa... sabe como gosto de teus textos... as vezes comento as vezes não... mas ver as estrelas como tu a vê...somente pelo meu sonhos que em uma noite parecia que meu corpo estava acima das nuvens , onde tinham tantas estrelas pequeninas e acordei com esta forte comossão. ( me parece que tu viajas muito ) ? bem abraços e muita saúde. A todos os seus. Ademir.

Olá amiga Poetisa.... belo texto poético ... estás a procura do bem viver , mantendo o significado de seu bem querer. pessoalmente , acho teus versos um encontro da natureza que frutifica teu belo coração. Parabéns. Ademir.

Olá cara poetisa.... tu fizeste bem fazer da paz uma rebeldia , em poema de grande alegria. abraços.