Poemas
15Naqueles lençóis brancos
Naqueles lençóis brancos
onde deixaste uma parte de ti
Reflete-se a luz da manhã
Pela qual saíste.
Ouço-os todo o dia a ecoar o nosso diálogo,
como se de montanhas e vales se tratassem.
Não tardes em voltar.
Há palavras que não se podem calar.
onde deixaste uma parte de ti
Reflete-se a luz da manhã
Pela qual saíste.
Ouço-os todo o dia a ecoar o nosso diálogo,
como se de montanhas e vales se tratassem.
Não tardes em voltar.
Há palavras que não se podem calar.
106
Com Sophia
Sentado nesta praia
Ao lado de Sophia
Como quem vive
Pela primeira vez.
Toma atenção
A cada detalhe
A cada sentido
Apuramos a mais ingénua criança
Em nós e deixamos ser.
À costa, num afago de onda
chegam as tuas lágrimas
E alguns galhos.
Cheguei à conclusão
Que a cada quebra
Nasce uma sentença
De Liberdade.
107
Sazonalidade
Já não é Outono.
O Inverno chegou
Com toda a sua força.
O frio instala-se nestas paredes
E a minha nudez grita.
Grita como quem te quer
Num desesperado olhar
Quente de Verão,
Sem o conseguir vocalizar.
Aguardo a Primavera.
O renascer das plantas.
O brotar das flores.
Pode ser que eu chegue com elas.
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