Lista de Poemas

Passeando em minha alma

Passeando em minha alma

Conseguiu-me seduzir a vida inteira
Passeando em minha alma e coração
Deixei-me conduzir pela ilusão
Fascinado p'la afeição verdadeira,

Anos após anos, viva na memória
Donde nunca pude tirar seu amor,
A saudade vai e volta, como a dor
Parece uma lembrança obrigatória !

Serão aspirações duma vontade,
De desejos aflorados e latentes,
O certo é, que eu, nesta ansiedade,

Chamo a saudade d' eterna felicidade,
E no silêncio da alma vou guardar
Para sempre a minha debilidade !

São Paulo, 31/03/ 2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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98

Esperanças sem fim...

Esperanças sem fim...

Desde que a saudade se hospedou em mim
A solidão se encastela e não tem fim
As imagens que revivo, são tormento
Estar longe de ti, é o meu lamento.

Essa dor, me consome sem esperança
Quando lateja em mim tua lembrança
Meu semblante exausto e combalido
Não sei se valeu a pena ter vivido !

Meu coração esfaimado de ternura
Só encontra saudade e desventura
Está na hora, de a essa dor, dar um fim

Nos vestígios cravejados de desejos
Sonhos desfeitos cheios de ensejos
Que um dia se apoderaram de mim !

São Paulo, 24/03/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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O preço da bondade do velhinho

O preço da bondade do velhinho

Cansado de caminhar o velhinho
Sentou-se na relva fresca a descansar
Fecha os olhos e a ideia em torvelinho
No instante pensa... de que serviu trabalhar

Após longo tempo meditando no passado
De suas andanças viu-se amargurado
- Foi rico... agora ao mundo jogado
Por seus bens ter doado antecipado.

D' nada lhe serviu no mundo trabalhar.
De sonhos e de carinhos despojado,
O preço do equívoco está a pagar,

Peregrinando nas ruas sem parar
Tratado como um cão e debuxado
Foi a paga, por seus bens, antes doar !

São Paulo, 13/03/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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96

Mundo de insatisfeitos

Mundo de insatisfeitos

Um mundo de insatisfeitos nos limita
Uns p'la falta de sorte que o destino dita,
Outros, pelo quinhão nefasto ou benfazejo,
Quando a ganância, supera o seu almejo.

O pobre, por ser pobre, pouco planeja,
O rico, a totalidade, ele deseja !
O ser humano; essas quimeras sustenta,
Onde pobre e rico delas se alimenta,

O rico com o ouro, fica encantado
O pobre na cachaça, leva enganado
O destino perverso, mágico, tirano,

Insaciáveis desejos alimenta
A mente humana na qual se sustenta ,
A ilusão do pobre, do rico, do cigano !

Porangaba, 30/01/2016 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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140

Resido na via-láctea

Resido na via-láctea

Sou sombra perdida, dum passado errante
Longe das ilusões, do fausto das primaveras,
Resido na via-láctea em nuvens de quimeras
Perdido nos sonhos, das cinzas dum gigante !

Em manto clemente, repouso alma sonhadora
Onde um dia, há de dormir o sono eterno
E nesse manto de amor o Criador paterno
Há de, pelo ideal sagrado, levar-me à nova aurora

A luz da vida, é como a do sol ao entardecer,
Vai morrendo... até encontrar a escuridão
- Ao oposto da criatura que ao nascer,

Tudo é luz, fanal de claridade, esperança
Um seio de amor, ternura e afeição,
Nas asas da ventura, que não se cansa !

São Paulo, 04/02/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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130

O nada sou eu !

O nada sou eu !

Não tem quem console o meu coração
Minha alma está triste e pede perdão
Nas sombras da vida, o nada sou eu
O ontem foi hoje, o hoje morreu.

Talvez outro dia, ele seja o amanhã
E a essência da vida me alegre, louçã
A angústia que tive, o vento levou
Das mágoas que tive, nenhuma restou !

A dor que trespassou meu coração
Da paixão imortal, não se apaga
Hoje, cansado, beirando o caixão,

Desiludido da vida que me frustro
Dum grande amor, deixo ao fio d'adaga,
O último suspiro, que em mim restou !

São Paulo, 10/03/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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91

Estro de amor

Estro de amor

O estro de amor, que era só ventura
Albergue de amizade e de ternura,
Desfez-se igual a nuvem de fumaça
Deixando em si, um rastro de desgraça.

Naquele tempo minh'alma inebriada
Ao prazer e doçura era arrastada,
Dando ensejo e graça aquele cotejo
Sem vislumbrar razão de tal desejo.

Com que amargura, hoje te enxergo
Quando pela idade a cerviz envergo.
- Passou o tempo d'aquela intimidade.

Sorte cruel !... onde na mágoa triste,
Curto meu fado, fingindo que não existe
No ninho de amor, deslealdade !

São Paulo 18/01/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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103

O idoso...

O idoso...

A matéria já está debilitada
O tempo o fez envelhecer
Ao clamor de tantas madrugadas
Perdeu a vontade de viver

De repente, fica mudo a cismar
Quando dará seu último suspiro
Está sendo difícil suportar
O ar ambiental que respira

Se a vida já é amargurada
Como pode, frágil enfrentar
Quem sempre viveu nesta jornada
Cheio de viço, ora, a agonizar

Era risonho, era prazenteiro
Enfrentava a dura caminhada
Lutava bravo em busca do dinheiro
Que fosse compensar sua jornada

Quando jovem, tão ativo e forte
Nada era capaz de o deter
Agora, só pensar enfrentar a morte
O forte, perdeu a parada de viver

Tristonho, é um ser sem coragem
Que sua saudade o faz chorar
Qual marinheiro de primeira viagem
Que vai afrontar o mar sem bagagem

Ele, que viveu sua vida inteira
Sem perder da vida a confiança
Está agora, perdendo a estribeira
Sem puder equilibrar a balança

São Paulo, 11/02/2013 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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Oh! linda criatura

Oh! linda criatura

Ante tua beleza oh, linda criatura
Vejo-me fascinado e apaixonado
Fecho os olhos e diante dessa formosura
Vejo-me em silêncio, ser por ti amado

Tua insinuante beleza me seduz
Nesse sonho belo, procuro alimento
Que nutre, estimula e me conduz
Ao cume do apogeu do pensamento

Sejas tu, minha estrela, a minha luz
Como foste inspiração destes rabiscos
Peço a Deus que não sejas minha cruz

Mas sim a Diva de todos pensamento,
Oh! linda criatura, beleza d' Andaluz ,
Pra poder amar-te, em todos os momentos !

São Paulo, 03/03/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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78

Caprichos da imaginação ...

Caprichos da imaginação ...

Busco com palavras mostrar ao mundo,
Na beleza da vida o que é fundamental
E que o amor em par, é o mais profundo
Bem, que existe no reino animal.

Nos mais de mil versos pobres, singelos,
Tenho procurado dita beleza mostrar,
E nessa espontaneidade, entre os belos
Meus versos, mal podem se destacar.

Essas musas desde criança me fascinam
E determinam o comportamento poético,
Minh' alma, fácil, fácil a dominam.

E surgem palavras bailando na mente
Chego à conclusão não ser genético
Mas sim, fruto gerado do omnipotente !...

São Paulo, 03/03/2017 (data da criação)
Armando A. C. Garcia

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