CORAÇÃO SONHADOR
Meu peito fez-se cemitério dum amor perdido,
Onde as vãs ilusões, descansam eternamente;
São agora, lembranças de um tempo sofrido,
Suspirando murmúrios de mágoas dolentes.
Oh, coração... porque és tu, tão sonhador?
Inda persiste em entregar-se aos desvarios,
Na busca infinita dum tão almejado amor,
Na esperança de preencher os dias vazios.
Imprudente coração, carente de ternuras,
Não vês que o mundo é frio e escuro?
E que as pessoas só lhe ofertam amarguras?
Permaneço numa longa e incerta espera,
Tendo este coracão, morada do amor puro,
Mas bem melhor seria, se eu não o tivera.
- Cedric Constance
POETA MALDITO
Eu sou aquele que vagueia só na multidão,
Sem ter um amor que ande junto comigo...
Ando assim, de mãos dadas com a solidão,
Tendo apenas a mim mesmo como abrigo.
Eu sou na terra um perdido, um execrado,
Guardo no peito minhas tristezas secretas...
Eu ando no breu da noite, sob o céu estrelado,
Chorando as mágoas que choram os poetas.
Eu sou uma ovelha negra... A desgarrada!
Sobrevivendo ao caos deste mundo hostil,
Onde o amor verdadeiro não vale mais nada.
Eu sou o que tem sede e fome de infinito,
Uma casca dura com um coração frágil,
Muito prazer... Eu sou um poeta maldito!
- Cedric Constance