Carlos daniel dojja

Carlos daniel dojja

Poeta e escritor, Indicado com o Poema TEAR a Poeta do ano 2026 pela Creative Books. O estilo poético de Carlos Daniel Dojja é definido pelo lirismo contemporâneo, caracterizando-se por uma fusão entre a sensibilidade emocional e reflexões existenciais profundas. pode ser comparado a outros poetas da língua portuguesa, especialmente sob a ótica do Neossimbolismo e do Lirismo Existencial.

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Perfil
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NUNCA

NUNCA

Nunca se é voz parida, sem rumar.
Tenho a escutar-me, murmúrio de tantos.
Ando-me cheio de gentes, que se revelam,
Pulsando-me na ardência do só querer.
Nunca se é apenas simples algo, por mais amplo,
Por menos largo, adensado, impregnado,
No fragmento do verbar reverberado:
- Nunca se é mais, do que o tão só sentir.
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Biografia
Carlos Daniel Dojja é um escritor e poeta brasileiro. Conhecido por abordar temas existenciais complexos e pelo uso de lirismo contemporâneo em suas obras. Carreira e Reconhecimento Dojja possui uma trajetória internacional e acadêmica relevante: • Membro da Academy of American Poets: Foi admitido recentemente como membro desta prestigiada instituição americana. • União Brasileira de Escritores: Faz parte desta associação, reforçando sua presença no cenário literário nacional. • Projeção Internacional: Seus textos são traduzidos pelo professor Rodger Randle, da Universidade de Oklahoma, e publicados em países como Estados Unidos, Portugal, Espanha, Angola, Chile e México. • Antologias: Em 2021, teve poemas selecionados para publicações como a Antologia Poetize (Vivara Editora Nacional), Esboços da Alma (Scortecci) e a V Antologia da Poesia Brasileira Contemporânea (Chiado Books). Estilo e Temas Seu trabalho é caracterizado pelo emprego de métrica e simbolismos peculiares. Entre suas criações conhecidas estão: • "Minha Pátria": Poema selecionado para antologias. • "Raiz Amadurecida": Obra que explora a entrega e o amadurecimento do querer. • "Na Ardência do Tempo": Poema que reflete sobre o existir e o "vir a ser" através da luz e sombra. Seus escritos estão disponíveis em diversas plataformas de poesia, como o Escritas.org e o Pensador. O poeta Carlos Daniel Dojja obteve a Menção Honrosa no 6º Festival de Poesia de Lisboa, realizado em 2021.

Poemas

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NUNCA

NUNCA

Nunca se é voz parida, sem rumar.
Tenho a escutar-me, murmúrio de tantos.
Ando-me cheio de gentes, que se revelam,
Pulsando-me na ardência do só querer.
Nunca se é apenas simples algo, por mais amplo,
Por menos largo, adensado, impregnado,
No fragmento do verbar reverberado:
- Nunca se é mais, do que o tão só sentir.
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SEMENTE

 
Eu bebo horizontes,

Para despertar manhãs,

Ávidas de criaturas.

Não me basto e insisto,

Ver-me em outro declarado:

- Quero raiz para transmudar a flor.
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Nada me foi dado

Nada me foi dado, ao escavar a sina,

 

Tão pouco o respirar da palavra,

 

Com a qual pulsei em fazer-me,

 

Ao moldar as desinquietações da alma.

 

Verti em mim, o que invisível a outrem,

 

Ligou-me a instintiva volúpia do querer ser,

 

E para existir, esculpi faces, lavrei estradas.

 

Só me sei a degustar inquietudes,

 

Que revestem a sombra margeada,

 

Da qual como planta, de si restaurada,

 

Faço-me caule em terra que habito.

 

Resisto. Pulso. Revivo. Dou-me instante.

 

Faço-me ouvir na calada dormente.

 

Escuto-me. Não sei. Apenas sorvo.

 

Que os outros em mim me traduzam.

 

Carlos Daniel Dojja

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TRAVESSIA

"... Vaguei extensos sentimentos. 

Instaurei enternecimento.

Enxerguei um olhar. 

Cumpliciei ornamentos.

Modelei incertezas. 

Encontrei na travessia um amar.

Agora conspiro. 

Juntei-me ao tempo para atiçar infinidades..".

 

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Na face do tempo

 

Na face da noite refletida, 

Faltou-me tatear teu rosto,

A partilha ausente de tua boca,

O vôo de tuas mãos que em cego,

Somente o coração não desviu.

 

Faltou-me as horas do tempo,

Que te encontrava luz, 

No brilho saltitante do corpo em brasa,

Deitado sobre o verso de tua partilha.

Carlos Daniel Dojja

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