Lista de Poemas

Empreendedor poeta


Empreendedor poeta


Empresa

moderna

faz uso da

terceirização,

 

desonerando-se dos encargos sociais e outras

incidências  sobre custos operacionais de seus

produtos normais. Ficamos  imaginando um futuro

de empresários formais, um contingente de empresas

domésticas, estamos caminhando para  isso. Embora haja

um intrincado sistema de linhas à pressa e terminais eletrônicos

no  mundo empresarial, há também a benesse da produção rápida

e perfeita através de  máquinas modernas. Startup daqui, startup dali.

A exemplo da  impressora 3 D. quase tudo já pode fazer para arrefecer

com  rara rapidez  na intrepidez de suas variadas atitudes de fabricação

amiúde.

cuja  utilidade não  dá nem pra se antever em curto prazo de arrazo que

numa cabeça possa caber. Empresas da gestão  do conhecimento, que-

iramos ou não, poderemos nos  formar em estudos acadêmicos impor-

tantes  através da  Internet. Eis o EAD para aumentar o saber.  Bem,

falaríamos muito sobre detalhes da empresa, mas queremos aqui,

apenas  alertar o futuro  empresário a repensar sua posição de

humanização a  não ser mais um otário do rentável salário.

Quanto às dificuldades para se chegar ao sucesso empresarial. pois, hoje ainda

ele é extremamente burocrático, ou seja, em outras palavras, perde-se muito tempo

enchendo linguiça com o supérfluo, mas, a esperança é grande com o avanço  ciberné-

tico na simplificação desse sucesso! Desejamos-lhe sucesso e felicidade nessa empreitada.


Aqui vai uns versos aos seus sentimentos de ser humano empresarial:


VOCÊ, TAMBÉM É POETA, E MUITO MAIS...


Como músico escrevo estes versos, procurando a sonoridade

de um poeta, que canta com suas palavras de encantos. Difícil é

ampliar esses sons em palavras. Torno-me poeta, por apreciar tanto

a  musicalidade vibracional dos versos, porém, como sonoro  que sou,

vejo-me  na obrigação  de versejar sobre o bom som. Existem muitos

sons melódicos, mas, refiro-me aos  calmantes que relaxam, fazendo-

me pensar em poesias. Na  integralidade musical, peço  a palavra pa-

ra escrever, pois, todo o músico tende a ser poeta. Poeta, você é mú-

sico por excelência, como o pintor que toca com  o seu pincel, dan-

do vida à natureza morta. Seu pincel tange na plangência sonora

e  cromática e na etérea simetria matemática, com maestria e

performance de mestre, semelhante ao bisturi do cientista.

Nesta startup parnasiana, passo horas, dias e semanas

à espartano do amor sideral, buscando na mente pre-

sente do  momento astral na produção do verso do

amor integral, versando na lavra da santa palavra

de simples lavrador do amor fraternal. Que Tal?.


Suas ferramentas de empreendedor do amor.


Ferramentas do poeta: Tempo & Amor Verso de louvor.

Você  é poeta, verdadeiro  atleta na sua função.

Em  tempo  integral, com  amor ao irmão!

Poeta,  você é o pintor  de interior,

e,  com  estética  acurada,

em  etéreo   anseio

à   perfeição

de permeio

você  vai.

Do  seio

da  alma

extrai calma,

põe  ao exterior.

Genuflexo  no chão,

você  faz parte de Deus,

apenas  instrumento  da alma,

e possui alma alva, que Ele lhe deu.

Ao seu irmão com amor, estende a mão.


Ampulheta


Poeta, arquiteto do tempo, ampulheta criou

e, chegando até ela  com o pensamento,

caneta,  lápis, teclado  e o Eu, ou o

Seu,  dentro  da métrica,  rimas,

e  verbetes, ferramentas  de

Mestre, cavalete e pincel.

Idéias, ideais, sem dor

e  sem  ais, você se

fez mais, doou o

seu ser, borrou

com as tintas,

a tela da vida,

verdade pintou.

Tempo passando

ampulheta  criando

o  seu   tempo formou.

Bisturi  do espírito é o seu

pensamento  herdado de Deus,

suturando com  palavras, corações

estraçalhados, que  a vida estraçalhou.

Ágil  ou lento, não  enterrou o seu  talento,

cumprindo o mandamento, o seu irmão amou!


Na sua startup, empreenda além, o amor também.


Do livro: Os jurássicos


jbcampos
376

Atrevimento lusidíaco


Atrevimento lusidíaco 
  
 São Camões, com mil perdões pelo atrevimento, caso não tenha vos agradado, conversais com a musa 
que está ao vosso sagrado lado, e perdoai-me pelo despeito aqui desfeito, mas não quero sentir-me mais  culpado, e reconheçais, por favor a frustração daquele que não teve a vez de vossa gloriosa lucidez a qual  denota a nota dez muito além desta vez.
  
Juntos e misturados. 
                                                                                                                                                                             As armas e os barões assinalados. Arrojados e pelo brio consagrados, que da Ocidental praia 
Lusitana ao surgir da brava e gentil raça humana. Por mares nunca dantes navegados com 
caravelas e mar jamais singrado passaram ainda além da Taprobana, Sirilanka ou Ceilão 
que se ufana. Em perigos e guerras esforçados, dariam ao Brasil o heroico brado.  Mais 
do que prometia a força humana, entre gente remota edificaram valorosa estrutura quais 
armaram: Novo Reino, que tanto sublimaram; glória a brava gente lusitana também as suas 
memórias gloriosas, eternizando vitórias imperiosas, daqueles Reis que foram dilatando seus velhos corações de muitos anos. A Fé, o Império, e as terras viciosas e teimosas, porém, vigorosas. De África e de Ásia andaram devastando, por isso vos mostreis ecólogo lusitano! E aqueles que por obras valerosas criaram uma lei além de esplendorosa,  se vão da lei da  Morte  libertando, 
assim vida e morte vão se encaminhando, cantando espalharei por toda parte, haja vista minha 
vista fazer parte dessa arte, se a tanto me ajudar o engenho e arte. Louvarei  mais uma  vez com o estandarte. Cessem do sábio Grego e do Troiano. Eis a decadência prevista ano a ano.  As navegações grandes que fizeram; hoje fala alto a arte do bravo povo lusitano. Cale-se de Alexandre e de Trajano pois, fortes, os heróis nos lá esperam com seus feitos de respeito de há anos, a fama das vitórias que tiveram; Que eu canto o peito ilustre Lusitano, e da morte já vivida como bom samaritano. A quem Neptuno e Marte obedeceram. E dos demais irmãos  não se esqueceram. Cesse tudo o que a Musa antiga canta, qual belo futuro parnasiano se avança, que outro valor mais alto se alevanta. O amor à pátria amantíssima encanta. E vós, Tágides minhas, pois  criado, surgem Ninfas de além 
Tejo animadas; tendes em mi um novo engenho ardente, meteorito de ilustre luz 
resplandecente. Se sempre em verso humilde celebrado, jamais duma escura 
estrela decadente. Foi de mi vosso rio alegremente, a mitologia vos elogia 
sorridente. Dai-me agora um som alto e sublimado, som ilibado de frente e; não de lado, som alvo
 e transparente. Num estilo grandíloco e coerente, ou se preferir que redunde em grandiloquente, 
sendo recorrente. De sibilar mui transcendente. Por que de vossas águas Febo ordene, resumo 
da inveja a qual Zeus condene. Que não tenham enveja às de Hipocrenes, somente o amor 
dentre à guerra venha ser perene. Camões até pode inventar o verbo perenar, conquanto, 
seu amor seja a fonte de Hipocrenes. Onde sempre possa dessa límpida água bebericar. Dai-me hüa fúria grande e sonorosa, e uma vida simplesmente primorosa, e não de agreste avena ou frauta ruda, nem que o velho amor de arruda me iluda, mas de tuba canora e belicosa, flauteie maviosa, sonora, e indecorosa. Que o peito acende e a cor ao gesto muda; multicolor não implorará à flor de arruda. Dai-me igual canto 
aos feitos da famosa glória indizível da amada musa  formosa. Gente vossa, que a Marte tanto 
ajuda; marcianas,  beladonas, ou  Ana’s mudas;  que se espalhe  e se cante  no Universo, 
som mavioso, dom ativado no reverso. Se tão sublime preço cabe em verso. Grande 
amor 
distribuído ao universo. E vós, ó bem nascida segurança, sois vós a grandíssima aliança. Da Lusitana antiga liberdade, há tempo já passais daquela idade. E não menos certíssima esperança ao decorrer do tempo que se avança. De aumento da pequena Cristandade, transformai-vos em perene caridade.
Vós, ó novo  temor  da  Maura lança, De olhar mouro, linda  criança,  maravilha fatal da 
nossa idade, amor, verdade e sinceridade. Dada ao mundo por Deus, que todo o 
mande, 
porém, 
muito além 
o seu amor se expande. 
  
Pêra do mundo a Deus dar parte grande. 
Pêra,  para,  pára,  pêra,  que  se   dane, 
que  o  todo se desmande  ou  desande. 
São  Camões perdoe  a  brincadeira. 
  
            Vós, tenro e novo  ramo florecente, ou velho tronco de amor crescente. De hüa árvore, de Cristo mais amada pelo universo inteiro; idolatrada. Que nenhüa nascida no Ocidente, ao Mestre venha a ser comparada. Cesárea ou Cristianíssima chamada, pois, na estrada da vida há encruzilhadas; vede-o no 
vosso escudo, que presente posto: futuro e passado se ausentem; vos amostra a vitória já passada, nes-
ta mui velhaca e contradizente encruzilhada, na qual vos deu por armas e deixou no calvário, dor  de 
frente e ironizou, as que Ele pera Si na cruz tomou); e as nossas dores de horrores apagou, em amor, 
e pelo amor as transformou. Vós, poderoso Rei, cujo alto Império, Finalmente humildade, terra céu-mitério. O Sol, logo em nacendo, vê primeiro, Vossa sorte-morte, além do batistério.  Vê-o também o 
meio do Hemisfério, Luz do sol é maior do que seu império. E quando dece o deixa derradeiro; Os derradeiros serão os primeiros. Vós, que esperamos jugo e vitupério é melhor ser pobre do que interesseiro. Do torpe Ismaelita cavaleiro, irmão torto de José, Ismael  foi bom guerreiro. 
  
Do Turco Oriental e do Gentio 
Sois do povo varonil, além 
de serdes gentio-gentil. 
  
           Que inda bebe o licor do santo Rio: Brasileiro, sou um filho estrangeiro, que a vossa madre me pariu primeiro. Intrometido, de quem agora falo eu?  

 Será  que  procuro uma rima 
Prometeu prometeu por cima. 
Camões sois irmão mais velho, 
e deste conservo sois o espelho! 
  
Inclinai por um pouco a majestade sem
perder o repeito, tampouco, a  potestade, 
  
Que  nesse  tenro  gesto  vos  contemplo, 
Como se fora de Salomão colosso templo. 


Que já vos mostra qual na inteira idade, há muito tempo já passásseis da puberdade. Subindo ireis ao eterno Templo, contrapondo o contratempo. Os olhos da real benignidade Livrar-vos-á da infame falsidade. Ponde no chão: vereis um novo exemplo após lutardes contra a força desse evento; de 
amor dos pátrios feitos valerosos, quais tereis sempre no livramento como eternos; velhos 
instrumentos. Em versos divulgado numerosos. Sois poeta de lusitanos formosos. Vereis amor 
da pátria, não movido sem jamais perderes o bom sentido. De prémio vil, mas alto e quase eterno; 
pois, ainda  não  haveis  morrido.  Que não é prémio vil ser conhecido, amor de inverno pelo qual sejais aquecido. Por um pregão do  ninho  meu paterno.  Onde  Deus seja  louvado  e  sempiter. Ouvi: 
vereis o nome engrandecido ao meditardes no senhorio eterno. Daqueles de quem sois senhor superno, tereis os céus, pois, já passásseis pelo inferno. 
E julgareis qual é mais excelente, covis dessa terna gente indigente. Se 
ser do mundo Rei, se de tal gente. Dos dois, fazendo-os simples parentes. 
Ouvi: que não vereis com vãs façanhas, hombridade, igualdade em dor 
tamanha. Fantásticas, fingidas, mentirosas dor havida numa vida religiosa, louvar os vossos, como nas estranhas, após, liberardes de ações tacanhas. Musas, de engrandecer-se desejosas: Apesar de ouvirdes coisas elogiosas, as verdadeiras vossas são tamanhas, revestísseis de tamanha artimanha. Que excedem 
as sonhadas, fabulosas, segurança na pujança de vida airosa. Que excedem Rodamonte e o vão Rugeiro, 
no comando e desmando fosseis o primeiro. E Orlando, inda que fora verdadeiro. Tudo isso tereis como 
rei primeiro, pois, os tereis por travesseiros. Toda a grei por altaneiro. Por estes vos darei um Nuno fero, 
e o tereis como amigo justiceiro. Que fez ao Rei e ao Reino tal serviço, dispensásseis o mais ínfimo capricho. Um Egas e um Dom Fuas, que de Homero fazem-vos arrepiar o corpo inteiro. 
  
A  cítara  para  eles  só  cobiço; 
E a  música tereis como serviço 
Ravi  Shankar  futuro  enguiço. 

Pois polos Doze Pares dar-vos quero. Assim manter-vos-á com vosso elo. 
Os Doze de Inglaterra e o seu Magriço. Por que chamásseis de Magriço tal caniço? 
Dou-vos também aquele ilustre Gama. Coitado; de seu pedestal caiu de cama. 
Que para si de Eneias toma a fama. Já passásseis prá lá de Taprobana. 
  
Glória incomparável da amada Musa. 
São  Camões vossa mão não pára mais 
de confundir  o  meu  coração  com  paz, 
peço  a  vossa  licença para  parar  antes 
que   aqui   jaza  voando  em   suas  asas. 
pois,  depois, continuaremos muito mais 
e  para concluir,  à Musa peço escusas. 
E a Camões: Sua bênção parnasiana. 

jbcampos  
460

O que é a morte?

Não existe nenhum ser humano normal que não tenha se perguntado sobre a morte.
- Seria o fim, ou apenas transformação?
A maioria dos iluminados que por esta terra passaram, ficaram com a segunda assertiva.
Você, fazendo parte da natureza, e com ela tendo exemplos naturais e óbvios, então sabe perfeitamente que, onde cai uma semente de uma determinada planta, vai nascer exatamente um filho dela.
Quando você pensa bem, está criando boas e saudáveis sementes, que serão disseminadas por onde você passar, seus pensamentos, palavras, e atos são seus filhos também, pois, são genes de sua criação mental.

jbcampos
119

Amor cibernético


Amor cibernético


Com o perdão da palavra:
São Robôs que roubam
o amor de Santos  Robôs.
Querido  leitor, será  que você
não   foi também   programado à
amar deste  lado todo condicionado?
No  bê-a-bá veja  só o que há:  Apenas
o binário  a controverter a  matemática
pitagórica  de Gauss, desconhecida
dos  jovens; genuínos  gênios do
presente   cenário, destino
dum  futuro  próspero,
quase agnóstico,
e nessa tela
o gênio
dum
menino:
Tesla, eletro-eletrônica,
elétrica é a sombra
eletrificada,
porém,
se
esmera na era
a  qual  já se foi?
Portanto, a  impor-
tância já era, agora
se espera ver bem
além do mal, ver
o bem maior
sem se
opor,
após a Era de Aquário,
aquarela  já versada,
hoje, conversa con-
vexa  de conversa
fiada. Porém, bom
seria aderir duma vez
à sensatez da conversa  
convertida de fiada para afi-
ada na polidez de digital altivez,
mas analisando a analogia da
era analógica caracterizada de timidez.
Na   escrita  bendita que  edita a car-
tilha   de modernos  dias. Analfabe-
to será quem  não credita o crédi-
to à  tecnologia  de nossos dias,
por  hora analfa é  aquele que
não sabe ser usuário  do tablet,
do  Lap que tope com seu ingênuo
topete que  se acha eclético  no anti-
quário;  verbete: Otário  de antanho,
ensino   estranho  aos jovens  de
outrora   neste presente  cenário
a acenar aos amantes  sincréti-
cos deste mundo cibernético
ordinário, porém, orgânico
organizado-programado,
às vezes  profano à da-
nado de enganoso en-
gano bem redundado.
Eis a dor que programa o amor
no  programa  amador o qual
professa  a profissão  da
profecia na  profissão
de profeta  progra-
mador  duma,
futurologia
da  qual
jamais
o ser
ama-
dor
que
ama
com
ardor
se des-
vencilha.
É  o  valor
condiciona-
dor  do Java
o  qual  trava
e  destrava   a
a  trave,  chave
do  Php o  qual
diz ao Python a
fazer o homem
antever o seu
antigo Ph.D
pelo
html 5
de seu
absinto,
e que to-
dos serão  pro-
gramador  cria-
dor do futuro
na  amena
prosa posi-
tiva do poe-
ta   que não
para  de tanto
aprender  como
se  apreende  o
programa  do
futuro viver.
Mesmo
que
vo-

não
goste,
porém,
aposte
foi progra-
mado e amado
para  neste mundo
viver,  sem poder en-
tender  qual é o senti-
do. Também  é robô
tal qual seu que-
rido
ta-
ta-
ra-
vô.
Pode
crer!


Eis a simples confusão
101010
numa configuração.


Como perguntaria o suíço:
Eram os Deuses Astronautas?


jbcampos
213

miscelânea parnasiana


miscelânia parnasiana


miscelânia

a rodar o

rodopio

da vida

do amor tratais vinícius ao cuidar de velho fetiche,

porém, demorais muito bilac ao escrever seu sanduíche

ao  desatar inspiração do  velho lacre, porém sem  ser acre,

além de  parnasiano  durante alguns anos, enquanto, a cantora

entra  no plano com voz  leve e piano dum  aveludado soprano,

dentro  dum estilo  etílico, cambaleando  vai ajeitando sua suave

voz alcoólica com cólica de desastrosa  e dolorosa amarga bile,

é  billie  meio insana a recusar o bafômetro do seu carnaval

holiudiano, enquanto, gillespie  afina seu piano. encontro

casual, porém, magistral de cosmopolita pessoal ao

andar ao léu à procura de sua arte arteira num

santificado bordel altaneiro. para não ser

muito estrangeiro chega cauby com

pery  na algibeira,  num canto

da sala seu canto embala

o velho amor triste de

uma nova iorque,

com voz forte.

é o céu, é

a vida

havi

da

e

na morte inserida, abaixo vem, o poeta-escritor, o velho

leminsk a dizer:  carlos tire essa pedra do  meu caminho,

enquanto, quintana  chama a atenção de cecília que ao

seu amor concilia. e com mono olhar de meiguice plena,

camões entra  na arena a observar  a cena obscena

nos trejeitos  de fernando que  vai logo afirmando

que  florbela  espanca em frases poéticas maria

teresa na  horta daquela fazenda, por  favor

entenda essa  amorável contenda, poeta

tem pouco juízo preciso, e quem nes-

ta  vida  se encerra  sem errar que

atire a primeira pedra em maria madalena.

somente tome o devido cuidado  para não

acertar o Senhor qual pode  perder a paci-

ência e fazer uma contenda  tremenda e

vos  encher  do seu maravilhoso  amor

ao bater-vos com sua perfumosa flor

pelo vosso antigo pecado-danado

por não resistir de mente sã e

demente comestes a maçã,

simplesmente

lá se foi até

a semente.


mudando de assunto:


pessoal  é melhor começar a cantar, tocar e

poetar  que já aqui vai chegar  Dali daquele

estranho  lugar e começar a  pintar o sete

como se  fora um biscoito  afoito a repre-

sentar  o número  oito. veja quem acaba

de chegar de  sumatra um tal  francis

sinatra acompanhado de  uma bela

mulata soprano, querendo sambar

uma cidade de cunho americano:

Manhattan musicalidade da nata.


jbcampos
157

Divin'arte

Divin’arte d’amar


Coisa estranha, mas boa patranha, por não se saber definir com alegria tamanha energia.


Amor, som que não se pode mensurar, nem com medidores de moderna tecnologia pontual-atual.

Rosada cor aurífica a confundir a nossa pobre ignorância de cor sóbria e prolífera. 

Não se pede um quilo de amor, tampouco, um metro d'água benta. O amor é o criador da arte que por si só se inventa. 

Som etéreo o qual diz sem explicar o eterno marujar no mar de águas santas a se navegar com valor incolor a quebrar as rochas, moldando-as sem autorização banal num eterno e desorganizado bacanal estridente. 


A escrita ultrapassa o limite do tempo ao referir-se a esse dom celestino, nobre coração de menino a repousar no coração da  gente e a poetar seu veraz destino, porque nada tem a explicar na divina ciência de amar.


A letra também não explica!


O Amor é a arte imensurável de Deus o qual independe de tecnologia de ponta advinda de qualquer céu, porém, aponta ser a maior inteligência universal, na plenitude da paz, sem mero escarcéu… Só pra dar rima sonora: Você “entendéu” essa explicação ao léu?

 

Como é bom saber amar, com o conhecer de que não se sabe explicar.


O amor somente se pode sentir, se entregar sem resistir, é o nirvana que a todos engana, sem explicitar as propriedades de sua arrefecedora chama, porém, se você o verbete estranha, entenda como: Refrigeradora chama a qual lhe chama. Semelhantemente ao criar de sua mente a qual lhe mente desbragadamente ao dizer que: o gelo também queima irresistivelmente.


Afinal, quem sabe amar conscientemente?


jbcampos





96

Veloso

Veloso


O poeta vê sem o véu para ver além do céu. Vê-lo a velar pela chama duma poética vela
bela, é vê-lo veloso a velar através do  céu de santa  boca, em versos simétricos a verse-
jar e jamais por versos ocos, tampouco,  por qualquer motivo barroco, e sim, pelo amor
bondoso. Zeloso zela pelo verso eclético ao som poético e valoroso, mesmo que fique
um louco embevecido  e rouco. Lanoso, piloso, veloso com véu, sempre no seu céu
a versejar pra dedéu incorporado ao desalentoso léu. Na  pureza  da simplicidade
suas mensagens atingem  o ápice da verdade  em poéticas imagens. Muitas
vezes no caminho da poesia. Se herético irmão a cometer maior heresia
no ato de morrer sem ser a hora, porém, agora no seu doído padecer
está a perder a vida pelo carcomido sentido, então chega a
mensagem poética a lhe renovar o elo do motivo
de viver sem esmaecer. Não a encurte.
Curta a sua vida curta sem
esmorecer.


Assim, ressurge da heresia à fênix da cinza.
Renasce com viva alegria de reviver, apesar
de duro padecer, avaliando  a efêmera vida.
Ao deixar a curta vida  até o dia de partida.


O poeta nasce para poetar, assim vai na vida a
velejar num barco de vela embaraçada de poemas 
dia e noite, diadema a pendoar sobre qualquer mar, às 
vezes veleja sobre  doces nuvens brancas com sua anca 
sobre a brisa a qual lhe avisa que a tempestade está para 
chegar sobre sua calmaria,  mas que não deveria se de
sesperar, e esperar pelo amor  poético que viria para 
acalmar com  sua bondade qualquer  tempestade 
pela força delicada da poesia,  em sua honrosa 
potestade qual viria para lhe abençoar com 
verdadeira  alegria ao poetizar  poemas
ou se diria poesias a sobejar  contos
de fadas  na sua futura  fantasia,
à corsário empunhando sua es
pada, nem que seja para cor
tar a saborosa azeitona de
sua  empada, quiçá, cor
tar estradas ao marulhar
do mar onde ondas cruzam
encruzilhadas, o poeta en
contraria  o seu lugar,
porém, sempre  ve
loso, velando o
seu  velejar
 glorioso
sob o 
feitio
de 
 poesia.
 
jbcampos
78

Voo

Em plena insanidade me pego a voar sobre celestial cidade, penso com pensamento apenso, meio atormentado e desatento: 

Será um sonho da mais alta realidade?

Mentira ou verdade?

Neste momento também revejo meus pensamentos recheados de amores e tormentos, e concluo: A vida às vezes é sonho, às vezes pesadelo. Não devo nada questionar sobre o desenrolar deste mavioso novelo, tampouco, soprar a chama desta santa novela, pois, o grande lance é voar, velejando sobre doce brisa qual a mim me avise: Deixe de ser burro e aproveite esse vôo livre do qual devo tirar esse chapéu, para que haja um voo incrível, contemplando somente essa paz, deixe de questionar, fazendo guerra como a efêmera vida que em si se encerra quando se desfaz na terra.

Ao ouvir Beethoven não sei o que é que houve quando se ouve um estrondo rotundo advindo do mais profundo, além do  fim do mundo, muito rápido quando me vejo sobre sagrado céu de anil.

Com abismal calma me pergunto:

Será que minha vida querida desfaleceu após morte batismal? 

Enquanto, aqui ouço o glorioso Bolero de um cara chamado Ravel. Essa melodia noite e dia acompanha moribundos santos ou imundos à caminho dos céus quais cada um sua porta abre, sendo céu do amor ou céu das cabras.

Já com Piazzola e sua arte bandoniônica e irônica faz quebrar minhas molas ao dançarilhar um tango diferenciado ao olhar esbulhado de Gardel afrancesado, sentado bem aqui ao meu lado a bocejar seu resmungo afinado em total reclamação, mirando ao Cartola o qual num cantarolar se enrola. Com esse time me vejo morto e revolto apesar de sublimar sublime paz local.

Porém, vou além: Não me ache otário e redundante o bastante, pois, se essas palavras não existiam, agora é só botá-las no dicionário ou numa página de jornal.

O papo está muito bom, mas tenho de ouvir outro canto no meu velho recanto, pois, espero acordar vivo e solto e mais santo.




Volto a sonhar a vida de meros mortais.




jbcampos
74

PAVILHÃO

Pavilhão do craque Bilac à nobre nação brasileira, tremulou, pendoando-o de esperança inteira. Apesar de tamanho turbilhão no meio da estrada, longo tempo depois de várias encruzilhadas, depôs seu irmão de poesia pausada. Sentindo-se só sob o altar do parnaso, porém, à procura de paz segura, não por acaso, às escuras. Esses caras foram uma doçura de arraso. Essa augusta nação clama pelo augusto da paz. Porém, o augusto irmão está demorando demais a chegar. Mas esse povo altaneiro a grandeza da pátria em si traz. Gente que conversa com estrelas nos momentos febris e mortais sob maléficos ardis; como diria o irmão de religião; “égide de satanás” à provação sobre breve nação feliz qual ao chegar no paraíso, assaz. Na Estrada do mavioso Duque Nacional, Silva aludiu grandeza ao Brasil Varonil. Há muito tempo, deixou seu berço-templo de amor esplêndido, e o terço santo da imaginação adotou, digno de grandiosa nação a socorrer os famélicos do mundo inteiro, como o antigo sábio vaticinou e o agronegócio chegou e prosperou, pátria amada: Brasil.                     

jb campos
68

Insônia insólita

Insônia Insólita
 
A noite já excedia o dia, madrugada adentro, ora quente, ora fria e a hora a despertar a aurora a qual agora de minha velha cara ria, enquanto, a mim me acometia certa azia angelical a atiçar melancolia informal de cólica e arritmia. Coisa que nunca acontecia. Foi a gula que engolia a velha mente dum ancião displicente. E o meu velho castiçal dentro do meu embornal, luz a mim pedia, e a esbórnia solitária parecia fantástica orgia fantasiosa, mas ardia, e aquela procissão seguia, apesar de minha agonia. Levantei-me para queixar ao parnaso nesta poesia. O poeta não se arrasa facilmente, dando azo ao azar de estar doente num arrazoado de mente demente. A saúde amiúde vem da saúde da mente que a gente agencia e ponderada diuturnamente, assim como a parturiente vai cuidar de sua cria, o seu mais novo parente. O ser já nasce doente até mesmo antes de nascer e continua em seus dias a morrer, assim é que deve ser: Viver morrendo, sucessivamente dia a dia. O nascituro sai do escuro ao sol da vida a ver sua vista doer. Dando vazão à sua visão vai ver seus amantes, parentes, irmãos, amigos e todas as especiarias de entes a lhe dar boas-vindas à confusão desse enorme caldeirão de calor-frio, dor e às vezes compaixão.
Então, será ou seria o pimentão ou aquela melancia a causa de nefasta indigestão a delirar-se em poesia?
O delírio não vem dum pimentão ansioso por uma melancia, não; tampouco, da flor de lírio, porém, vem da mente da gente quando atacada por semente dessa ebulição vigente e viciante a enganar a consciência de que ela não é o elo do corpo presente e que sempre vai adiante aplainando o seu caminho, referto de carinho, ou não, desde antigamente. É a mente da gente que dita a direção, é o filtro da sub imaginação. 
O poeta nada pode escrever sem a inspiração de seu subconsciente, até mesmo no seu padecer, morada da Musa encantada, eterna enamorada do abobalhado poeta de coração esgarçado.
Tudo isso não é muito engraçado?
Porém, cuide do seu pensamento sem desdém, com seu olho do centro da testa, vigiando-o sempre para desviá-lo de tudo o que não presta, centrado somente ao que lhe convém, e peça aos anjos que digam: Amém.
Sua mente advém do além, para o mal e para o bem.
Simplificando: Analise seus pensamentos e seus resultados, quando em bons atos plasmados, e creia, Deus estará ao seu lado.
 
Não se deixe enganar pelo seu pensamento, pois, com todo o respeito, não existe burrice maior do que a de ser enganado por si mesmo, assim agem os viciados, pois, somente a consciência nisso pode dar jeito, e a você o meu respeito, e meu muito obrigado por ter-me aturado.
 
jbcampos
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