CARLOS ALBERTO DE MELLO

CARLOS ALBERTO DE MELLO

CARLOS ALBERTO DE MELLO é carioca morador de Botafogo. Possui poemas publicados nos livros VIDA (2001) e CANTO DE RUA (1981). Ambos com edição esgotada. Escreveu também um livro voltado ao público infanto-juvenil. É funcionário público federal, com curso de pós-graduação em Letras na UERJ.

n. 0000-12-22, Rio de Janeiro

Perfil
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OCEANOS E MARES ESQUECIDOS

Tormentosos oceanos esquecidos

Onde mares violentos arrebentam

Despertando temores e gemidos,

Em corsários valentes que os enfrentam.

Mares turvos, bravios, desmedidos

Cujas águas de rochas se alimentam.

São oceanos dos sonhos extraídos

Que nas noites mais tristes atormentam.

Se não vemos as ondas que levantam,

Pelos menos ouvimos seus lamentos

Quando em nossas consciências se agigantam.

Mares onde sucumbem vencedores

E vencidos nos mesmos sofrimentos;

Os profundos oceanos dos rancores.

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Biografia

CARLOS ALBERTO DE MELLO nasceu na cidade do Rio de Janeiro, Brasil. Possui poemas publicados nos livros VIDA (2001) e CANTO DE RUA (1981). Ambos com edição esgotada. Escreveu também um livro voltado ao público infanto-juvenil (DESCOBRINDO O BRASIL) sobre mamíferos brasileiros ameaçados de extinção. É funcionário público federal, com curso de pós-graduação em Letras na UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro). Publica seus poemas também no sítio http://poesianarede.no.comunidades.net/

 

Algumas palavras sobre o Autor:

 

“...não há dúvida que você é poeta, e pode desenvolver uma bela obra.”

Affonso Romano de Sant´Anna

 

“Os seus decassílabos são ótimos. Não é fácil escrever de forma tão eficazmente simples.”

Alexei Bueno

 

“...importante contribuição à poesia brasileira (o livro VIDA). Vida à Literatura.”

Ivan C. Proença

 

“...seus decassílabos não são apenas um exercício de estilo, mas uma lição de concisão e de austeridade. Exemplo disso, entre outros, o antitético e bem realizado soneto O QUERER.”

Ivan Junqueira

 

“Os seus poemas se distinguem da enxurrada de livros no gênero por encerrar um verdadeiro sentimento poético.”

Massaud Moisés

 

“Gostei muito do livro (VIDA), principalmente do setor de sonetos onde percebo sua habilidade em trabalhar para que a forma não imponha uma “fórmula”.”

Suzana Vargas

 

Poemas

3

QUESTÕES NÃO RESOLVIDAS (ou A Lanterna de Diógenes)

Somos seres: sujeitos ou objetos?
Transitamos nas mesmas avenidas
Entre vozes perenes,esquecidas...
E nos sentimos frágeis e incompletos.
 
Temos - em diferentes alfabetos -
Questões que nunca foram resolvidas:
Sublimamos os sonhos com mordidas
E enganamos a fome com projetos.
 
Se pudéssemos ler nas entrelinhas
Quanta coisa pequena nos governa:
Obras menores, lógicas mesquinhas...
 
É tempo de pensar novas propostas.
De carregar na mão uma lanterna,
E de propor perguntas e respostas.
 
457

ANO NOVO DE VERDADE

Venha novo, mas novo de verdade,
Sem medo de que possa machucá-lo;
Venha novo, e que seja breve estalo
Na passagem do tempo. Sem saudade.
 
Venha novo, por ser ato,vontade,
Mas que cause a surpresa de um regalo;
Venha novo, maior (sonho que embalo),
Em busca de justiça e liberdade.
 
Um Ano Novo, assim, tão desejado,
Que lhe traga prazeres e delícias;
Este Ano Novo existe, bem guardado;
 
Mas tudo são apenas esperanças.
Melhor que as tenha. Ou então:cobice-as;
Pois elas só começam com mudanças.

.
449

ENCONTRO

A Razão
se perdeu
quando ardeu
de Emoção;
  
A Emoção
percebeu
que viveu
sem Razão;
  
'- Vou sentir!'
'- Vou pensar!'
Declararam.
  
Ah! E aqui,
neste bar,
terminaram...
460

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