Carlos_Gildemar_Pontes

Carlos_Gildemar_Pontes

Escritor, Doutor em Letras. Professor de Literatura da Universidade Federal de Campina Grande, Editor da Revista Acauã.

n. 0000-00-00, Fortaleza-CE

Perfil
12 758 Visualizações

O QUE TU PRECISAS PARA RESPEITAR AS MULHERES?

Eu não preciso ser feminista para respeitar as mulheres. Eu preciso amá-las como seres iguais a mim. Amo mães, filhas, parentes, amigas e desconhecidas. Sou enfeitiçado quando vejo uma mulher grávida e até oro, da minha forma, para que germine ali uma criança feliz. Conheci mulheres que nunca se apequenaram diante das injustiças, da opressão e da dor. A maior delas foi minha mãe, de quem herdei a luta e a labuta.
Quando leio diariamente sobre feminicídio, em todo o Brasil, percebo que a nossa sociedade está doente, em agonia. Não falta apenas Amor, falta Educação que gera respeito e ensina que até para amar a gente precisa antes, ser civilizado.
Miserável uma sociedade que sacrifica pobres, negros, mulheres, lgbts, indígenas para favorecer uma pequena fatia da sociedade.
Eu não preciso ser feminista para respeitar as mulheres. Eu preciso ser civilizado e educado numa concepção de respeito, igualdade e amor ao próximo, bem diferente das religiões de fachada e das pregações dos farsantes religiosos e dos políticos covardes.
Se não amarmos as mulheres pelo que sugerem todos os códigos de conduta, vamos destruir o que somos nos seres que carregam uma usina divina, capaz de gerar vida.
Ler poema completo
Biografia
CARLOS GILDEMAR PONTES (Fortaleza-CE)
 
Escritor e Poeta. Ensaísta e Professor de Literatura da Universidade Federal de Campina Grande – UFCG, Campus de Cajazeiras. Editor da Revista Acauã, Mestre em Letras. Tem 27 títulos publicados, entre Poemas, Contos, Ensaios, Crítica Literária, em 21 livros, e 7 cordéis.
É traduzido para o espanhol e publicado em Cuba nas Revistas Bohemia e Antenas.
Ministra Cursos, Palestras, Oficinas, Comunicações em Eventos nacionais e internacionais.
Vencedor de Prêmios Literários locais e nacionais. Foi indicado para o Prêmio Portugal Telecom, o principal prêmio literário em Língua Portuguesa no mundo.
É articulista/ colunista do Gazeta do Alto Piranhas e do Site www.diariodosertao.com.br
Blog: http://rastros.zip.net  E-mail: [email protected]

Faixa Preta de Karate Shotokan – 3º Dan/ CKIB
Coordenador do Projeto Karate Campeão, da UFCG.

FORMAÇÃO ESCOLAR
Primeiro/ Segundo Graus: Colégio Militar de Fortaleza/Colégio Rui Barbosa - 1980       
Curso Básico de Língua Francesa: Casa de Cultura Francesa da Universidade Federal do Ceará. Carga Horária: 420 h/a,
Curso Superior: LETRAS - Universidade Federal do Ceará. 1986
Especialização em Literatura Brasileira – Universidade Federal da Paraíba, 1989.
Mestrado em Letras - Área Literatura - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. 2011
Doutorando em Letras - UERN, 2019
 
LIVROS:
Lesco-Lesco: a lida cotidiana - poesia, 1984.
Canção à lua - poesia, 1984.
Caixa postal – poemas postais, 1986
Metafísica das partes – poesia, 1991.
O olhar de Narciso – poesia, 1995
O silêncio – conto/ literatura infantil, 1996.
A miragem do espelho – conto, 1998
Super Dicionário de Cearensês, 2000
Literatura (quase sempre) Marginal – ensaios, 2002
Os gestos do amor: magia e ritual – poesia, 2004
Diálogo com a arte: vanguarda, história e imagens, ensaios, 2005
Quando o amor acontece... – poesia, 2006
Travessia de mundos paralelos – crítica literária, 2007
Da arte de fazer aeroplanos – conto, 2008
Melhor seria ser pardal – poesia, 2009.
A literatura e seus tentáculos (Org.) – ensaios, 2011.
Amor, verbo de se fazer – poesia, 2013.
Seres ordinários: o anão e outros pobres diabos na literatura - Ensaio, 2014.
A essência filosófica do amor - fragmentos, 2014.
Poesia na bagagem, (Antologia poética, vol 1), 2018
Cultura popular: meios, formas e identidades (Org.), 2018
 

Cordéis:
Da roça pro viaduto, 2ª ed. 1998
As aventuras de Zé Severino, 2004
A queda do Zé Severino, 2005
Bush vai reinar no inferno, 2007
O delegado que roubava livros, 2008
A morte do rei do Pop Michael Jackson, 2010
A casa de Josenir (é a casa da poesia), 2012
Homenagem a Bráulio Bessa, 2018
I Mostra de Teatro de Cajazeiras, 2019
O mundo da poesia, 2019

Poemas

6

SOU QUEM TE SABE

O que me dizes das árvores
Enfileiradas no bosque
Falando coisas de passarinho?
O que há em teus olhos de cometa
A incendiarem os meus sentidos
Depois de tantos sonhos repetidos?
Quem te mandou aqui?
Podes me dizer,
Se é para ser feliz posso te acolher
Tenho um coração maior que meu país
Feito de ilusão, que é pra ser feliz.
Feito de dor, que é pra ser humano.
Um coração de amor
Sou quem te sabe o que sou.
340

AMAR É BOM

Amar
é quase a mesma coisa
que morrer
a gente ama e sofre
pensando que vai vencer

Na infância
o maior amor de mãe
mãe é pudim, doce de leite
comida que só ela sabe fazer

Na adolescência
é tempo de heróis
às vezes o pai
às vezes o que voa na TV

Quando se é Romeu
o amor é afiado
Julieta é o diamante
no cristal envenenado

Depois somos pai e mãe
o amor é um espelho
de frente para outro espelho
amor de filho é divino.

Ah! Amar é bom
melhor do que ser amargo
carregar fardo
ou ser uma imensa
praga na solidão.
351

ALGUMAS COISAS IMPRESTÁVEIS

Eu me iludi porque sou feito de desejos.
Cri num mundo que não existe.
Os ladrões de esperança
compraram as consciências
dos homens de almas pobres.
O amor fez que veio
E se fantasiou de cabelos longos
de alegria e de fantasia de amor.
E eu cri no amor porque o amor não adormece
os sonhos dos infantes.
Eu faço contas e junto coisas imprestáveis.
Tive muitos amores imprestáveis.
Quando arrumo as gavetas da memória
saltam-me poemas imprestáveis,
porque pertencem a um tempo
em que fazer poemas valia alguma coisa
- como ganhar um beijo da menina quieta
que lia poemas e entendia a eternidade
daquele momento.
Eu não troco um poema imprestável
por mil sorrisos falsos.
351

ALGUÉM ME EMPRESTA UMA MÃE!

Alguém me empresta ou me aluga uma mãe,
para eu passar um pedaço do dia!
Quero lhe contar coisas que falo sozinho.
Quero pedir um cafuné, um doce, um café,
coisas assim de mãe, que não custa nada fazer.

Prometo que devolvo inteirinha
com uma sacola de abraços e beijos,
na hora das andorinhas.

Eu emprestaria minha mãe,
se ela ainda estivesse aqui,
queria vê-la fazer a alegria daqueles
que olham para retratos
e beijam lágrimas em redemoinho.
251

A RAZÃO DO AMOR NÃO SE EXPLICA

Eu pertenço a ti porque estou em cada canto do teu sonho.
Estou nos caminhos porque és caminheira.
Guardo tua sombra para que ninguém te aprisione.

Eu escolhi estar contigo porque acredito no amor.
Vivi em busca do mais puro amor
E encontrei em ti a fonte que me alimenta.

Se não sabes escalar a montanha te dou asas,
Se não sabes ver além do mar te dou quilhas,
Se não queres ver a dor sobre a fronte te dou meu peito.

Não sabia de ti porque não existíamos
até o acaso divino mostrar nossa face.
Estamos aqui porque a maravilha foi feita
quando nascemos e recebemos a sina:
- Vai, encontra teu par e guarda-o para o sem fim.

E nos encontramos depois de muito nos perdermos.
E houve descaminhos e desalinhos nas dores e tristezas.
E houve saudades e desejos que não sabíamos.
Agora é hora de sermos a luz do nosso destino.
Deus tem-me dito ao longo do caminho, sem palavras,
que é para nós continuarmos o mundo.
O amor está em nós,
Deus não responde pelos nossos desenganos.
178

A QUEM INTERESSA UM POEMA?

Hoje fiz um poema triste
Sozinho
Talvez ninguém lerá
Estarão ocupados com o quê?
Um minuto bastou
Lembrei de poemas aos 13 anos
aos 15, aos 20, 30... agora... pouco!
A quem interessa um poema?
Hoje pensei na dor
no tempo,
estou no alto, contemplando...
de um lado, o passado,
do outro, este horizonte sem fim
sozinho, sozinho sem mim.
396

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.