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Oi, tudo bom? Escrevo a pouco tempo, mas tenho me esforçado, você consegue sentir? Brincadeira, como sentir isso?

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30 de Novembro

Você com os olhos vermelhos
Mãos que cheiram a sangue
Porque você está se coçando?
Você está tremendo por dentro
Está ansioso?
Não faça isso com seu rosto!
Que tipo de pessoa horrível é você!
Não! Não faça isso!
Seus pés deixam as pegadas
Cada gota que você deixa
Seu cabelo está horrível hoje
Você tomou banho?
Não! Aqui, me dê sua mão!
Seus olhos, estão vermelhos
Seu nariz escorre
O que é isso em seu rosto?
Por quê você está sorrindo?
Não, não faça isso! Pare!
Olhe como você deixou esse lugar!
É melhor pegar um pano e secar tudo isso!
Agora!
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Poemas

55

20 de Novembro Nº2

Inexistente coerência passional
Brincadeira luxuosa subliminar
Controle impreciso de seus dedos
Abutres a cercar outra carniça
Um verde que gera ânsia
O cheiro que se espalha com o calor
Cães ignoram sua carne cinzenta passional
Afeto? Orgulho? Prazer?
Carniçal incoerente irracional, degrau
Grite! Mostre que não está morta!
Corre do fim ao começo da ponte
Escala seus pais, sobe em seus irmãos
Gera a tormenta de mãos nuas
Voz sangrenta terrível
Maculada seja sua alma
103

20 de Novembro Nº1

O céu pareciam os mesmos de ontem
Porém um pouco mais escuros
A rua estava igual, mas não era a mesma
Meus vizinhos me olhavam da mesma forma
Mas não me sentia eu mesmo

Todos os motivos que me geram
Cada segundo que respiro, suspiro
Estou cercado de dramas
Você consegue chorar por mim hoje?
Cada gota que corre provavelmente de seu rosto
Seriam elas minhas ou suas?

Todos os sentidos e instintos que me cercam
Confusos pela pequena mente entorpecente
Cada movimento incerto que faço
Não quero olhar para trás
O que me espera?

Estou ferido e deixado de lado
Reis e rainhas de seus mundos
Cada olhar individual que cria minha estrada
Pedras e degraus que um dia pisei, arremessei
Que se foram e ficaram

Eu pareço o mesmo de ontem
Meus pés caminham da mesma forma
Meus olhos encaram da mesma forma
Apenas eu percebia
E era o único que precisava
120

18 de Novembro Nº2

Degraus onde o fim não tem começo
Ações medrosas guiam o preceito
Dúvida perfurante impiedosa
Rostos belos e melódicos cheios de sorrisos
Passos trêmulos incrédulos
Juizado moralístico inconsciência
Corrida contra o amor de sua mãe, o respeito de seu pai
Crítica ao prazer caótico de sua imaginação
Esquina silenciosa convidativa
Poder ao ser que controla meu dever
Vida que se vai e vai
Subida íngreme do que é viver
Mentiras sobre você
109

18 de Novembro Nº1

Na morte do meu eu esquecível
Reflexo de quem você me fez ser
Vejo cada rastro que marcou meus passos
Todo ser de luz cria sombra
Vibração que gera reação
Não há ação, apenas reação
Conjunto infinito dos meus eus que inventei
Ao lado de cada clone perdoável
Futuro despedaçado que abraço
Em cada uma de minhas prováveis mortes
Vidas e vidas que se vão e constroem seus palácios
Cada fruta que nasce do mar que sou
Doce amargo espesso intragável
União das folhas e memórias tangíveis
Parto em descaso a quem deixei
Muros fortes que um dia amei
Folclore dos contos que jamais se ouviu
Partida para o além tão próximo
Sempre próximo
117

17 de Novembro

Nesse dia, onde a noite era balbúrdia
Se ouvia o som dos felinos
Todos alegres de acordo com a natureza
Se ouvia os passos do Sr. Frord
Descendo as escadas
Devagar, Devagar, Devagar
Passo a passo
Devagar

Pela janela observa-a uma moça que aguarda o namorado
Talvez seu pai, talvez seu irmão
O olhar de preocupação
De um lado a outro
Cada esquina um encosto
Cada canto escuro se esperava um alvoroço

Sr. Frord descendo as escadas, devagar
A bela moça que se guardava
O cachorro que apenas urinava na calçada
O observador de sua janela
Entediado
133

15 de Novembro Nº2

Comigo nesse aguaceiro
Suor se esvaie sem vaidade
O medo espalha-se como fogo
Por nossa flora abandonada
Vermelha solidão esgueira
Me pega pelos ombros
Me beija no rosto

Tudo que se foi em água e por terra
Volta em forma serena
Brilhante luz
Nasceu em nossos corações
Se foi pelo fogo em forma de cinzas

Fria e solitária
Sozinha dentro de meu coração
Desabrochou toda essa solidão
Juras repletas com sermão
Lembram a mais bela oração

Você recebe meu canto
Encapsula-se em sentimentos
Você pode ir
Você pode ser
Você é quem eu quero
129

15 de Novembro Nº1

Estou cercado das figuras imaginárias
Esperanças e expectativas solitárias, egoístas
Todos os fantasmas que me assombram
Cada arrepio que sinto subir minha espinhas
Todo o medo que tenho de perder você

Todas as luzes lilás que vejo
Cada farol que me faz parar
Observar o mundo com mais medo
Não quero admitir tudo que sinto
Esconder minha fraqueza, essa fraqueza
Como posso ser quem eu quero? Eu quero?

Mentiras que não canso de me contar
Verdades que grito sem admitir
Todas a minha alma está suja
Corrompida pelo meu próprio desejo
Seja quem for, eu estou aqui
Por favor, vá embora
78

14 de Novembro

Todos esses campos sem vento
Essa floresta sem o canto dos passáros
A cidade sem o som dos passos
Meu coração bate em um ritmo
Seus olhos seguem em outro
O mundo se ausenta em mim
Você se vai em passos lentos
Eu vejo sua sombra crescer

Nas frias ruas eu te vejo
Fujo de você com medo
Não sei o que devo
Me perco nas curvas de seu cabelo

Queria você ao meu lado
Ser o maior de meus pecados
Coisas que nunca sonhei
Em traços que tanto admirei
Não me vejo a escolha certa
Vou fugir de você
Me tornar alguém que possa ser
O que você espera
312

12 de Novembro Nº2

Não, eu quero dizer não
Quantas vezes eu quiser dizer
Não, eu não posso
Não, eu não devo
Eu quero dizer não
Quantos nãos eu preciso dizer para você?

Você não vê?
Eu quero dizer não, a você
A ele, a ela, a todos
Você me cobra a cada olhar
Eu sinto sempre esse pesar
Ele me cerca a cada segundo
Fixo em meu rosto
Não vejo saída para não ser assim
Hoje eu não vou ser isso, não
Hoje eu sou não e não
Hoje e hoje

Você não entendem todo o não
O não é minha paixão
Cada segundo, minha obsseção
Eu vejo todo o sol cercando
Cada minuto que respiro
Não sentindo algo
Meu peito vazio sofre a cada segundo
Eu quero emoção, cada não
Eu não vou deixar tudo ser não e não

Como posso ser de todo não
Se tudo que sou é feito do não? Não?
O que não posso, não devo, não vou, não!
Chega, de me dizerem não
Hoje eu não aceito esse não como resposta
Vou arrancar de você o sim que espero
93

12 de Novembro Nº1

Das verdades que ele me contou
Nem todas ouvi com clareza
Distraído pelas beleza que passavam
Sentia coisas feias e bonitas em meu interior
"Não se julga pelo fedor"
Me dizia enquanta chamava minha atenção

Você não é o mesmo daqueles dias
Você está confortável nesse tempo
Sua força e tecnica se foi, cego é teu fio
Ao longo de anos você foi desfeito em pedaços
Você viu o que se tornou?

Lições e lições revisei
Em tudo isso eu já me formei?
Simbólos com significado familiar
Incerteza em sua escrita tremúla

Mente confusa sem caminho
Norte ou Oeste
Quem sabe qual lugar é o certo?

Vivendo das passagens e paisagens
Amores sem afeição e saudade
Vou deixar toda a queda me levar
Até contro o solo me chocar
E sentir que vive em toda minha morte
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