Cedric Constance

Cedric Constance

n. 1994 BR BR

Nas entrelinhas de minha poesia, Me faço rei em meu universo, Mesmo que seja de fantasia. - Cedric Constance(Heterônimo).

n. 1994-07-21, Uruguaiana

Perfil
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MIL ANOS



Por mil anos eu te esperei,
Agoniado em aguardar-te.
Tantas lágrimas derramei,
Ansioso por amar-te.

Teu calor é tão intenso,
Que até o sol te invejaria.
Teu brilho é tão imenso,
Que até a lua ofuscaria.

Nem as estrelas se comparam,
À estes olhos que agora choram,
Mergulhados na mais profunda emoção.

Assim como o rio busca o mar,
Atravessei eras para te amar,
E no fim, regalar meu coração.

- Cedric Constance
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Biografia
Gosto de escrever sobre saudades, amores, memórias antigas e tudo o mais que me encanta.

Poemas

3

CORAÇÃO SONHADOR

Meu peito fez-se cemitério dum amor perdido,
Onde as vãs ilusões, descansam eternamente;
São agora, lembranças de um tempo sofrido, 
Suspirando murmúrios de mágoas dolentes. 

Oh, coração... porque és tu, tão sonhador?
Inda persiste em entregar-se aos desvarios, 
Na busca infinita dum tão almejado amor, 
Na esperança de preencher os dias vazios. 

Imprudente coração, carente de ternuras,
Não vês que o mundo é frio e escuro?
E que as pessoas só lhe ofertam amarguras?

Permaneço numa longa e incerta espera, 
Tendo este coracão, morada do amor puro, 
Mas bem melhor seria, se eu não o tivera. 

- Cedric Constance
274

CORVO MALDITO

Volta o corvo, a atormentar a alma inquieta,
Bicando as feridas, há muito cicatrizadas.
Verte o sangue das chagas rútilas e secretas, 
Agoniza em meio a dor, duma alma penada.

Corvo, maldito corvo... Porque me atormenta?
Já não vês a penúria que me aflige e maltrata?
Pois é de minhas lágrimas que tu se alimenta, 
E tua sombria presença, aos poucos me mata. 

Vai-te daqui! Vai, animal profano e diabólico...!
Não hás de roubar a essência de meu viver, 
Nem curvarei a ti, meu espírito melancólico!

Tu, pássaro carniceiro a grasnar um queixume,
Não hei de sucumbir as trevas do anoitecer, 
Devolva a alegria que levaste em teu negrume. 

- Cedric Constance

corvo
229

POETA MALDITO

Eu sou aquele que vagueia só na multidão, 
Sem ter um amor que ande junto comigo...
Ando assim, de mãos dadas com a solidão, 
Tendo apenas a mim mesmo como abrigo.

Eu sou na terra um perdido, um execrado,
Guardo no peito minhas tristezas secretas...
Eu ando no breu da noite, sob o céu estrelado,
Chorando as mágoas que choram os poetas. 

Eu sou uma ovelha negra... A desgarrada!
Sobrevivendo ao caos deste mundo hostil, 
Onde o amor verdadeiro não vale mais nada.

Eu sou o que tem sede e fome de infinito, 
Uma casca dura com um coração frágil, 
Muito prazer... Eu sou um poeta maldito!

- Cedric Constance
307

Comentários (5)

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Cedric Constance

Obrigado Alberto!

natalia nuno

Gosto muito do que escreves...um fraterno abraço

alequi

amazing!!!

sinkommon

Tens muito talento e muita paixão. Continua, e obrigada por partilhares o teu trabalho :)

Brisa Letieres

mil anos é uma dos coisas mais lindas que já li,obrigada