Bruno Gomes

Bruno Gomes

n. 1997 -- --

Apreciador da lua e das estrelas, Colecionador discos e livros antigos, Amante da natureza, Íntimo do violão e dos modelos matemáticos.

n. 1997-11-23, Barcarena

Perfil
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Dilema

Eu sempre quis
Que você fosse mais
que amiga e confidente.
E hoje, nada muda
E pelas cartas na mesa,
Nunca mudará.
Mas o destino é sábio
Deu à arvore
Raizes
E deu aos passaros
Azas,
pra voar.
Eu sou um passaro
Enraizado na sua terra
Eu tive medo das minhas azas
Mas minha sina é voar.
A ultima tempestade
Eu já sabia
Nunca quis acreditar.
Desterrado
Só me resta voar
Até que um dia
Numa terra nova
Em um coração novo
Minhas raizes
Cultivar.

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Poemas

8

Dilema

Eu sempre quis
Que você fosse mais
que amiga e confidente.
E hoje, nada muda
E pelas cartas na mesa,
Nunca mudará.
Mas o destino é sábio
Deu à arvore
Raizes
E deu aos passaros
Azas,
pra voar.
Eu sou um passaro
Enraizado na sua terra
Eu tive medo das minhas azas
Mas minha sina é voar.
A ultima tempestade
Eu já sabia
Nunca quis acreditar.
Desterrado
Só me resta voar
Até que um dia
Numa terra nova
Em um coração novo
Minhas raizes
Cultivar.

279

Meu começo e fim

Quando lotou-se pela primeira vez meu coração
A agonia se trasformou em fissura
Altomaticamente, minhas mãos correram pelos papeis
E se transformaram em literatura

E foi assim, como me ensinastes
À fazer versos e poesias
E hoje elas são minhas boias
Em dias te tempestades e maresias








305

Meu começo e fim

Quando lotou-se pela primeira vez meu coração
A agonia se trasformou em fissura
Altomaticamente, minhas mãos correram pelos papeis
E se transformaram em literatura

E foi assim, como me ensinastes
À fazer versos e poesias
E hoje elas são minhas boias
Em dias te tempestades e maresias








303

Bilhete de desculpa

Sempre que passar
Deixe um sorriso
Não negue, reclame
Ainda que a vida mude
Você sempre será
Quem me fez....
voltar a fazer versos!

E se um dia, você sorrir
De verdade
Como antes
Vai ver novamente
Viver novamente
O porquê
Foi você, quem me fez...
Voltar a fazer versos!


318

Relógio sentimental


Ainda que trasparente
Seje teu semblante de alvorada
Depois de doze horas vira noite
E noite, nunca pode ser contada.

Depois de conhecer teu lado noite
Tão escuro, nojificante
Essa treva ofusca toda a luz
Do teu sorriso ,de alvorada, radiante
312

O plano

Quero escalar até o último degrau
Donde se enxerga tudo
E antes de ser empurrado
(todos são,
Embora nunca queiram acreditar)
Quero pular
De lá mesmo
Antes que que goste de lá
Antes que congele meu coração

Só pra sentir o gosto
Experimentar, essa é a palavra

Depois cair,
Orgulhosamente,
Quero me plantar
Profundo no ventre da natureza
Ser de onde pertenço
352

Amar

Olhar a face do abismo
E pular
Ainda que a morte seja certa
Porque o amor é insistir no erro
E até que se prove o contrário
Errarei eternamente
361

Sobre Deus e os sentimentos


A vida controla cada vivente
Cada vivente acha que controla:
O que acha que tem domínio
Dominar, pensar, achar
é tudo um grande buraco negro
Igual a existência de Deus
Que tem seu mistério,
Ou não
Ou o misterio
é achar que existe misterio,
Ou não
Porque isso se pensa
Algo impensavel não tem dominio
Como um sentimento
Que aflora da alma
Arde!
E retorna a proprio concenso
E nem um pensamento freia
O impensavel, o inconciente
Amor que sai da gente
Que so voltar se quiser.



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