CORAÇÃO SONHADOR
Meu peito fez-se cemitério dum amor perdido,
Onde as vãs ilusões, descansam eternamente;
São agora, lembranças de um tempo sofrido,
Suspirando murmúrios de mágoas dolentes.
Oh, coração... porque és tu, tão sonhador?
Inda persiste em entregar-se aos desvarios,
Na busca infinita dum tão almejado amor,
Na esperança de preencher os dias vazios.
Imprudente coração, carente de ternuras,
Não vês que o mundo é frio e escuro?
E que as pessoas só lhe ofertam amarguras?
Permaneço numa longa e incerta espera,
Tendo este coracão, morada do amor puro,
Mas bem melhor seria, se eu não o tivera.
- Cedric Constance
CORVO MALDITO
Volta o corvo, a atormentar a alma inquieta,
Bicando as feridas, há muito cicatrizadas.
Verte o sangue das chagas rútilas e secretas,
Agoniza em meio a dor, duma alma penada.
Corvo, maldito corvo... Porque me atormenta?
Já não vês a penúria que me aflige e maltrata?
Pois é de minhas lágrimas que tu se alimenta,
E tua sombria presença, aos poucos me mata.
Vai-te daqui! Vai, animal profano e diabólico...!
Não hás de roubar a essência de meu viver,
Nem curvarei a ti, meu espírito melancólico!
Tu, pássaro carniceiro a grasnar um queixume,
Não hei de sucumbir as trevas do anoitecer,
Devolva a alegria que levaste em teu negrume.
- Cedric Constance

POETA MALDITO
Eu sou aquele que vagueia só na multidão,
Sem ter um amor que ande junto comigo...
Ando assim, de mãos dadas com a solidão,
Tendo apenas a mim mesmo como abrigo.
Eu sou na terra um perdido, um execrado,
Guardo no peito minhas tristezas secretas...
Eu ando no breu da noite, sob o céu estrelado,
Chorando as mágoas que choram os poetas.
Eu sou uma ovelha negra... A desgarrada!
Sobrevivendo ao caos deste mundo hostil,
Onde o amor verdadeiro não vale mais nada.
Eu sou o que tem sede e fome de infinito,
Uma casca dura com um coração frágil,
Muito prazer... Eu sou um poeta maldito!
- Cedric Constance
SONHOS DE AMOR
Já não sou aquele homem triste,
Que lamentava as ilusões de outrora,
Pois sei que o amor verdadeiro existe,
E a felicidade, mora em mim, agora.
Os rastros de dor, foram apagados,
Secando as lágrimas derramadas,
E meus sonhos, um dia abandonados,
Renasceram em uma noite de amor, enluarada.
Por muito tempo, sozinho eu andei,
Cheio de mágoas e sem ninguém,
E todo o amor que antes eu te dei,
Hoje, pertence a um outro alguém.
- Cedric Constance
LONGE DE TI
Longe de ti, os dias passam devagar,
E as noites não possuem estrelas,
Meu peito sufoca apertado, sem ar,
E as lágrimas caem, não posso contê-las.
Longe de ti, as rosas murcham,
E as madrugadas não tem calor.
As tuas lembranças me machucam,
E o céu da manhã, não tem cor.
Há um vazio infinito e profundo,
Que tua ausência não preenche,
E é uma dor maior que o mundo.
Quisera eu, matar este sentimento,
Pois meu coração, ainda mexe,
Por este amor, levado ao vento.
- Cedric Constance
MILAGRE DE AMOR
Eu não acreditava em milagres,
Até encontrar teu olhar no meu,
O coração pulsou em batidas alegres,
E a magia do nosso amor, aconteceu.
Tu foste o sonho lindo que apareceu,
Realizando o meu desejo de amar,
E os meus beijos, foram todos teus,
Ah, como demorei para te encontrar!
Deus juntou caminhos separados,
Para que eu pudesse te ver chegar,
Aproximou dois corações apaixonados
E de ti, não quero nunca me afastar.
- Cedric Constance
NÃO TE ATREVAS
Não te atrevas a fechar teu coração,
Por trilhar caminhos tão dolentes,
Pois sei que no fundo, ainda sentes,
A pequena brasa que arde em paixão.
Sinta o perfume das flores aprazíveis,
E veja o quanto amor podes ofertar,
Saberá que é desperdício, não amar,
E perder da vida, momentos incríveis.
Não te atrevas a perder a tua fé,
Faça do amor, teu maior legado,
Pois é o que te mantém vivo e em pé.
Não permita, é o que lhe peço,
Que te tornes um desapaixonado,
Hás de levantar, a cada tropeço.
- Cedric Constance
EU ROGO
Eu rogo ao céu, nas noites límpidas,
Que a lua te conduza, ao meu encontro,
Para unir-te a mim, nas horas insípidas,
E deixar-me prantear, sobre teu ombro.
Sem teu amor, sou nada, sou miséria,
Um resquício da alegria, já falecida,
Minh' alma foi-se, há só a matéria,
Um corpo frio, que não possui vida.
Meu coração, já padecido de moléstia,
Pulsa em batimentos cadenciados,
Vítima dessa saudade tão deletéria.
Já não suporto a agonia dos ais,
Ouço tua voz, por todos os lados,
E diz a eu, que não regressa jamais.
- Cedric Constance
DESEJO AMAR-TE
Desejo amar-te, apenas por amar,
Amar sem razão, amar sem motivo,
Amar, sem precisar nada explicar,
Amar, apenas, para me sentir vivo.
Dispo-me de toda e qualquer razão,
Entrego-me à magia do sentir,
Dou voz e poder, à minha emoção,
E amarei, enquanto o amor persistir.
Para quê lógica e raciocínio,
Se os sentimentos não se explicam?
Pois é o amor, o maior benefício.
Para quê tentar entender,
Porque os corações se completam?
Pois só quem ama, pode saber.
- Cedric Constance
QUEM DERA
Quem dera, eu tivesse asas,
Para atravessar essa distância,
Que nos separa...
E pousar meus lábios nos teus,
Bem de leve
Num instante tão breve.
Saciaria esta louca vontade,
De ter você em meus braços,
E voaríamos no horizonte,
Cruzando sonhos
Além da imaginação,
Despertando o amor no coração.
Colheria as estrelas do céu,
Só para iluminar seu sorriso,
Roubaria das abelhas, o mel,
Para adoçar sua vida...
E tudo que é meu, te daria,
Meu amor, minha alma,
Minha mais bela poesia...
- Cedric Constance