NUNCA
NUNCA
Nunca se é voz parida, sem rumar.
Tenho a escutar-me, murmúrio de tantos.
Ando-me cheio de gentes, que se revelam,
Pulsando-me na ardência do só querer.
Nunca se é apenas simples algo, por mais amplo,
Por menos largo, adensado, impregnado,
No fragmento do verbar reverberado:
- Nunca se é mais, do que o tão só sentir.