Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski

Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski

n. 1980 BR BR

Poetisa digital e popular. Moro em Rodeio, Médio Vale do Itajaí, Santa Catarina.O Médio Vale do Itajaí também é conhecido como Vale Europeu Catarinense.Todos os meus escritos de toda e qualquer natureza estão disponíveis gratuitamente.

n. 1980-05-30, Rio de Janeiro

Perfil
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Amor-agarrado

Querer a sua versão original

jamais será exigir demais

a confortável versão indomável

que te deixa realmente em paz;

traz para mim o teu dom primaz,

te respondei com o mais audaz.

Vem, ensinar como é que se faz! 

 

Depois que me conheceu,

entrei e estou onde devo estar;

em ti sou o caminho que

o seu coração deseja se aninhar,

com a inocência do começar,

para juntos aprender a voar.

Vem, não temo o cortejar! 

 

Feito amor-agarrado em flor,

sentir entre os teus abraços

o seu aroma único e inequívoco;

para viver o silêncio que dialoga

com a dádiva que terei no seu peito,

a referência total de fortaleza

com a celebratória real de leveza.

 

Porque o que está nos desígnios

é mais do que sonhamos;

confio que o meu aroma,

minha voz poética e a cadência

estão destinadas à pertença

plena em transbordamento,

e por imenso teu merecimento.

 

...é só questão de tempo!

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Poemas

1419

Cupuaçu

Teu jeito sereno
e macio lembra
o Cupuaçu divino,
A minha presença 
faz parte do destino,
Muito além do que
deseja e pensa,
não é sobre poema,
é sobre existência.

53

Lua do Folclore Brasileiro

A Lua Crescente de braços
dados gentis com a tarde 
por aqui no Médio Vale do Itajaí,
É a Lua do Folclore Brasileiro 
que conheço e ainda não conheci.

Na vida para tudo tem um começo 
e também um recomeço,
É por isso que com poesia, arte 
e música o Folclore Brasileiro 
desde Rodeio sempre fortaleço.

Porque da Pindorama sublime 
a herança honro e carrego,
Trago na mística as veias 
a fascinação pelo Hemisfério
cultivando este universo. 

78

Mocambo

Tudo parecia tão real,
um sonho surreal,
ninguém vai acreditar
se eu começar a contar.

Vi sobrevoarem o Mocambo,
não era um avião junto da nave espacial, 
e tampouco nenhum engano,
e sim Jaçanã e Pavão Misterioso,
voando no céu limpo e formoso.

Com De Mãos Dadas no Arraiá 
não parava de dançar,
com Peti na Roça a cantar,
no ritmo que faz pulsar.

De repente todos se pintaram
de laranja e branco e brilharam,
quando o Touro Branco chegou,
e a nossa festa inteira animou.

Depois veio amarelo
com branco para do nada 
nos mudar de cor, 
era o Espalha Emoção que dançava
e a alegria por todos espalhava.

Ao abrir os olhos foi quando
me dei conta que estava 
no meu quarto a despertar
deste sonho ainda meio zonza,
e para ele ainda querendo voltar.

37

Papagaio-Charão

O Papagaio-Charão
quando escolhe ir
ele vai na direção 
da serra para se aninhar
e comer Pinhão,
No fundo o coração 
não é diferente 
quando escolhe entre
o amor e a paixão.

(É sobre o quê a gente sente).

51

Voos emprestados

As badaladas da Igreja Matriz
São Francisco de Assis 
sempre semeiam o imutável 
que reinicia para a vida. 

Lidar com a franca neblina 
por Rodeio e que habita 
no meu peito jamais desafia,
porque cada canto conheço. 

O tempo não é o problema
porque passo por ele 
e verdadeira é a recíproca,
e vira por método poesia. 

Para onde o mundo caminha 
a minha consciência acompanha,
e o coração nunca se engana
nem mesmo na rota que traça.

Porque das aves sublimes 
do Médio Vale do Itajaí
sobre o Rio Itajaí-Açu na direção 
do amoroso Pico do Montanhão,
os pés pediram o voos emprestados.
 

36

Araçá-Boi

Fiz para mim um refúgio 
onde perfume do Araçá-Boi
carregado de frutos sempre 
que espargido pelo vento
se torna ainda mais forte
diante dos apelos do tempo
que uns atentam todos 
os dias contra os meus afetos.

Onde, como e com quem 
convivo é sem dúvida precioso,
e por isso, fiz o voto de não 
permitir que nenhuma onda 
venha nos devastar o coração
em nome daquilo que fez 
com que chegássemos até aqui.

Com sabedoria, com serenidade,
com os meus pés no chão,
com os olhos nas alturas 
e encontrar na poesia a reação,
mesmo até sem escrever,
porque no final o quê importa 
é a busca pelo bem viver
mantendo a flor do bem querer.

63

Castanha-do-Brasil

Te mimar com algo
feito com carinho
e Castanha-do-Brasil 
de um jeito que 
você jamais sentiu,
e ninguém nunca viu.

(Não será preciso
nem mesmo 
de amor falar contigo).

29

Curupira

Não importa o quê vier,
sempre escolho ficar
em nome da floresta nas veias,
do ar que se respira,
das águas que se bebe e banha,
em defesa da vida 
com os dois pés na terra 
mesmo virados 
para trás: sou Curupira
indo adiante e para cima 
sempre de quem merece,
desrespeita e desacredita.

26

Abiu

Colher Abiu é parecido 
como colher beijos 
no pomar do seu sorriso,
És o éden amazônico 
intocado e paradisíaco.

(O doce amor preciso)

42

Muruci

Com as palmas da mãos 
repletas de Muruci,
Diante dos olhos teus 
a Iara dos teus dias,
A minh'alma brasileira,
se orgulha ser inteira,
Ser poeta, poema,
primeira e derradeira.

29

Comentários (19)

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Eu moro no interior do Estado de Santa Catarina. A minha vida é na pacata cidade de Rodeio, Médio Vale do Itajaí.

Minha cara poetisa... sabe como gosto de teus textos... as vezes comento as vezes não... mas ver as estrelas como tu a vê...somente pelo meu sonhos que em uma noite parecia que meu corpo estava acima das nuvens , onde tinham tantas estrelas pequeninas e acordei com esta forte comossão. ( me parece que tu viajas muito ) ? bem abraços e muita saúde. A todos os seus. Ademir.

Olá amiga Poetisa.... belo texto poético ... estás a procura do bem viver , mantendo o significado de seu bem querer. pessoalmente , acho teus versos um encontro da natureza que frutifica teu belo coração. Parabéns. Ademir.

Olá cara poetisa.... tu fizeste bem fazer da paz uma rebeldia , em poema de grande alegria. abraços.

Ok... Poetisa muito belo este testo poético.