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Polografia

Eu, quando às vezes sinto como açoite
Deixar-me o pôr-do-sol soturno e triste,
Contente, miro o céu no azul da noite
E penso num amor que, ao longe, existe.

Eu cuido que jamais me exalte e afoite,
Mas sei que a vida humana não resiste
E a ti da mesma sorte, assim que foi-te
O fado atroz da morte em que dormiste.

Aguardo a grande data intensamente
Na qual eu hei-de ver-te mui contente
E as noites, bem de perto irei tangê-las.

Se Deus quiser na terra a mim punir-me,
Que fique o meu amor pra sempre firme,
Enquanto eu te procuro entre as estrelas.
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Poemas

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Polografia

Eu, quando às vezes sinto como açoite
Deixar-me o pôr-do-sol soturno e triste,
Contente, miro o céu no azul da noite
E penso num amor que, ao longe, existe.

Eu cuido que jamais me exalte e afoite,
Mas sei que a vida humana não resiste
E a ti da mesma sorte, assim que foi-te
O fado atroz da morte em que dormiste.

Aguardo a grande data intensamente
Na qual eu hei-de ver-te mui contente
E as noites, bem de perto irei tangê-las.

Se Deus quiser na terra a mim punir-me,
Que fique o meu amor pra sempre firme,
Enquanto eu te procuro entre as estrelas.
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Eco

Um homem, simples homem, geme e chora
Bradando para o negro céu distante
No ensejo em que se encontra neste instante:
\"Malditos deuses pérfidos que outrora

O céu me prometêreis! E a canora
Canção que me cantáreis, delirante,
Foi mera sedução e, de hoje em diante
Não quero contemplar a rubra aurora,

Maldito seja o dia em que eu nasci!
Que eu morra agora mesmo, bem aqui,
Cavai-me a sepultura, negro algoz!\"

Mas toda a solidão que fora exposta
Não teve nem centelha de resposta,
Pois nada ouviu além da própria voz!
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