Bruno Gomes

Bruno Gomes

n. 1997 -- --

Apreciador da lua e das estrelas, Colecionador discos e livros antigos, Amante da natureza, Íntimo do violão e dos modelos matemáticos.

n. 1997-11-23, Barcarena

Perfil
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Meu começo e fim

Quando lotou-se pela primeira vez meu coração
A agonia se trasformou em fissura
Altomaticamente, minhas mãos correram pelos papeis
E se transformaram em literatura

E foi assim, como me ensinastes
À fazer versos e poesias
E hoje elas são minhas boias
Em dias te tempestades e maresias








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Poemas

4

Soneto de uma linda estória

Já impossível ver a lua sem saudade

Do dia em que vi-la perto a ameixeira

Naquela noite usei de toda minha verdade

toda preocupação se dissipou na poeira


Hoje com olhar bobo e sorriso discreto

Lembro quieto no escuro a coincidência

Como se chegasse no lugar mais secreto

E reconhecer lá um velho amigo pela aparência


Se pedirem-me para contar uma linda estória

Contarei esta, sorridente e muito agradecido

Ainda bobo por um coração tão doce ter descobrido


E se me perguntarem o por quê de eu estar apaixonado

Responderei: A culpa não foi minha e sim do livro!

Que ela 'inocentemente' me deu emprestado

301

A menina da biblioteca

Por traz do sorriso doce descobri:

Há uma mente complexa

Operando em brasileiro

Porém Toda configurada em kanji

Que Vai Lentamente diluindo a dor

Repetindo um processo antigo

Aprendido desde menina

Quando a solidão era maior

uma brecha larga ficou

Pela qual escorreram tristezas

As quais o amor estancou

Entretanto mudou-se a paisagem

sobrou uma mulher forte

Pactuada com a sinceridade

Transparecendo uma áurea clara

Mesmo trajando trajes escuros

Traz hoje a paz de uma viagem longa

Que percorreu vales tristes

E Trouxe de lá as mais lindas flores.

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Estrelas

Por que quando olho para o céu

Não enxergo as tais cinco pontas ?

Só vejo um brilho intenso

Que confunde a sanidade

Embaralha o tempo

Hipnotizando o apreciador

Que acha que o brilho delas

Vem da chama do amor


Fito os céu sem pressa

Parecem elas nem notar

Estão lá paradas

Tão calmas, tão calmas

Não tem noção

Mas foram escolhidas

Para o céu adornar


Na imensidão vagueiam

Sem nem pensar em voltar

Voltar pra onde?

Se nunca fugiram

Talvez tenham fugido sol

Que não as deixa em paz

Para melhor brilhar

324

O psicanalista


O psicanalista chocou-se

Após sua vida de ofício

Nunca encontrará doido tão doido

Tamanho era essa loucura

Seu novo paciente Sr Humano

O Homem levava uma vida normal

Não bebia nem fumava

Pelas manhãs lia o jornal

Tinha família e muita saúde

Raramente passava mal

Empregado na em boa empresa

Tinha prestígio social

Então qual sua moléstia?

O que o tornava doente mental ?

Ele tinha um amigo imaginário

Chamava-o de coração

Adjetivava-o de sofredor

Ele delirava mas não esboçava dor

Dizia que sentia umas fisgadas de repente

Sentia ora ódio, ora amor.

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