camila_duarte

camila_duarte

n. 2003 PT PT

n. 2003-01-10, Coimbra

Perfil
31 558 Visualizações

A menina-satélite

Lábios metálicos, 
Olhos dourados, 
venda de prata.

Sangue verde
nos dedos molhados.

Na torrente 
Das lágrimas de diamante, 
Um punhal de terra e água 
Atravessando o peito;

Uma labareda azul no ventre 
E um farrapo em cada pulso. 

Unhas pixeladas, desfazendo um
Malmequer:

Vagueia pela eternidade, sentada 
Na ponta de uma lua qualquer.
Ler poema completo

Poemas

4

Classes

Artigo definido ou indefinido, 
Verbo, adjetivo,
Advérbio, substantivo,
Preposição, conjunção, 
Determinante ou pronome:
Mesmo assim 
Há tanta coisa para chamar 
Àquilo que não tem nome.
43

Gr(av)ita

Se a vida tem ciclos,
Tem círculos, retângulos e outros polígonos,
Tem Terra, Sol e Lua, 
Um gravita, dois aquece, três regula, 
Tem gente, tem luz e misticismo 
Um grita, dois estremece, três articula,
Tem átomos, tem moléculas, tem cores, 
Tem lixo, tem bicho, tem flores:
É vital - a viver mal 
Vitral - sem catedral 
Hospital - sem capital 
Evolução - sem digital 
Angelical - sem genital 
Portal - sem postal

Cinderela temperamental, careca, sem dentes
E sem sapato de cristal 

Fatal 
Horizontal 
Vertical 

Cruz de Cristo 
Governamental, patriarcal
Só que sem poder estatal 

Virgem Maria, 
Ou Banho-Maria 
É crime monoparental 


Final
46

Giestas

Nós amamos 
Coisas raras 
Coisas novas 
Coisas sobre as quais sabemos pouco 

Mas tememos 
Coisas raras 
Coisas novas 
Coisas sobre as quais sabemos pouco
277

Nada para sentir

Vivo todos os dias 
Para te amar 

E amo-te a cada instante 
Com saudade 

Para que quando partas 
Não reste nada para sentir
232

Comentários (1)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.
Thaís Fontenele

Belas poesias, amei!