Estonteante ela se move a procura de uma presa. Andando por ai com sua destreza. Não havia rosto na sua alma apenas uma casca seca. Tentando se afirmar como normal. Buscando um objetivo final. Percebe-o então, ali esta, o cara que tanto esta a procurar. Seria para ela ali um sinal, tudo apontou para aquele local. Mostra a ele o seu sorriso mais simpático. Para não alerta-lo do seu fim trágico.
Sem preces ou pensamentos, a lua parece girar. Os seus olhos estão famintos e coração passa a acelerar. Lábios, mãos, dorso e penas tudo se misturam como em uma relva. Os cheiros se fundem e os sentidos se confundem.
De carne fresca, a carne úmida e gelada. A lamina que antes brilhava, agora esta escorregadia e banhada. Aos pés da cama sem nada falar. Seu olhar para na sena que acaba de pinta.
Carol Albuquerque
277
Morte e Borboletas
Entre a cruz e a espada sempre velaremos as mágoas. Morrer, morrer e morrer e sem levar nada. Passamos por etapas vestidos de vida para nos despir dela, no final. Passamos e entregamos as roupas da vida para coisas e pessoas de forma banal.
Essa vida, essa nossa vida que passar. Passamos ela num pedral. Onde as marcas do ferro nos fazem ser quem somos. Se nada importa no final, o destino sempre será fatal!
Se estamos de fato destinados a um final. Que essa vida que passa seja vivida de forma banal! Como a banalidade do voar das borboletas.
Carol Albuquerque
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Anjo Caído
De olhos fechados consigo enxergar a perfeição na tua alma. Não será tu um anjo caído que me atormenta a mente e esmaga o meu coração.
Lançada do céu a terra para definir na minha pequena existência o que seria viver com a perfeição.
Serei eu digno de tanta luz e beleza. Nos primores dos tempos eras tu o fruto proibido, Afrodite ou Helena de troia? Não saberei eu diferenciar a plenitude de um Deus sem iguala-la a uma obra-prima.
Carol Albuquerque
277
Critérios
Quem sou sempre será um mistério. Buscando e vivendo por critérios. Critérios que penso serem meus. Mas sabemos que em muitos dos casos são seus.