Você com os olhos vermelhos Mãos que cheiram a sangue Porque você está se coçando? Você está tremendo por dentro Está ansioso? Não faça isso com seu rosto! Que tipo de pessoa horrível é você! Não! Não faça isso! Seus pés deixam as pegadas Cada gota que você deixa Seu cabelo está horrível hoje Você tomou banho? Não! Aqui, me dê sua mão! Seus olhos, estão vermelhos Seu nariz escorre O que é isso em seu rosto? Por quê você está sorrindo? Não, não faça isso! Pare! Olhe como você deixou esse lugar! É melhor pegar um pano e secar tudo isso! Agora!
Inexistente coerência passional Brincadeira luxuosa subliminar Controle impreciso de seus dedos Abutres a cercar outra carniça Um verde que gera ânsia O cheiro que se espalha com o calor Cães ignoram sua carne cinzenta passional Afeto? Orgulho? Prazer? Carniçal incoerente irracional, degrau Grite! Mostre que não está morta! Corre do fim ao começo da ponte Escala seus pais, sobe em seus irmãos Gera a tormenta de mãos nuas Voz sangrenta terrível Maculada seja sua alma
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20 de Novembro Nº1
O céu pareciam os mesmos de ontem Porém um pouco mais escuros A rua estava igual, mas não era a mesma Meus vizinhos me olhavam da mesma forma Mas não me sentia eu mesmo
Todos os motivos que me geram Cada segundo que respiro, suspiro Estou cercado de dramas Você consegue chorar por mim hoje? Cada gota que corre provavelmente de seu rosto Seriam elas minhas ou suas?
Todos os sentidos e instintos que me cercam Confusos pela pequena mente entorpecente Cada movimento incerto que faço Não quero olhar para trás O que me espera?
Estou ferido e deixado de lado Reis e rainhas de seus mundos Cada olhar individual que cria minha estrada Pedras e degraus que um dia pisei, arremessei Que se foram e ficaram
Eu pareço o mesmo de ontem Meus pés caminham da mesma forma Meus olhos encaram da mesma forma Apenas eu percebia E era o único que precisava
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18 de Novembro Nº2
Degraus onde o fim não tem começo Ações medrosas guiam o preceito Dúvida perfurante impiedosa Rostos belos e melódicos cheios de sorrisos Passos trêmulos incrédulos Juizado moralístico inconsciência Corrida contra o amor de sua mãe, o respeito de seu pai Crítica ao prazer caótico de sua imaginação Esquina silenciosa convidativa Poder ao ser que controla meu dever Vida que se vai e vai Subida íngreme do que é viver Mentiras sobre você
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18 de Novembro Nº1
Na morte do meu eu esquecível Reflexo de quem você me fez ser Vejo cada rastro que marcou meus passos Todo ser de luz cria sombra Vibração que gera reação Não há ação, apenas reação Conjunto infinito dos meus eus que inventei Ao lado de cada clone perdoável Futuro despedaçado que abraço Em cada uma de minhas prováveis mortes Vidas e vidas que se vão e constroem seus palácios Cada fruta que nasce do mar que sou Doce amargo espesso intragável União das folhas e memórias tangíveis Parto em descaso a quem deixei Muros fortes que um dia amei Folclore dos contos que jamais se ouviu Partida para o além tão próximo Sempre próximo
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17 de Novembro
Nesse dia, onde a noite era balbúrdia Se ouvia o som dos felinos Todos alegres de acordo com a natureza Se ouvia os passos do Sr. Frord Descendo as escadas Devagar, Devagar, Devagar Passo a passo Devagar
Pela janela observa-a uma moça que aguarda o namorado Talvez seu pai, talvez seu irmão O olhar de preocupação De um lado a outro Cada esquina um encosto Cada canto escuro se esperava um alvoroço
Sr. Frord descendo as escadas, devagar A bela moça que se guardava O cachorro que apenas urinava na calçada O observador de sua janela Entediado
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15 de Novembro Nº2
Comigo nesse aguaceiro Suor se esvaie sem vaidade O medo espalha-se como fogo Por nossa flora abandonada Vermelha solidão esgueira Me pega pelos ombros Me beija no rosto
Tudo que se foi em água e por terra Volta em forma serena Brilhante luz Nasceu em nossos corações Se foi pelo fogo em forma de cinzas
Fria e solitária Sozinha dentro de meu coração Desabrochou toda essa solidão Juras repletas com sermão Lembram a mais bela oração
Você recebe meu canto Encapsula-se em sentimentos Você pode ir Você pode ser Você é quem eu quero
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15 de Novembro Nº1
Estou cercado das figuras imaginárias Esperanças e expectativas solitárias, egoístas Todos os fantasmas que me assombram Cada arrepio que sinto subir minha espinhas Todo o medo que tenho de perder você
Todas as luzes lilás que vejo Cada farol que me faz parar Observar o mundo com mais medo Não quero admitir tudo que sinto Esconder minha fraqueza, essa fraqueza Como posso ser quem eu quero? Eu quero?
Mentiras que não canso de me contar Verdades que grito sem admitir Todas a minha alma está suja Corrompida pelo meu próprio desejo Seja quem for, eu estou aqui Por favor, vá embora
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14 de Novembro
Todos esses campos sem vento Essa floresta sem o canto dos passáros A cidade sem o som dos passos Meu coração bate em um ritmo Seus olhos seguem em outro O mundo se ausenta em mim Você se vai em passos lentos Eu vejo sua sombra crescer
Nas frias ruas eu te vejo Fujo de você com medo Não sei o que devo Me perco nas curvas de seu cabelo
Queria você ao meu lado Ser o maior de meus pecados Coisas que nunca sonhei Em traços que tanto admirei Não me vejo a escolha certa Vou fugir de você Me tornar alguém que possa ser O que você espera
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12 de Novembro Nº2
Não, eu quero dizer não Quantas vezes eu quiser dizer Não, eu não posso Não, eu não devo Eu quero dizer não Quantos nãos eu preciso dizer para você?
Você não vê? Eu quero dizer não, a você A ele, a ela, a todos Você me cobra a cada olhar Eu sinto sempre esse pesar Ele me cerca a cada segundo Fixo em meu rosto Não vejo saída para não ser assim Hoje eu não vou ser isso, não Hoje eu sou não e não Hoje e hoje
Você não entendem todo o não O não é minha paixão Cada segundo, minha obsseção Eu vejo todo o sol cercando Cada minuto que respiro Não sentindo algo Meu peito vazio sofre a cada segundo Eu quero emoção, cada não Eu não vou deixar tudo ser não e não
Como posso ser de todo não Se tudo que sou é feito do não? Não? O que não posso, não devo, não vou, não! Chega, de me dizerem não Hoje eu não aceito esse não como resposta Vou arrancar de você o sim que espero
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12 de Novembro Nº1
Das verdades que ele me contou Nem todas ouvi com clareza Distraído pelas beleza que passavam Sentia coisas feias e bonitas em meu interior "Não se julga pelo fedor" Me dizia enquanta chamava minha atenção
Você não é o mesmo daqueles dias Você está confortável nesse tempo Sua força e tecnica se foi, cego é teu fio Ao longo de anos você foi desfeito em pedaços Você viu o que se tornou?
Lições e lições revisei Em tudo isso eu já me formei? Simbólos com significado familiar Incerteza em sua escrita tremúla
Mente confusa sem caminho Norte ou Oeste Quem sabe qual lugar é o certo?
Vivendo das passagens e paisagens Amores sem afeição e saudade Vou deixar toda a queda me levar Até contro o solo me chocar E sentir que vive em toda minha morte