Majestoso mar de inúmeros mistérios Na grandiosidade de tua imensidão Quando agitado és um elemento deletério Se pacífico, tua beleza é fascinação
Teu espetáculo há miríades é contemplativo Na história dos povos, foste a grande estrada O caminho a percorrer significativo Que descobriu novos mundos na caminhada
Tens tom azul, por vezes esverdeado Tens a cor do céu, o enigma e o segredo O deslumbramento e encanto sagrado, Quando teu dorso não está agitado.
É nesse azul profundo, cheio de segredos Na imensa extensão do mundo, lá estás Semeando riquezas, alimentando os medos Aos que te procuram, roubando-te a paz
Vede como é bela a primavera florida Árvores frutíferas, campos verdejantes Vede como é belo, o primeiro amor da vida Estampa-se a alegria, nos rostos radiantes
A primavera, vestiu sua túnica florescida Para cobrir de graça a alegria esplendorosa O nascer e o pôr do sol, a manhã garrida Tornando a vida neste mundo cor de rosa
Houve-se o murmúrio das águas no riacho Num arroubo prazeroso tudo em festa Encanto, ostentação, luz e claridade
Na quietude mansa do prado e da floresta As aves buscam acasalar com seus machos Florescem as rosas, tudo é fertilidade !
Somos atores, representando no palco da vida Propomo-nos a exercer um determinado papel Num conflito insolúvel, a vontade é conduzida Pela força do destino seja acre, ou doce como mel.
A medida do limite entre o ator e homem Funde-se no mesmo ser da condição humana De simples mortais iludidos, ou ambiciosos Ao limite próprio que de cada um emana
Sem adentrar a dimensão do ser divino Somos protagonistas, em palco fascinante Com preconceitos a eliminar do mais cretino
Ao mais paradoxal princípio eqüidistante Que eleva o ser humano à noção de Deus menino Que há dois mil anos, como nós, foi caminhante !
Treva monstruosa, que o mundo infesta Empáfia gente que não olha onde pisa É uma humanidade que só pensa em festas Roupas de grife e uma boa camisa
Falam da pátria sem presença e civismo Falam de amor, só em sexo pensando A sua atitude é de puro egoísmo Crise de expressão qu’estão fragmentando
Há um vácuo espiritual em cada ser Se estou errado, alguém me contradiga Na vida, seu nome é alguém, um qualquer Cruzam o tempo, sem oração, sem fadiga
O curso de suas vidas, flui no presente Os livros de Deus não têm mais as letras É a dissolução do amor, o inferno ausente É este o homem de hoje, com seus et cetras
Em quase todas as bicas as cidade A sede que a devorava saciava E assim, procedia, desde tenra idade De bica em bica, outra bica procurava
Assim na vida, passava seus dias Buscando saciar sua gula hiulca Seus favores tinham curtas alegrias Duração que no bem entender inculca
De bica em bica, sempre outra procurava Sua idade, apoucou o excesso de secura Foi-se tornando sem querer menos escrava Nesta vida, tudo é bom, enquanto dura.
Porque rejeitais tanto os meus quereres O que quereis de mim, minha senhora Vós que sois a fonte excelsa dos prazeres Volvei para mim, vosso amor de outrora
Deixai-me desfrutar de novo esse convívio Vós que em tempos passados, amar-me dizíeis Vossa presença, será para mim um alívio Deleitar-nos-emos o quanto poderíeis
Assim senhora, provareis que me amais Como amantes que fomos, noutras eras Com vosso desejo, amar-me-ás, inda mais
Deixa que teu coração ao meu se renda E vós, que me recusais em todas as esferas Vereis em mim um baluarte, uma prenda!