Que triste a identidade sem alteridade Como veria o mundo, se fosse tudo da mesma cor? Como perceberia um cheiro, se tudo exalasse o mesmo odor? Como sentiria o clima, se tudo emanasse o mesmo calor? Como teria na boca o gosto, se tudo tivesse o mesmo sabor? Como me tocaria a música, se o seu tom nunca mudou? Como reconheceria a si, Se ao outro nunca encontrou?
Se nada vejo além de mim, então, sou tudo! Se tudo tão pequeno sou, então, meu tão pequeno tudo sou!
Que triste a identidade sem alteridade Como veria o mundo, se fosse tudo da mesma cor? Como perceberia um cheiro, se tudo exalasse o mesmo odor? Como sentiria o clima, se tudo emanasse o mesmo calor? Como teria na boca o gosto, se tudo tivesse o mesmo sabor? Como me tocaria a música, se o seu tom nunca mudou? Como reconheceria a si, Se ao outro nunca encontrou?
Se nada vejo além de mim, então, sou tudo! Se tudo tão pequeno sou, então, meu tão pequeno tudo sou!
by E.
201
O dia esta quente hoje...
Me sinto entre quatro mundos, bem, quatro mundos possíveis, pareço feliz em cada um deles, mas a realidade me puxa de volta, ah! Tão fria e implacável realidade, mas o que és tu para desiludir-me de meus sonhos, por que me mostra a cada dia um mundo deslocado, tão diferente dos meus, e, apesar disso, inevitável... fadiga-me mais que o calor, este fatídico vislumbre de onde estou, sempre só, apesar de sempre acompanhado, se, ao menos, a solitude acompanhasse a solidão, mas, sinto-me só em meio a multidão.
by E.
150
Hoje o vento está confuso...
Oi E. Por quê?
Estava pensando em quem tem tituluá.
E eu estava pensando em quem tem tituluó.
Dizem que tituluá gosta de tituluó.
E dizem que tituluó gosta de tituluá.
Vi um tituluá gostar de tituluá.
E vi um tituluó gostar de tituluó.
Então o tituluá é tituluó?
E o tituluó é tituluá!
Mas se tituluá também gosta de tituluá?
Então tituluá também é tituluó!
Então os dois são tituluó?!
E os dois são tituluá!
Ah! Porque tituluá gosta de tituluó!
Eles são todos tituluê.
Então, porque tituluá e tituluó?
Porque tituluê vem do tituluá-tituluó.
By E.
147
Hoje o luar resplandece...
Vejo um sonho em botão
De uma semente a tanto lançada
De lágrimas às vezes regada
Sob o forte Sol judiada
À noite é então revigorada
Por uma mão foi plantada
Por outras já apreciada
Esta quase flor desejada
Espero ver desabrochada
Minha alma já alegrada
Pela essência dela exalada
Se encontra, pois, agitada
Pela abertura não vislumbrada
By E.
152
Hoje o dia não está quente...
Gosto de pensar em linhas linhas tortas e divertidas muitas vezes até perdidas mas, não retas e monótonas que não vão além do mesmo tom.
Linhas que proseiam Linhas que verseiam Linhas herdadas Ou simplesmente partilhadas.
No oculto das memórias de papel como abaixo de um véu não tenho tinta em minhas mãos nem busco uma impressão apenas aprecio o voar nas imprevisíveis nuvens do pensar
by E.
155
A manhã está fria hoje...
Nem boa, nem má se apresenta Vejo no fio de seu gume a essência Para alguns aquela que alimenta Mas quando chamada de branca se mancha Do forte vermelho que sustenta
Do corte se vê o poder No instrumento que a ele provê Para na busca dos brancos sinais Não de água os solos regais
Quão nebulosa descrição Construída nesta comparação Talvez lhe deva elucidação
Da afiada lâmina à Política À mão deve-se a escolha lícita
by E.
155
Esta noite poderia ser fria...
Vejo de retalhos uma colcha tão diversos em cores como num mundo de sabores
das já desmembradas formada as memórias mantém preservadas ainda que de maneira transformada
por várias mãos costurada de muitos tecidos remendada uma obra ainda inacabada
De sempre ser continuada Permanece também necessitada até também ela ser desmembrada
Mas que graça tão apreciada Em outras colchas já amadas ser por seus retalhos eternizada
by E.
136
A noite não será quente hoje ...
Sedentos às folhas vão mesmo que seja em vão Já o quente Sol dos diálogos dissipa de minha mente o orvalho.
Ao som dos risos que não alegram minhas ideias encontrar-me buscam mas como fantasmas se desfazem diante da atenção de meu olhar
O calor do dia não acompanha onde os pensares se apanha nem sua ausência refrigela esta tão nebulosa janela
Quando o frio Sol da manhã Iluminará minhas persianas Sem que embora leve Aquela nevoa tão leve?
by E.
140
Que tarde agradável hoje ...
Não vejo os passo que deixei na areia As ondas do tempo já as levaram Mas a praia não é mais a mesma levo parte dela sob meus pés
Saudades dos dias que não voltam Misturada aos dias que não virão Uma trilha apagada pelas águas Já não mostra de volta o caminho
Os efeitos sozinho não se leva De escolhas indeléveis que nos marcam Partilhados como a luz que nos nutre Dado o encontro, deles não escapam
by E.
146
A tarde está quente hoje...
Nas entrelinhas das linhas não escritas Escuto uma história no inaudito sem a virtude do herói para falar ela vem do centro do pulsar
como a sombra na parede da caverna mais que as marcas sobre tábula rasa se desfazem sem revelar ou desvelar tudo aquilo que queriam mostrar
Vendo o invisível ao papel um dia alguém irá notar um conto vetado a recordar
Talvez após um belo epitáfio Espero que antes da despedida Estas letras sejam compreendidas