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n. 1996 BR BR

Um jovem poeta que olha para o tempo sentado em um banco do parque.

n. 1996-12-18

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A noite não está clara hoje...

Que triste a identidade sem alteridade
Como veria o mundo,
se fosse tudo da mesma cor?
Como perceberia um cheiro,
se tudo exalasse o mesmo odor?
Como sentiria o clima,
se tudo emanasse o mesmo calor?
Como teria na boca o gosto,
se tudo tivesse o mesmo sabor?
Como me tocaria a música,
se o seu tom nunca mudou?
Como reconheceria a si,
Se ao outro nunca encontrou?

Se nada vejo além de mim,
então, sou tudo!
Se tudo tão pequeno sou,
então, meu tão pequeno tudo sou!

by E.
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Poemas

13

A tarde hoje está tão quente ...

Um breve devaneio de minha mente
De repente é como se não...
de repente? Que repente?
Talvez um repetente
ou talvez um retente
bem, tente e retente

mas estou cansado deste repente
que sempre me diz tente
e mais uma vez retente

talvez seja minha mente
que esteja tão dormente
que até agora me mente

by E.
152

O dia esta quente hoje...

Me sinto entre quatro mundos,
bem, quatro mundos possíveis,
pareço feliz em cada um deles,
mas a realidade me puxa de volta,
ah! Tão fria e implacável realidade,
mas o que és tu para desiludir-me de meus sonhos,
por que me mostra a cada dia um mundo deslocado,
tão diferente dos meus,
e, apesar disso, inevitável...
fadiga-me mais que o calor,
este fatídico vislumbre de onde estou,
sempre só, apesar de sempre acompanhado,
se, ao menos, a solitude acompanhasse a solidão,
mas, sinto-me só em meio a multidão.

by E.
154

O dia hoje está nublado...

Me encontro na alteridade
que não proferi de mim mesmo
Tão verdadeiras palavras

Conhece-me em ti
reconheço-ti em mim
irmão nas dores sofridas
presentes em cada partida

Já não me sinto tão só
mas só ainda gostaria de estar
não apenas nos devaneios do pensar
mas no horizonte a contemplar

by E.
162

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