Cedric Constance

Cedric Constance

n. 1994 BR BR

Nas entrelinhas de minha poesia, Me faço rei em meu universo, Mesmo que seja de fantasia. - Cedric Constance(Heterônimo).

n. 1994-07-21, Uruguaiana

Perfil
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MIL ANOS



Por mil anos eu te esperei,
Agoniado em aguardar-te.
Tantas lágrimas derramei,
Ansioso por amar-te.

Teu calor é tão intenso,
Que até o sol te invejaria.
Teu brilho é tão imenso,
Que até a lua ofuscaria.

Nem as estrelas se comparam,
À estes olhos que agora choram,
Mergulhados na mais profunda emoção.

Assim como o rio busca o mar,
Atravessei eras para te amar,
E no fim, regalar meu coração.

- Cedric Constance
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Biografia
Gosto de escrever sobre saudades, amores, memórias antigas e tudo o mais que me encanta.

Poemas

9

NOITE SEM TI

A noite sem ti, é sempre escura e quieta,
Feito os cômodos duma casa abandonada...
Tua ausência é um vazio que nada completa,
E chamo pelo teu nome.. mas não ouço nada...

Te busco pelos cantos, nessa minha ânsia,
De sentir teu respirar, tua presença...
Meu coração bate fraco, nessa distancia
Que não me deixa desfrutar da tua benquerença...

Cada encontro nosso, é um momento festivo,
Um brinde à vida, que bebo a longos tragos
Um amor que pulsa forte e me faz sentir vivo.

Vislumbrar teu belo rosto, é um colírio,
Meu corpo e alma regozijam-se em teus afagos...
Mas a despedida, amor, é sempre um martírio...

- Cedric Constance

Arte de Fabian Perez
Fumo
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ABISMO

Embora eu persista seguir noutras paragens
Onde as sombras não assombrem meu derredor,
As alegrias se desfazem... se tornam miragens...
E mais uma vez eu retorno ao abismo da dor!

Essa tristura lúgubre, com gosto de morte,
É como o corvo agourento surgindo dos umbrais...
Grasnando pelos cantos a minha má sorte,
De viver enclausurado em dias infernais...

Na face, trago olhos cansados e tristonhos,
No peito, um coração meio vivo, meio morto
Que pulsa fracamente... vazio de vida, de sonhos...

Sigo vagando na mais absoluta escuridão,
Murmurando poesias que trazem algum conforto...
São crias paridas da minha infinita solidão...

Cedric Constance

Imagem por Pinterest
Anjo
495

MORREU EM MIM A POESIA?

Encarcerado na escuridão dos dias nebulosos
Não posso mais ver a luz que irradiava meu ser...
Já não tenho forças para rabiscar meus versos...
Pouco a pouco, sinto a poesia em mim, desvanecer...

Sou um jardim de flores murchas e terra infértil,
Não há amanhecer em mim, só a noite escura, preta!
Pulsa fracamente meu coração inerte e frágil,
Esvaindo-se os suspiros derradeiros desse poeta...

Meu corpo cansado, esgotou em mim a dopamina...
Esses dias cinzentos e vazios como o infinito
Me obrigam a consumir mais doses de fluoxetina...

Preciso encontrar uma razão, algum motivo,
Para poder vislumbrar o mundo mais bonito...
E sentir, por alguns instantes, que ainda estou vivo...

- Cedric Constance

Imagem: Arte de Kurt Walters
Kurt
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MELANCOLIA INVERNAL


As arvores secam com seus galhos retorcidos,
Enquanto as folhas ressequidas caem pelo chão...
São como esqueletos sem vida e carcomidos
Esperando para renascer no calor do verão...

O vento gélido sussurra pelas madrugadas
Enregelando a carne dos pobres mortais...
Nem mesmo o brilho das noites enluaradas
É capaz de dissipar as brumas invernais...

A neblina fantasmagórica baila pelas paragens
Enquanto o frio avança implacável e impiedoso
E a geada se deita sobre as mortas paisagens...

Triste daqueles que não tem abrigo no amor
Pois nem mesmo o raio de sol mais poderoso
Pode aquecer um coração congelado pela dor...

- Cedric Constance

Imagem por: Darkquette

Goth
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AMOR ERRANTE

Em desespero, te busco nas noites tenebrosas,
Sob a sombra esguia do triste arvoredo...
Pergunto de ti às estrelas, à lua, às rosas...
E por maldade, elas não revelam tal segredo...

Tua ausência é fissura aberta no meu coração,
Pior tortura é não mais poder te abraçar...
É não ter a quem já adorei com tanta devoção...
Saudade é o preço pago por quem sabe amar...

Perdeu-se nas sendas trevosas esse amor errante
Deixando um vazio que meu peito manisfesta,
Chamando todo dia por alguém que está distante.

Posso ver com tristeza toda a paixão se esvaindo,
Feito o vento sorrateiro que escapa pelas frestas...
Que pena... morreu hoje um amor que já foi lindo...

- Cedric Constance

Imagem por Pinterest

rose
1 298

DEVANEIOS SOLITÁRIOS

O futuro, por vezes, parece-me tão incerto,
Os dias se sucedem tão semelhantes...
Mas a saudade ronda sempre por perto,
Me lembrando que nada será como antes...

Às vezes, eu desejo regressar de onde vim,
Reviver momentos que não voltam mais...
Talvez escrever uma nova história para mim,
Onde os momentos não se findem jamais...

Às vezes, quero viajar sem destino ou direção
Vagar por lugares e terras onde nunca pisei,
Mas a realidade nos encarcera numa prisão...

A saudade sempre nos abre muitas portas
Onde os caminhos são solitários e tristes
Enfeitados por um jardim de rosas mortas...

- Cedric Constance

Imagem por Pinterest

rosa
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PÁGINAS ANTIGAS

Às vezes,
Só às vezes,
Eu folheio as páginas antigas
Do meu livro de memórias...
E releio o capítulo
Onde a vida escreveu a nossa história...
Lá está você
Que nem o tempo apagou...
Só ficaram os rascunhos
Da breve fábula que eu vivi...
Do breve instante que você me amou...

Cedric Constance

ler
2 104

NOSTALGIA

O tempo, pra mim, nunca passa...
Cada hora se perde na turbulência das lembranças
Que vagam errantes na minha mente...
O café quente tem gosto de nostalgia
E as flores, com suas cores quentes
Desabrocham sonhos, amores e poesia...
No tempo, sou um perdido...
Um navio que anseia pelo porto...
Meu coração tem fome e sede de algo longínquo...
Meus pés desejam regressar pelos caminhos já trilhados...
Das dores, não sinto saudade...
Quero voltar às origens
Quero rever as imagens
Eternizadas na memória...
E minha alma quer voltar a sentir
As pequenas felicidades
Que desfrutei no passado...


Imagem por Pinterest

Nostalgia
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CASA DO SILÊNCIO

Vai-se um, vai-se outro e mais outro
Para não regressarem nunca mais...
E para quem fica, os dias são todos iguais
Vivendo à espera dum sonhado reencontro...

A casa agora é vazia, já não tem tanto calor.
Onde haviam risos, danças e alegrias
Paira apenas um silêncio cortante e opressor...

Os lábios trêmulos, murmuram orações
Para acalmar a dor do coração...
Mas não há palavras que possam confortar
A saudade daqueles que já se vão...

A luz da vela corta a escuridão,
Iluminando os cômodos gélidos e solitários...
Na parede, o tique-taque do relógio
Anuncia o tempo que se esvai
Feito água que escorre pelas mãos...

E o vento sussurra suas lamúrias pelos escuros corredores...
A casa agora é toda feita de solidão
Morada de almas que lamentam suas tristuras
Chorando o luto de seus familiares e amores,
Que partiram eternamente para outras alturas...

Imagem por Roberto De Mitri.

Luto
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Comentários (5)

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Cedric Constance

Obrigado Alberto!

natalia nuno

Gosto muito do que escreves...um fraterno abraço

alequi

amazing!!!

sinkommon

Tens muito talento e muita paixão. Continua, e obrigada por partilhares o teu trabalho :)

Brisa Letieres

mil anos é uma dos coisas mais lindas que já li,obrigada