Dilui meus pensamentos Nas profundezas do mar Cansado dos fingimentos P ra não mais, capitular
Pus um fim nos sofrimentos Que vinha a dissimular Para não ter mais tormentos E da vida te apagar
São Paulo, 15/05/2005 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http:brisada poesia.blogspot.com
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Digo-te Adeus !
Digo-te Adeus !...
Digo-te adeus, sem lenço branco na mão Porém, com ela, de lágrimas umedecida E em cada uma delas minha canção De saudade e esperança prometida
Digo-te adeus... barco que se arroja ao mar Digo-te adeus... na lágrima sentida Que importa se parto sem destino do lar Mesmo que não possa esquecer-te na vida
Parto, sem um adeus, ou mesmo, até já Lançando ao rio as páginas vividas Minha mágoa desolada, sobrestará Como dádivas de amores antes sentidas
Na nebulosa travessia que singrei Ver-me-ás percorrendo os oceanos Só! No barco o mar inteiro, cruzarei Sem ter onde aportar meus desenganos
Se a rota escolhida for o fim do destino Debruçado em pensamentos o meu cais Que importa a nós, se outra não atino Mostra teu sorriso que não volto mais
Derradeiro adeus, aquele que olvidei O rastro de meu batel o oceano apaga Quis ser gentil e amável... me enganei Cravei em meu peito esta vil adaga !
Quem de radiosas virtudes protegido Não sabe o que é sentir angustias tais Que sofre o ultrajado e oprimido Mesmo que seja o mais crente dos mortais
Sua paz são os momentos de amargura Seu cajado, maneja além da sorte Felicidade é ausência, é desventura A vida é infortúnio mor, que a morte
Cativeiro da mágoa e da desgraça Neste mundo sem algum merecimento Antigo amor, o coração despedaça
Mesmo sabendo a razão de seus pesares Perdida a esperança, e todo consentimento Seu pensamento... flutua pelos ares !
São Paulo, 05/12/2005 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
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Destino !
Destino !
Copíosamente chorando no silêncio da noite Carpia a saudade, lamentando, com dó e pena Tempos remotos, plena convivência e preciosos laços Que a vontade do destino a afastou dos seus braços - E agora, quando a vida podia ser mansa e serena Chora e geme o triste choro, e cada dia, é um açoite.
De tanto marejar, aos olhos lhe sumiu o brilho Mais propensa à morte, que à ventura e à vida Nas mãos carrega a taça da infeliz existência Lhe vigora o sentimento e a sutil pertinência Do perspicaz desejo de quem geme arrependida De ter sido esposa amada, sem nunca ter um filho !
São Paulo, 29/01/2008 Armando A. C. Garcia Visite meu blog: http://brisadapoesia.blogspot.com
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Desnudo
Desnudo
Desnudo de pudores e de intenções Como te dizer das que em mim habitam Como te falar, se emoções palpitam Cheio de lembranças, de recordações,
No alvoroço, o desejo consumido Pelo fruto gerado do saber Qual fonte que mitiga sede e prazer Restituindo ao nada, um sentido
Olvidando o reflexo da saudade Numa ausência mal assimilada O desejo se repete e me invade
Na vasta solidão do meu destino Minha alma fica triste acabrunhada No espelho onde não me descortino