Entre a cruz e a espada sempre velaremos as mágoas. Morrer, morrer e morrer e sem levar nada. Passamos por etapas vestidos de vida para nos despir dela, no final. Passamos e entregamos as roupas da vida para coisas e pessoas de forma banal.
Essa vida, essa nossa vida que passar. Passamos ela num pedral. Onde as marcas do ferro nos fazem ser quem somos. Se nada importa no final, o destino sempre será fatal!
Se estamos de fato destinados a um final. Que essa vida que passa seja vivida de forma banal! Como a banalidade do voar das borboletas.
Carol Albuquerque
323
Inconsciência
Sem cheiro. Sem amor. Sem lamento. Vazio por dentro.
Aos prantos. Numa planta. Sempre Santo. Sempre Santa. Para não incomodar.
Meus Cigarros. Suas Pontas. Nos aponta, por onde andar.
Meus sentimentos Seus lamentos. Andam juntos na ciranda.
Carol Albuquerque
273
Meu Amor!
Se um dia eu deixar de te amar. Se um dia eu deixar de te olhar. Se um dia eu deixar de te desejar. Se um dia esse dia chegar. Não serei eu em minha consciência perfeita.
Como deixar de amar, o mais sublime dos seres em minha vida. Como deixar de olha, para as mãos que me guia e mostra o caminho. Como deixar de desejar, se és a fonte que alimente a minha alma.
Em faces das noites escuras és as estrelas que me traz de volta. Nas batalhas traçadas em meu coração é a razão de Platão que me faz lembrar. O que seria dessa vida minha sem te amar. Talvez um pobre louco a vagar. Sem nunca a luz encontrar. Pedido no Hades do meu próprio vazio. Seguindo as margens do rio do desatino.
E assim sem mais a acrescentar posso dizer sem pestanejar. Nunca deixarei de te amar. Nunca deixarei de te olhar. Nunca deixarei de te deseja. E os nossos dias de amor nunca iram se findar.
Carol Albuquerque
311
Critérios
Quem sou sempre será um mistério. Buscando e vivendo por critérios. Critérios que penso serem meus. Mas sabemos que em muitos dos casos são seus.