Armando A. C. Garcia

Armando A. C. Garcia

n. 1937 BR BR

n. 1937-11-12, São Paulo

Perfil
322 799 Visualizações

A cupidez !

A cupidez !



Só se emprega o pensamento na ambição

A cupidez tomou conta deste mundo

O homem não pensa mais no amor profundo

Que do imo da alma chega ao coração


Na cega ambição, só valoriza o cifrão

Já não teme mais a eterna Divindade

Descansando, no berço da insanidade

Está a um passo da mental alienação


Dependurado na simultaneidade

De sempre levar vantagem a qualquer custo

Sem esforço, sem fadiga, salário injusto

Persuade no esquecimento a veleidade


Injustos, injustos seus procedimentos

Não tivesse por berço a materialidade.

Sem a prodigiosa luz da imaterialidade

Cai na ausência de puros sentimentos


Nessa ambição desmedida da riqueza

Perde o homem o sentimento e a razão

Vivendo encantado na escada da ilusão

Não percebe estar a um passo da avareza


Porangaba, 14/06/2014 (data da criação)

Armando A. C. Garcia


Visite meu Blog: brisadapoesia.blogspot.com


Ler poema completo
Biografia
Sou Poeta !

E poeta é qual vinho envelhecido
Em antigos tonéis de carvalho
Por alguns será bebido,
Por outros, só degustado !

São Paulo, 10/09/2009
Armando A. C. Garcia 

Visite meu blog://http://brisadapoesia.blogspot.com

Poemas

480

Abstrusa sedução ! -  10-12-2025  

Teu alheamento à minha atração

Tua abstrusa e intrincada sedução,

De tão complexa, quanto cabeluda...

Terei que pedir ao coração; não se iluda.

 

Não obstante o desalento suportado,

Pelo vil desinteresse demonstrado,

Exausto... de à míngua e privação

Não conseguir cativar teu lindo coração.

 

Deixa-me deveras frustrado, gorado

Faz-me sentir um pobre fracassado,

Que não soube levar até ti o acalanto,

Que carrega aos ombros no seu manto.

 

Mas a esperança, que na vida suplanta

O amargor, a desilusão; mas a fé levanta,

Quem sabe traga-me de volta a confiança,

E tu sejas para mim, a nova esperança !

 

São Paulo, 10-12-2025 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

 

No Facebook ou Visite meus blogs:

http://brisadapoesia.blogspot.com

http://criancaspoesias.blogspot.com

http://preludiodesonetos.blogspot.com

Escritas.org

E canal do WhatsApp: Brisadapoesia

 

Direitos autorais registrados

Mantendo a autoria do poema – Pode compartilhar

4

Abrindo a escuridão - 05/02/2021  

Nos tempos da pandemia

Muitas almas redimiram,

Vacilaram desamparadas

Sem firmeza às caminhadas,

Almas pigmeias, cingiram

E redobraram a energia.

 

Para assim ao Pai rogarem

Numa prece, sua súplica,

Que há muito, muito tempo

Perdida no seu destempo,

Tinham esquecido a dica

Para o bom Deus adorarem.

 

Nestes tempos, agoniados

Vendo a morte a seus pés,

Seus prazeres e ostentação,

Geraram trevas no coração

E axiomas. Se tu crês

Não percas tempo em baladas.

 

Almas que não evoluíram

Pois só, os prazeres curtiam,

Ao longo das caminhadas,   

Vendo vidas ser ceifadas,

Aos milhares na pandemia

A Deus, orações cingiram.

 

De desejos descontrolados

Saem os maus pensamentos,

Mergulham na tentação

Perdidos na fé, meu irmão,

Depressa vem o desalento

E passarás maus bocados.

 

Luz é claridade, é vida

Ao céu e a Deus, invoca,

Sem desejos pecaminosos

Que degradam cautelosos,

Prostrando a alma e a boca

Na amargura já ferida.

 

Com esperança e confiança

A Deus devemos orar,

Da vacância pedir perdão

Dos tempos da perdição,

Só Ele nos pode salvar

Tenhamos fé e bonança !

 

Antes que a luz escureça

E as trevas cubram o mundo,

Desvairados nas vaidades

E de suas iniquidades,

Com um desgosto profundo

Pedem a Deus, não o esqueça.

 

Nesta hora de ansiedade

De pranto e amargura,

O cálice transbordará

E a Deus suplicará,

Uma vida de brandura

De paz e felicidade !

 

05/02/2021 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

 

No Facebook ou Visite meus blogs:

http://brisadapoesia.blogspot.com

http://criancaspoesias.blogspot.com

http://preludiodesonetos.blogspot.com

Escritas.org

Usina de Letras

E canal do WhatsApp: Brisadapoesia

 

Direitos autorais registrados                                        

Mantendo a autoria do poema – Pode compartilhar

 

4

ABORTO - (I) e (II)

ABORTO  -  (I)

Medo, angústia, desespero, remorso

Com maior ou menor repercussão

Em função do nível de esclarecimentos

Que possuímos perante a Lei Universal

Fruto de uma miopia intelectual

O aborto é a somatória do sofrimento

Agravado pelo desequilíbrio da imolação

Apesar do momento cruel , do temido escorço

 

Em baldes frios de clínicas, bebês, jogados são

E o espírito submetido a essa atroz violência

Sofre intensamente em razão da interrupção

brutal. Em dolorosa e impiedosa cicatriz

Que extirpou o óvulo fecundado na raiz

Onde a vida despontava em evolução

No ambiente infra-uterino, pura excelência

Ao desenvolvimento da vida e da razão

 

São Paulo, 23/02/2007 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

--------------------------------------------------------------------

 

ABORTO – (II)

Quando tudo nos parece paradoxal e estranho
Com a banalização da morte, o bem da vida
É de vital grandeza que o homem tente protegê-lo
Criando regras que a prática de atos inúteis impeçam
Crueldades degradantes e não que favoreçam,
A legalização do aborto, ou a sua descriminalização.
Revela, senão a ovação ao crime a indiferença à vida
Injustificável conduta contra seres indefesos ao canho *

Infanticídio oficial, a tolher o direito de existir
Na Lei Universal, são implacáveis assassinos
Desde a mãe, aos obstetras disponíveis a essa prática
Porque após a fecundação do óvulo, existe vida
E como pode outrem dispor da vida alheia. Deicida **
Em matar com mais eficiência e destreza tática
Sem o mínimo respeito à vida do homem e seus destinos
O direito de nascer não pode ser tolhido ou reprimido.

São Paulo, 23/02/2007 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

No Facebook ou Visite meus blogs:

http://brisadapoesia.blogspot.com

http://criancaspoesias.blogspot.com

http://preludiodesonetos.blogspot.com

Escritas.org

E canal do WhatsApp: Brisadapoesia

 

Direitos autorais registrados

Mantendo a autoria do poema – Pode compartilhar

3

Abominação - 08/08/2012  

Abomino o ódio e a farsa

O álcool, o vício e a droga,

Corrupção e o comparsa,

A mentira de quem roga.

 

Com maldade radicada

Dentro do seu coração.

Abomino a força espada

De quem não tem compaixão.

 

Abomino a hipocrisia

Fingimento, falsidade,

A erótica pedofilia

E a falsa dignidade .

 

Abomino a impunidade

Crueldade, selvageria,

A fraude, deslealdade

Simulação, velhacaria.

 

A trapaça e a má-fé

Abomino a mercancia,

Daqueles que vendem a fé

Aonde mora a agnosia.

 

Abomino a injustiça

Ínsita e pertinaz,

Como abomino a cobiça

Pelo mal que ela nos traz.

 

Abomino o que não presta

Torpeza, desonestidade,

E de tudo o que me resta

É o amor à humanidade.

 

São Paulo, 08/08/2012 (dará da criação)

Armando A. C. Garcia

                               

No Facebook ou Visite meus blogs:

http://brisadapoesia.blogspot.com

http://criancaspoesias.blogspot.com

http://preludiodesonetos.blogspot.com

Escritas.org

Usina de Letras

E canal do WhatsApp: Brisadapoesia

 

Direitos autorais registrados                                        

Mantendo a autoria do poema – Pode compartilhar

5

Abjeta ansiedade.  -  25/06/2026  

De tanta dúvida que aflora ao pensamento

Chego a ter dúvida, dúvida da verdade,

Não tenho a fiel certeza, um só momento

E passo a vida nesta abjeta ansiedade.

 

Fluem na cabeça os devassos desenganos

É um tormento, adejando esperanças ledas,

No amplo e intangível pensamento. Danos

Fervem nos ásperos destinos, em labaredas.

 

Infatigavelmente o vasto pensamento

Nunca se enfada de pensar um só momento,

E sem tergiversar e mesmo sem lamento,

Percorre todas entranhas deste mundo.

 

São Paulo, 25/06/2026 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

 

No Facebook ou Visite meus blogs:

http://brisadapoesia.blogspot.com

http://criancaspoesias.blogspot.com

http://preludiodesonetos.blogspot.com

Escritas.org

Usina de Letras

E canal do WhatsApp: Brisadapoesia

 

Direitos autorais registrados

Mantendo a autoria do poema – Pode compartilhar

4

Abissal abismo !  -  01-05-2013

Começo a pensar neste universo de incertezas
Se devo temer, ainda o abissal abismo,
Pois de ver crescer imunidades insanas
Onde campeiam a corrupção e ardilezas,
Num surto vertiginoso de amoralismo
Onde políticos do mensalão não tomam canas,

Começo a pensar sinceramente que na realidade
O crime neste país compensa realmente,
E que essa tal de moralidade em que cresci
É fruto tacanho de ulterior coletividade,
Época que a honestidade era certamente,
O crivo de honra, e dignidade; que virou xixi !

São Paulo, 01/05/2013 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

No Facebook ou Visite meus blogs:

http://brisadapoesia.blogspot.com

http://criancaspoesias.blogspot.com

http://preludiodesonetos.blogspot.com

Escritas.org

Usina de Letras

E canal do WhatsApp: Brisadapoesia

 

Direitos autorais registrados

Mantendo a autoria do poema – Pode compartilhar

5

Abandonado !  -  23/02/2015  

Meu coração só tem lágrimas

Que vertem sem fluir,

Tantas foram as manhãs

Sem olhar o teu sorrir.

 

Diante de minha tristeza

Ao abandono esquecido,

Nem tu, tiveste a nobreza,

De salvar este perdido.

 

Nos soluços, consumido

Pelo infortúnio no amor,

Meu coração dolorido

Fenece do dissabor.

 

Chora o passado e o presente

Dia e noite, noite e dia,

De teu amor estar ausente,

São suspiros de agonia !

 

De que vale o sofrimento

Se nada tem que iguale,

Aninhar meu pensamento

À quentura do teu xale !

 

São Paulo, 23/02/2015 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

 

No Facebook ou Visite meus blogs:

http://brisadapoesia.blogspot.com

http://criancaspoesias.blogspot.com

http://preludiodesonetos.blogspot.com

Escritas.org

Usina de Letras

E canal do WhatsApp: Brisadapoesia

 

Direitos autorais registrados                                        

Mantendo a autoria do poema – Pode compartilhar

 

 

3

A virtude, terá valia – 30/07/2026  

Uns sem crença, outros ateus

Caminham na eternidade,

Outros, obreiros de Deus

Na paz, na religiosidade.

 

No outro mundo distante

A virtude, terá valia,

Os que passaram errante

Levam a alma vazia.

 

Afundados no abismo

Cavado com sua trilha,

Pelo seu cepticismo

Perdem a luz, que tanto brilha.

 

Na nebulosa quimera

Sem fé e sem esperança,

Suas almas são quirera,

Carecem de confiança.

 

São Paulo, 30/07/2026 (data da criação)

Armando A. C. Garcia

 

No Facebook ou Visite meus blogs:

http://brisadapoesia.blogspot.com

http://criancaspoesias.blogspot.com

http://preludiodesonetos.blogspot.com

Escritas.org

Usina de Letras

E canal do WhatsApp: Brisadapoesia

 

Direitos autorais registrados                                        

Mantendo a autoria do poema – Pode compartilhar

 

2

A VINGANÇA ! -  26-04-2012

Afasta de ti a vingança
O ódio e o rancor,
Aquela, mata a esperança
Estes, a paz e o amor.

A vingança é um reflexo
Do instinto predador,
De quem nutre um complexo
De querer ser superior.

É a escrófula da alma
É a máxima do desamor,
No indivíduo sem calma
Que só alimenta o pior,

Ruína inerme, sem valor
Chaga, tenebrosa e triste,
Golpe sujo, de ablator
Estertor que ao mal resiste.

É o ódio em movimento
O rancor em turbilhão,
A vingança, é o excremento
Do amor e da razão !

Vingança, é o acre da vida
A incompreensão moral,
Na penúria desvalida
Em nosso reino animal.

Qual seta na escuridão.
É o rebramir selvagem
Da fúria do coração.

São Paulo, 26/04/2012 (data  da criação)
Armando A. C. Garcia

No Facebook ou Visite meus blogs:

http://brisadapoesia.blogspot.com

http://criancaspoesias.blogspot.com

http://preludiodesonetos.blogspot.com

Escritas.org

Usina de Letras

E canal do WhatsApp: Brisadapoesia

 

Direitos autorais registrados

Mantendo a autoria do poema – Pode compartilhar

3

A VIDA EM VERSO ! (soneto) - 01/10/2009

Em busca da verdade encontrei
No rumo que norteia a poesia
A seara onde aos poucos semeei
A semente da minha fantasia

E entre zéfiros minha alma vagueia
Serena como suave primavera
Nos versos que vai tecendo se enleia
Como se amor estivesse à sua espera

E sobre eles o sol passeia diáfano
Na árdua e dura rocha da existência
Ser lavra do fingimento puro engano

Pus neles toda a essência e sentimento
Que na vida se abstrai do ser humano
E a beleza do brando contentamento !


São Paulo, 01/10/2009 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

No Facebook ou Visite meus blogs:

http://brisadapoesia.blogspot.com

http://criancaspoesias.blogspot.com

http://preludiodesonetos.blogspot.com

Escritas.org

Usina de Letras

E canal do WhatsApp: Brisadapoesia

 

Direitos autorais registrados                                        

Mantendo a autoria do poema – Pode compartilhar

 

3

Comentários (1)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Muito belo... harmonioso - e viva a natureza....