Augusto Fracari

Augusto Fracari

n. 1981 BR BR

n. 1981-02-22, Brasil

Perfil
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Tântrico e Tirânico

Feito de palavras
Aqui você poderá ler minhas verdades ?
Degustar da minha escrita?
Na possibilidade que meu verbo oferece
Desfiguro meu estado inicial
Transbordando o que o complexo não pode conter simples.
Sou uma metamorfose poética
Infinitivamente infinito
Metaforicamente
Tântrico e tirânico...
Sou eu o verso
que espera ser extraído
pela Palavra
analisada
e derramado
feito às lágrimas de cera das velas
que choram mantras
para endurecer tuas promessas.



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Poemas

13

Sobre o que sou e o que não fui

Não tenho pertencimentos e jóias raras.
O que não sou
Não fui
Não serei
Não me sei mais e nem menos
Não busco tornar-me o que escrevo.
Eu extravaso nas palavras e enterro poemas para germinar flores e arrepios
- Fotografias são poemas que não nasceram na palavra
- Poesia é a entrelinha da imagem.
O descuido entre o que somos e o que podemos ser.
- Poesia é a escrita pelo ser.
embora nem todo ser entre no poema
Nem todo poema entra no ser
Eu sou poesia
Metafísica da linguagem
A língua lambendo versos.
Transbordando nos poros.
Um contorno de palavras
Voando no papel
Eu sou poesia
E não sei
e mais nada.



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Soturno

A noite deslizava em minha pele afiada como uma faca.
Sangrava estrelas cadentes e fugia deixando um rastro luminoso
De sangue e poesia...
Notas musicais absurdas se fundiam aos meus versos
Esvaíam liqüefeitos atmosferas insanas
Nunca mais serei engolido por obscuridades...
Luto contra o que é treva,
e mesmo ferido,
continuo a brilhar

Incandescente.
Esse é meu dom - o de sustentar aquilo que não se apaga
O que insiste, mesmo em flagelo
A permanecer brilhante aceso e ardente.
Eu alimento as noites insones
Não me curvo perante as sombras
Sangrando estrelas, ilumino o caminho até que o sol se estabeleça majestoso.
Entre os braços do sol,
me aqueço inocente contra as manhãs frias.

E sei que o escuro voltará
Sei que sangrarei
Cairei
Rastejarei
E cada palavra
Arderá feito brasa
Nos meus olhos soturnos.
A lua me colocará em queda
Mas eu me levantarei
Sempre.
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sem título nº 1

Existo na escrita para não desaparecer no meu silêncio.
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Comentários (1)

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Michel Gailard

UM NOTÁVEL TEXTO DE SUA AUTORIA Bom dia, Augusto Li este seu texto “TÂNTRICO E TIRÂNICO” publicado no site “ESCRITAS.ORG” e gostei bastante de sua forma de se expressar. Você é uma pessoa que sabe o que, e do que está falando. E olhe que esta arte de fazer versos é competência para uns poucos privilegiados. Mesmo sendo agente literário, e prestando serviços para várias editoras, recentemente publiquei alguns de meus escritos em uma antologia produzida pela Editora Palavra é Arte. O sistema que eles utilizam para o edição de livros é algo inédito. Nós autores não gastamos nada com produção da obra. Os exemplares nos são disponibilizados no sistema de venda consignada. Isto quer dizer que se alguns exemplares não forem vendidos, podemos devolvê-los, e estes serão doados a bibliotecas públicas e presídios, inclusive das cidades onde moramos. Como gostei muito da forma como você escreve, pedi permissão à editora para convidar você e mais oito outros autores, para participarem de uma das próximas edições. Se um de seus objetivos quanto à Literatura é ter seus textos publicados em forma de livro impresso, acredito que esta seja uma boa oportunidade. Por isto peço permissão para que façam contato com você e lhe enviem o material referente à publicação. Espero que desta forma, eu esteja retribuindo a sua amizade. Se for dar resposta a esta minha mensagem, gostaria de pedir-lhe que, por gentileza, envie sua resposta para o meu e-mail pessoal que é este: [email protected] Um abraço fraterno, Marc Burnier