Carlos_Gildemar_Pontes

Carlos_Gildemar_Pontes

Escritor, Doutor em Letras. Professor de Literatura da Universidade Federal de Campina Grande, Editor da Revista Acauã.

n. 0000-00-00, Fortaleza-CE

Perfil
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O QUE TU PRECISAS PARA RESPEITAR AS MULHERES?

Eu não preciso ser feminista para respeitar as mulheres. Eu preciso amá-las como seres iguais a mim. Amo mães, filhas, parentes, amigas e desconhecidas. Sou enfeitiçado quando vejo uma mulher grávida e até oro, da minha forma, para que germine ali uma criança feliz. Conheci mulheres que nunca se apequenaram diante das injustiças, da opressão e da dor. A maior delas foi minha mãe, de quem herdei a luta e a labuta.
Quando leio diariamente sobre feminicídio, em todo o Brasil, percebo que a nossa sociedade está doente, em agonia. Não falta apenas Amor, falta Educação que gera respeito e ensina que até para amar a gente precisa antes, ser civilizado.
Miserável uma sociedade que sacrifica pobres, negros, mulheres, lgbts, indígenas para favorecer uma pequena fatia da sociedade.
Eu não preciso ser feminista para respeitar as mulheres. Eu preciso ser civilizado e educado numa concepção de respeito, igualdade e amor ao próximo, bem diferente das religiões de fachada e das pregações dos farsantes religiosos e dos políticos covardes.
Se não amarmos as mulheres pelo que sugerem todos os códigos de conduta, vamos destruir o que somos nos seres que carregam uma usina divina, capaz de gerar vida.
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Biografia
CARLOS GILDEMAR PONTES (Fortaleza-CE)
 
Escritor e Poeta. Ensaísta e Professor de Literatura da Universidade Federal de Campina Grande – UFCG, Campus de Cajazeiras. Editor da Revista Acauã, Mestre em Letras. Tem 27 títulos publicados, entre Poemas, Contos, Ensaios, Crítica Literária, em 21 livros, e 7 cordéis.
É traduzido para o espanhol e publicado em Cuba nas Revistas Bohemia e Antenas.
Ministra Cursos, Palestras, Oficinas, Comunicações em Eventos nacionais e internacionais.
Vencedor de Prêmios Literários locais e nacionais. Foi indicado para o Prêmio Portugal Telecom, o principal prêmio literário em Língua Portuguesa no mundo.
É articulista/ colunista do Gazeta do Alto Piranhas e do Site www.diariodosertao.com.br
Blog: http://rastros.zip.net  E-mail: [email protected]

Faixa Preta de Karate Shotokan – 3º Dan/ CKIB
Coordenador do Projeto Karate Campeão, da UFCG.

FORMAÇÃO ESCOLAR
Primeiro/ Segundo Graus: Colégio Militar de Fortaleza/Colégio Rui Barbosa - 1980       
Curso Básico de Língua Francesa: Casa de Cultura Francesa da Universidade Federal do Ceará. Carga Horária: 420 h/a,
Curso Superior: LETRAS - Universidade Federal do Ceará. 1986
Especialização em Literatura Brasileira – Universidade Federal da Paraíba, 1989.
Mestrado em Letras - Área Literatura - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. 2011
Doutorando em Letras - UERN, 2019
 
LIVROS:
Lesco-Lesco: a lida cotidiana - poesia, 1984.
Canção à lua - poesia, 1984.
Caixa postal – poemas postais, 1986
Metafísica das partes – poesia, 1991.
O olhar de Narciso – poesia, 1995
O silêncio – conto/ literatura infantil, 1996.
A miragem do espelho – conto, 1998
Super Dicionário de Cearensês, 2000
Literatura (quase sempre) Marginal – ensaios, 2002
Os gestos do amor: magia e ritual – poesia, 2004
Diálogo com a arte: vanguarda, história e imagens, ensaios, 2005
Quando o amor acontece... – poesia, 2006
Travessia de mundos paralelos – crítica literária, 2007
Da arte de fazer aeroplanos – conto, 2008
Melhor seria ser pardal – poesia, 2009.
A literatura e seus tentáculos (Org.) – ensaios, 2011.
Amor, verbo de se fazer – poesia, 2013.
Seres ordinários: o anão e outros pobres diabos na literatura - Ensaio, 2014.
A essência filosófica do amor - fragmentos, 2014.
Poesia na bagagem, (Antologia poética, vol 1), 2018
Cultura popular: meios, formas e identidades (Org.), 2018
 

Cordéis:
Da roça pro viaduto, 2ª ed. 1998
As aventuras de Zé Severino, 2004
A queda do Zé Severino, 2005
Bush vai reinar no inferno, 2007
O delegado que roubava livros, 2008
A morte do rei do Pop Michael Jackson, 2010
A casa de Josenir (é a casa da poesia), 2012
Homenagem a Bráulio Bessa, 2018
I Mostra de Teatro de Cajazeiras, 2019
O mundo da poesia, 2019

Poemas

5

GRATIDÃO

A melhor gratidão
não diz que é grata
fica no pelo arrepiado
no sorriso silencioso
no vapor de uma alegria.
A melhor gratidão
nunca vai ser mentida
pela boca que não fala.
O estalo da alma
revela o encanto
estrela graça amor infinito.
323

A MÃE DE DEUS

A mãe de Deus está de olho em tudo.
Até em Deus, que sacrificou seu neto por nós.
A Mãe de Deus é tão legal
que eu estou pedindo a ela
para afastar Nibiru só um tiquinho.
Pode levar a lua e aquele povaréu do universo
que fica pra lá e pra cá, lá na lua,
e não ajuda a gente a se livrar do egoísmo.
231

A GRANDEZA DO INSTANTE

se tudo em nossa vida dura pouco,
o instante é um piscar de olhos!
Ser criança e, pulo depois, a velhice.
Para que guardamos dores
a desfolhar os horrores das lembranças vazias?
Se há sorrisos, abraços, amores
Por que não guardamos só o prazer
do divino instante?
Tantas maravilhas que a alma nega,
pois foi cega na ganância da posse.
Eu não serei eu mesmo amanhã.
Sou o que fui
no divino instante em que amei a vida.
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TENHO PONTES PARA CONSTRUIR

O homem atravessa pontes
para não molhar os pés.
Entanto, derrama pranto e suor
para construir as pontes.

Muitas luas e sóis desabaram
no crepúsculo de nossas vidas.
Fugimos do rio e do mar revolto
porque somos passageiros das pontes.

A rede armada no quadro
retém o rude e sonolento pescador.
Não posso acordá-lo.
Esta imagem me salta como uma navalhada.
Desesperado, caio morto,
torto de desejos, ávido de sonhos.

Me levanto ao amanhecer, espada na mão.
Um sorriso antes de abrir a porta.
Uma rua infinita para seguir.
Descalço os sapatos, mastigo a solidão.
Dou o primeiro passo, não olho para trás.
Tenho pontes para construir.
295

COM A SEDE DAS FORNALHAS

Eu passava os dias sonhando
com a mulher amada
achava que ela viria um dia
em camisola transparente
andando ao meu encontro
na displicência de quem demora
e o vento colava a camisola em seu corpo
e me entorpecia de desejo
à noite ela me visitava o pensamento
e nós conversávamos baixinho
para não acordar os outros da casa
e ríamos baixinho
fazendo gestos com as mãos
e encolhendo o corpo num abraço
horas a fio fiávamos o tempo
e nos beijávamos como noivos
e nos amávamos com a sede das fornalhas
que aqueciam os engenhos de cana
eu lembro de tudo que quase foi
cada pedaço de nós que costuramos
com as linhas da solidão.
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