Cerne
Quando haverá menos guerra no mundo?
Quando poderemos conhecer a felicidade?
Quando poderemos encontrar o amor que nos falta?
Quanto poderemos encontrar o caminho da paz?
Quando poderemos encontrar o caminho do conforto?
Quando poderemos encontrar o caminho da esperança?
Quando seremos nós mesmos?
Quando poderei ser quem eu sou?
Quando conhecerei-me?
Amor próprio
Amor próprio não existe! O que existe? Dor e sofrimento...
E além da dor e do sofrimento?…
Uma verdade amarga... O meu coração nunca poderá ser completo!
Suponho, e pois, assim o é, não há outra parte...
Q’ complete...
Suponho de alegria, felicidade e o mais belo sentimento: o amor!
Junto com a ternura, carinho… e o abraço quente e concreto da vida... e do próprio amor!
Soneto: Solidão
Sou o que sente só no mundo
O que não fala, é mudo...
Aquele que acostumou-se tanto com o vazio
Que não sente diferença com o frio.
Sou aquele que conheceu apenas a dor
Ainda não o amor
Aquele que tentou ser alguém
Mas sente-se ainda como ninguém.
Digo: - “Eu tenho cansaço físico”!
Falam: - “Isso é bobagem, loucura, para de ser cínico”!
Digo: - “Eu não posso, não consigo”! E ainda insistem!
Dizem....
“Tente tirar a flor da lama”!
Eu pergunto-me: - “Como posso se é minha alma”?
Tentei em vão ver a luz! Mas junto às trevas tenho ficado,
Como aquele que sente-se aquém de ter sido amado.
Cântico 2
A Grande Mãe, Grande Natureza
Que reserva sempre seu amor, glória, paz.
10x
Meu sofrimento
Não houve tempo nem espaço para conhecer o amor verdadeiro
Desses de filmes, séries ou ainda daqueles que são como vieiro-
“Mas fato o é que Deus não abraça-me”, “estou em completa solidão”
“Mas sou a fraqueza dos homens e do amor e agora de Deus, coração”.
Engraçado pensar que dia a dia nasce uma ou mais ciências
Mas a própria ciência do amor ainda permanece desconhecida
Escondida, enterrada e além de uma ou mais consciências
Na Terra, onde todos moram com sua língua, cultura, vida!
Conto 1
O horror de Satanás cobria toda extensão do palácio de Hérbram. Mortes misteriosas aconteciam de forma muito frequente. E mais ainda, o Sol não aparecia em nenhum período do dia. As pessoas da cidade não podiam entender e sequer sabiam o que estava acontecendo naquele palácio.
A suspeita principal era que havia algum tipo de infecção ou doença contagiosa perto ou dentro do palácio. Mas essa suspeita era tão óbvia e pouco provável que muitos não podiam confiar ou acreditar nesta história. Até que! Eduardo acordou e tudo desapareceu.
O palácio de Hérbram não existia no mundo real, era apenas uma imagem que ele viu de uma revista de quadrinhos.
A revista de quadrinhos: As Histórias de Terror do escritor Eduardo São Carlos de Almeida, edição 14. Todo resto da história que ele achava que existia dentro do pesadelo do qual ele estava... era somente a lembrança de outros pesadelos anteriores que havia tido.
Poema Som
Ao um
Ao dois
Ao três
Ao alto
Ao baixo
Ao um
Ao dois
Ao três
Ao baixo
Ao baixo
Ao alto
Ao alto
Ao um
Ao um
Ao do-is
Ao três
Ao som.
Ao som.
Parte da minha pessoa
Eu, eu, eu, eu, eu, eu, eu... acordei do sonho!
Encontrei meu próprio caminho!
Há tantas passagens na vida!
Algumas passagens só de ida!
Mas eu, eu, eu, eu, eu, eu, eu...
Disse que encontrei meu próprio caminho!
Mas, mas, mas, mas... que caminho seria esse?
Parte da minha pessoa sente pelo coração a dor infinita e não passageira.
Outra parte crê em Deus e está firme.
Dividi minhas aflições em dois momentos!
Uma parte da minha pessoa para o amor não correspondido
E a outra parte na crença em Deus apesar de tudo
e de todo sofrimento que sinto ao não conhecê-lo por completo.
Riso da vergonha
Rir, palhaço! da vergonha em ter falado que a ama
E deseja o bem maior...
Rir, palhaço! do espanto de não aceitar a si próprio
Tantas doses de vergonha que enchem diversos potes de vidro
Tanta vergonha que preenche o céu de espetáculo e riso
Para toda a plateia que precisa apenas de um ou mais fatos
Para sorrir da tua vida
de forma completa, amarga e tormentosa e que de alguma forma sempre
lembram, nunca esquecem que o que gostam mais de você,
é vergonha de ter sido bobo por completo.
Toda minha fraqueza
Se numa hora bela e sagrada conhecesse o amor
Eu diria que acredito na lua, nas estrelas, em deus
Caso esse amor não acreditasse na lua, estrelas e em deus...
Diria a essa amor que sou cético, ateu, agnóstico
ou que não tenho religião alguma definida ainda...
Se esse amor ficasse em meus braços
A ponto de sentir que não tenho força para segurá-lo,
Ainda sim, tentaria apesar da dor dos meus braços
Ser firme para não demonstrar minha fraqueza.
Seria concreto como a rocha
e parado que nem estátua.