Carol Albuquerque

Carol Albuquerque

n. 1987 BR BR

Em busca de saber que sou! Eu não sei o que quero ser, mas sei muito bem o que não quero me tornar Friedrich Nietzsche

n. 1987-04-07, São Paulo

Perfil
3 614 Visualizações

O Sábio


Ler tudo que conseguir
Aprender tudo que desejar
Nada disso valerá
Se sem virtudes andar.
Ler poema completo
Biografia
Nascida em São Paulo, Licenciada em Filosofia, estudante de Pedagogia.

Poemas

12

Nada é o que parece.


Está frio e úmido.
Não sei se meus olhos estão abertos ou fechados.
É escuro.
Debato-me e sinto as paredes à minha volta.
Tenho sensação de lama em minhas mão e costas.
Ouço alguém passar lá fora.
Tento chamar, gritar.
Mas nada sai de minha garganta.
Tento pensar o que se passou.
E o que me levou a estar onde estou.
Não vem nada.
Apenas o medo.
Um medo crescente.
Que começa a me deixar sem ar.
Vejo um clarão.
E paro de respirar.
Escuto um grito:
— Acorda!
— Não vai trabalhar?
— Vai dormir até tarde depois vai se atrasar...

Caroline Albuquerque - Passos de um Bardo.
236

Recomeço...


Deixe as águas levarem.
Não guarde com você, tudo que venha corromper.
Leve apenas o que conseguir carregar.
Deixa para trás tudo aquilo que hoje não o satisfaz.

Busque por você.
Só assim sua essência irá sobreviver.
Nada dessa vida irá levar.
Nada que passou ou passar pelo seu olhar.

Olhe para dentro de si.
Descubra o que conseguiu adquirir.
Se o que encontra não agradar.
Não desista!
Sempre há uma forma de recomeçar.

Caroline Albuquerque - São Paulo 
236

Mágoa


Mágoas em semente.
Plantada no consciente.
Regada todos os dias.
Para fruto dar.

Após o nascimento.
Exala seu perfume.
Se espalha sobre os cumes
Tentando influenciar.

Seu cheiro desagradável.
Se torna insuportável.
Lamentos são ouvidos
Quando ele esta no ar.

Pode ser tóxico ou incurável.
Se você o inalar
Caso plante essa semente
Preso a ela estará.

Carol Albuquerque – 18/07/2019 São Paulo / SP
240

Decadente


Como podes tu, ó ser mortal.
Levar a vida de um imoral.
Deixar na penúria os dias de sol.
Levando aos ventos seus maus pensamentos.

Como podes tu, deixar passar.
Os dias de luz se apagar.
Os dias de alegria se findar.
E na amargura se firmar.

Como podes tu, se deleitar.
Com luxurias, preguiças e cobiças.
Em areia movediça.
Deita-se sem pressa e sem medo de afundar.

Como podes tu, que um dia predestinado à grandeza.
Se põem a mesa com a escória que se rasteja.

Refuta-te a ti mesmo.
Que os Deuses em lampejo.
Possa te ajudar.

Ó pobre alma decadente.


Carol Albuquerque – São Paulo 17 de Julho de 2019
295

O Sábio


Observe os pensamentos.

Não se deixe levar por lamentos.
E quando a cabeça parar de falar.
Curado estará.
 

Carol Albuquerque
256

Meu amor!


Percebi na solidão.
Que é cheio o meu coração.
Se em minha contemplação.
Consigo tocar suas mãos.

Percebi que os filósofos tinham razão.
De nada vale um coração sem alguém para aquecer.
E nesse devaneio me deixo envolver.
E sei que nada me valeria nessa vida.
Se a minha existência não fosse atrelada a você.

Diz pra mim por que és tão formosa.
Roubastes a beleza das rosas?
Não há nada dentro de minha percepção, que defina a sua perfeição.

Quem me dera fosse possível.
Nessa vida de quimera.
Pudesse eu deixar tudo que me afastas do seu olhar.
E juntos em todos os momentos.
Pela eternidade passear.
 

Carol Albuquerque
268

O Sábio


Ler tudo que conseguir
Aprender tudo que desejar
Nada disso valerá
Se sem virtudes andar.
271

Inconsciência


Sem cheiro.

Sem amor.
Sem lamento.
Vazio por dentro.

Aos prantos.
Numa planta.
Sempre Santo.
Sempre Santa.
Para não incomodar.

Meus Cigarros.
Suas Pontas.
Nos aponta, por onde andar.

Meus sentimentos
Seus lamentos.
Andam juntos na ciranda.



Carol Albuquerque
268

Psicose


Estonteante ela se move a procura de uma presa.
Andando por ai com sua destreza.
Não havia rosto na sua alma apenas uma casca seca.
Tentando se afirmar como normal.
Buscando um objetivo final.
 
Percebe-o então, ali esta, o cara que tanto esta a procurar.
Seria para ela ali um sinal, tudo apontou para aquele local.
Mostra a ele o seu sorriso mais simpático.
Para não alerta-lo do seu fim trágico.

Sem preces ou pensamentos, a lua parece girar.
Os seus olhos estão famintos e coração passa a acelerar.
Lábios, mãos, dorso e penas tudo se misturam como em uma relva.
Os cheiros se fundem e os sentidos se confundem.

De carne fresca, a carne úmida e gelada.
A lamina que antes brilhava, agora esta escorregadia e banhada.
Aos pés da cama sem nada falar.
Seu olhar para na sena que acaba de pinta.


Carol Albuquerque
277

Morte e Borboletas


Entre a cruz e a espada sempre velaremos as mágoas.
Morrer, morrer e morrer e sem levar nada.
Passamos por etapas vestidos de vida para nos despir dela, no final.
Passamos e entregamos as roupas da vida para coisas e pessoas de forma banal.

Essa vida, essa nossa vida que passar.
Passamos ela num pedral.
Onde as marcas do ferro nos fazem ser quem somos.
Se nada importa no final, o destino sempre será fatal!

Se estamos de fato destinados a um final.
Que essa vida que passa seja vivida de forma banal!
Como a banalidade do voar das borboletas.


Carol Albuquerque
320

Comentários (1)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.
Suellen
Suellen

Sorte a minha , de ser a dona de toda essa inspiração ??