Poemas
15Com Sophia
Sentado nesta praia
Ao lado de Sophia
Como quem vive
Pela primeira vez.
Toma atenção
A cada detalhe
A cada sentido
Apuramos a mais ingénua criança
Em nós e deixamos ser.
À costa, num afago de onda
chegam as tuas lágrimas
E alguns galhos.
Cheguei à conclusão
Que a cada quebra
Nasce uma sentença
De Liberdade.
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Naqueles lençóis brancos
Naqueles lençóis brancos
onde deixaste uma parte de ti
Reflete-se a luz da manhã
Pela qual saíste.
Ouço-os todo o dia a ecoar o nosso diálogo,
como se de montanhas e vales se tratassem.
Não tardes em voltar.
Há palavras que não se podem calar.
onde deixaste uma parte de ti
Reflete-se a luz da manhã
Pela qual saíste.
Ouço-os todo o dia a ecoar o nosso diálogo,
como se de montanhas e vales se tratassem.
Não tardes em voltar.
Há palavras que não se podem calar.
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Sazonalidade
Já não é Outono.
O Inverno chegou
Com toda a sua força.
O frio instala-se nestas paredes
E a minha nudez grita.
Grita como quem te quer
Num desesperado olhar
Quente de Verão,
Sem o conseguir vocalizar.
Aguardo a Primavera.
O renascer das plantas.
O brotar das flores.
Pode ser que eu chegue com elas.
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