Você com os olhos vermelhos Mãos que cheiram a sangue Porque você está se coçando? Você está tremendo por dentro Está ansioso? Não faça isso com seu rosto! Que tipo de pessoa horrível é você! Não! Não faça isso! Seus pés deixam as pegadas Cada gota que você deixa Seu cabelo está horrível hoje Você tomou banho? Não! Aqui, me dê sua mão! Seus olhos, estão vermelhos Seu nariz escorre O que é isso em seu rosto? Por quê você está sorrindo? Não, não faça isso! Pare! Olhe como você deixou esse lugar! É melhor pegar um pano e secar tudo isso! Agora!
Fraqueza disfarçada em palavras Inercia, reina o mundo sem ordem Ações míopes, empobrecem meu reino Céu nublado, sem resistência Passos solúveis consumidos pela areia Toque gelado como os olhos de um lobo
Fraco e imperdoável, cada olhar Suas roupas mostram o conteúdo de cada lágrima que derrama Você culpa Cipriano pelo seu destino Mas seus passos foram estático em seu ritmo tedioso O céu é belo, seu sonho Você não deseja tocar o intangível Sonhar é prazer, apenas sonhar Sonhos vindos dos contos, lorotas e lorotas
Sua marca é fraca Não causa cicatrizes Montanha truncada Veneno benigno
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30 de Outubro
Hoje eu minto pra mim mesmo Eu conto mentiras como se fossem verdade Engano meus pensamentos Pensamentos cheios de vaidade O desejo cega meus olhos Eu conto números mais importantes que vidas Não tenho a a mesma paixão
Hoje meu filho é adulto, não ama Eu sinto que tudo foi culpa minha Eu não o ensinei a amar Ele deixou de ser quem eu queria
Eu conto mentiras Deixei de ser quem eu era Para ser quem todos esperam Você consegue me entender?
Estou mostrando para que todos vejam Sou egoísta, uma farsa Você não sente que deixei de ser Ser o que sempre quis, eu sou a máquina Eu giro e por isso faço isso
Hoje minha família me contou estar grávida Não sabia como responder Por onde eu poderia começar? Tristeza? Orgulho? Você é minha filha Sempre irei te amar Não sei mais quem eu sou
Você consegue ver que deixei de ser? Não sou mais aquele que sentia, sou apenas máquina que gira
Hoje foi um dia especial Tudo que eu tinha foi levado pelo fogo Tudo que construi, foi levado em instantes Você se foi, fogo, onde você está?
No meu toque não sou mais quem sou Meu calor é gelo, meu toque é sem medo Não sinto medo? Quem sou? Me sinto como o gado preso Criado para servir minha carne a meu dono Você me aprisionou? Não, não sou, não sou herbívore dosmésticado
Eu vou devorar sua carne Sentir seu sangue correr pela minha boca Você, meu dono, queime minha casa Estrupe minha filha, mate meu filho Estripe toda minha família Mas hoje eu não sou o caçado
Hoje quem vai te caçar sou eu
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29 de Outubro
Hoje eu me lembrei de você Nossa história teve um fim Você ainda consegue me atrapalhar Mesmo depois de nossa despedida Eu contava sonhos com você Nossa coleção era linda e invejada
Você foi meu castigo, minha lição Você me trouxe a desgraça de ser um humano Eu gosto da sua lembrança, mas não sinto amor por elas Me mostram como eram nossa vida Os motivos de eu ter ido partido Você foi a perda Nosso futuro ia ser passageiro Egoísmo, meu e seu, controle Isso é horrível, deplorável, animalesco
Você deu vida ao meu novo futuro Ele é lindo, eu agarro ele a cada instante Eu quero fazer amor com meu futuro, não com você Você foi passagem, ele sempre foi meu objetivo Eu te amo
77
28 de Outubro
Sagrada seja a mãe Que sente a dor por seu filho A cada passo ao desconhecido Sua dor transipira e inspira os demais Além dos muros e lanças Seja envolvida em paixão Abraça seu marido e sorria a perca Você deixou tudo para trás Prole amada
Se alimenta do seu sangue de teu filho Seja eterma em meu coração Cresça e procria O salvador que deixa a vila Descende para crer, ele se foi Tua palavra morta Já não mais Você é o que sempre foi Impotente
Abraça teu marido Crie nova vida, seja amada Você é a nova vida Seja o deus de teus filhos Crie a vida, tire a vida Faça crescer a sua vida Presença mortal que me ama Eu também te amo Dios
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27 de Outubro
Neblina áspera que cerca seus olhos Esconde desejos Dói o sentimento de repulsa Ama e desdenha Carcere intangível, cegueira A carne cobiça o mundo Olhos apenas sonham
Monstros se alimentam de carne Rotas de fuga tentadoras Não vejo a saída, neblina Seja água, seja sangue Cegue os olhos maculados Dos sujos e rejeitados "Ilumine"
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26 de Outubro
Você me ouve? Portador de maldições Você me sente? Predador do medo Você me vê ? Senhor dos desejos Hoje lhe rogo minha prece Seja em vão ou para o além Que minhas palavras ecoem em sua consciência Você consegue ver a luz?
A morte traz o mundo a mim Hoje você me trará outra vida Rogo a ti senhor das sombras Ser banhado em luz De meu sangue nascerá teu filho Hoje me ofereço como seu sacrifício Me traga a dor da perda Você consegue me ouvir?
Minhas cinzas estão jogadas em sua pele Tudo o que eu fui, se deleite em minhas memórias Eu sinto você tocando minha pele Deixando de ser o ser sagrado Me traga as sombras, fique ao meu lado Você partiu desse plano a outro Você consegue me sentir?
Jogado nessa vala, imundo Todas minhas planícies mortas A seca, a fome, a miséria Não exergo a luz, me traga a verdade Eu morro nesse abismo Rogo a ti minhas últimas palavras, predador Você irá me abraçar Queimará junto a mim Dançaremos nos fogo negro Faremos sexo como cadáveres Sem vida e sonhos, apenas o desejo sombrio que sonhamos Você consegue ver?
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25 de Outubro
Estou rindo tanto Gargalhando enquanto observo A calçada está suja, cheia de barro Você não percebeu o beco em que havia entrado Se escondendo da tempestade Você vem a mim
Nessa fissura maculada Se esquiva de meus estrepes Solta minhas amarras Uivo sob a luz da lua A caçada começa
Nosso jogo de mocinho e mocinha Você se esconde, eu procuro Eu gargalho e me espanto Você se escondeu, você se escondeu Seus rastros eu persigo Meu faro é certeiro, te farejo
Nas folhas escarlates que te cercavam A fera havia lhe apanhado Tirado de tudo ti Eu ria de seu destino Comemorava minha vitória O jogo é ganho da pior forma
Na cidade "steampunk" Sufocado pela fumaça, reúno forças para a caçada Meu casaco listrado surrado Garras quebradas e de presas afiadas Eu quero rir e nunca parar Seguindo o jogo dos lobos, e de mocinhas a sonhar
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24 de Outubro
Mãos cansadas Ego passivo, cresço ao observar Ossos rangem a dor, desalinhados Mãos sujas, manchadas de dor e desejo Feitas para tocar o ser Onipotente e desmascarado pensamento Guia ao ceifeiro, deserto Bela e ruiva é sua alma Vazio são seus desejos Me leve ao seu lado, brilhante
Seja por dor ou prazer, farei sua vontade De sua vida escura em seus passo claros Sua íris está morta, foi ao mar Minhas veias estão saltadas, pulsam Se movem ao ver, você
Curiosidade minha guia Me pregou está peça Sua luz que se esvai Vejo você nua e sem adereços Seus lábios fascistas me enojam Você não é luz nem a sombra Encanto homogêneo, seu abismo
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23 de Outubro
Escura e fria noite Seu toque gelado é minha companhia Minhas palavras apenas você as ouve Olho seu céu cheio de aranha-céus Todas essa luzes Cada fogo que vejo, são vida Você queima e me aquece
Meu abraço, meu colo Me sinto quente em meio as ruas Suas estrelas fúlgidas me ditraem Enquanto meu querido não vem Eu sinto você perto de mim Nossos dedos entrelaçados se completam Mas minha esquerda não ama a direita Me divido em dois Deito em meu colo Eu sei que você se foi
Noite fria você me tem Você traz tudo que o calor me tirou Me traz a sensação de estar viva De sentir que meu sol resplandece em meu coração Somente essa solidão me faz sentir sua falta Sua razão, foi tudo que me aqueceu Para sobreviver a essa noite Que me mantém além Que deixa de ser eu Para se tornar alguém
335
22 de Outubro
Listrado enferrujado que me cerca Fezes sujam meus pés Todo o lugar fede Meu carcereiro é animal Minha vida deixou de ser importante Vejo pilhas e pilhas de merda Me cerca Onde piso me sujo Meus "puleiros" estão sujos Meus pés estão tortos Minhas asas pesam Meu estômago vazio
Voar pelos céus não vou Morrer em minha cela breve irei Passo fome e frio Me deixe sozinho em meio as minhas fezes Não sinto mais seu fedor E morrer em meu canto solitário