Lista de Poemas

A FESTA

Estou que não me aguento,
Nem dormir eu consigo,
Não consumo alimento,
De tão nervoso que me encontro.

Eu sei que não parece,
Eu tento fingir normalidade,
Mas estou uma pilha,
Sofrendo de ansiedade.

É um misto de sentimentos,
Alegria e curiosidade,
Não sei como será
Essa festa de verdade.

Sei que vou me comportar,
Fazer tudo para ser perfeito,
Não vou me atrasar
Na hora de te buscar.

Lavarei o meu carro,
Mando até no posto,
Vou borrifar um perfume
Para que fique a seu gosto.

E te levarei algumas flores,
Junto a uma caixa de bombom,
Para ver o seu sorriso
E não sair do tom.

Já comprei um terno novo,
Que mandei ajustar,
É da cor que você gosta,
Para você me elogiar.

Mas eu digo para você,
Que vou me comportar,
Estou até a aprender
Os talheres como usar.

E no final da nossa noite,
Quero ver sua felicidade,
Te levarei para sua casa
Esperando ter seu amor de verdade.
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BASTA DISSO TUDO!

Não aguento mais você,
Me olhando de esgueio,
Como se eu fosse
Um desconhecido.

Eu não sei o que aconteceu,
E acho que não quero nem saber,
Só sei que agora sou eu
Que insisto em não te querer.

Nossa vida não está legal,
Basta disso tudo!
O que seria mais normal
É cairmos no mundo.

É muito absurdo
Me tratar desse jeito,
Eu sei que tenho erros,
Não sou um cara perfeito.

Estou arrumando minhas coisas,
Vou procurar outro lugar,
Aqui já não dá mais,
Não tenho onde ficar.

E fique bem contigo,
Aqui é tudo seu,
Só levo comigo
O coração que é meu.
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VOU NA VIDA SEM PARAR

Minha vida vai em frente,
Como uma locomotiva,
Mas não é vida louca,
É vida que se motiva.

Minha vida não tem freio,
Apenas ajusto a rota,
Nela vou sem susto
E sem fazer marmota.

Essa vida é muito boa,
Mesmo quando está ruim,
Só de estar vivo é bacana,
Melhor vivo do que morto.

Quando tem algum obstáculo,
Sei que vai ser vencido,
Pode até demorar um pouco,
Mas é só deixar comigo.

Minha vida é só minha,
Não me ligo em fofoca,
Me ocupo do que é meu,
E não peço nada em troca.

Que seja assim enquanto dure,
Que ela tenha longevidade,
Que eu não perca nunca
Essa minha jovialidade.
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UM DIA NORMAL

Mais parece todo dia,
A mesma coisa a viver,
Acordo no meio do dia,
Não queria acordar.

Minha cama, meu refúgio,
Onde me escondo desse mundo,
O meu reino encantado,
Onde em pranto me afundo.

Meu mundo fica cada vez menor,
Já não tenho mais esperança,
Nunca que nada melhora,
Eu já parei com minha dança.

Agora espero o fim chegar,
Que ele venha rápido e silencioso,
De sofrer já estou cansado,
Não sendo assim será pavoroso.

Esse é meu dia normal,
Mais um dentre tantos,
Onde não há esperença
E pelo medo me encanto.

Mais um dia,
Menos um dia.
Tanto faz agora,
Eu queria é calmaria.
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AO MEU AMOR

Te escrevo essas palavras,
Para que fiquem eternizadas
E não sejam apenas faladas,
Pelo éter silenciadas.

Nelas ponho todo meu amor,
Elas chegam puras do meu coração,
Eu escrevo com fervor,
E a força de minhas mãos.

E que você, minha amada,
Possa ler esse poema,
Que lhe fiz com meu carinho,
E a paixão que me queima.

Eu sei que está bem longe,
Mas te sinto aqui comigo,
Sinto até seu doce respirar,
E te beijo nesse texto.

Não sabe o tamanho
Do que sinto por você,
É maior do que imagina,
E menor do que podia ser.

Estou sofrendo aqui sozinho,
Sabendo que não está feliz,
Eu, sem saber o que fazer,
Resolvi te escrever.

Espero que se alegre,
Que o sorriso lhe volte já,
Pois você é a minha força,
Quem me faz levantar.

Não, não sossego sem te ver
E saber que está bem.
Só te vendo eu descanso,
Volta logo, e vem!
124

ME ENTREGUEI ÀS LETRAS

Desde que me entreguei às letras
Elas nunca me abandonaram,
Estão sempre a me acompanhar,
De mim não se separam.

Eu as tenho como amigas,
Como elas me fazem bem!
Com as letras eu vou longe,
Bem para lá do além.

Uma viagem sem volta,
Para um mundo encantado,
Giram letras no universo
Do meu pensamento acelerado.

Companhia boa de viagens,
Feitas sem sair do lugar,
Todo dia que escrevo
Eu me ponho a voar.

Nas letras invento mundos,
Tenho amores e aventuras,
Sou o herói da história,
Salvo as mocinhas do perigo.

E quando bate a tristeza,
Uma certa impotência,
É nas letras que me alegro,
Encontro minha essência.

Bem vindas letras lindas!
Minha mente, sua casa,
Faça de mim sua morada,
E espalhe meus pensamentos!
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RESPONDE ESSA CARTA

Por favor, não me deixe esperando,
Sei que recebeu minha carta,
Mas ainda não mandou resposta,
Estou aqui quase surtando.

Se leu eu ainda não sei,
Mas eu sei que recebeu,
O portador fui eu,
Que debaixo da porta a coloquei.

No envelope tinha o seu nome,
Escrito dentro de um coração,
Eu tomei todo o cuidado
Para chamar sua atenção.

Agora estou aflito,
Ainda não tenho uma resposta,
Será que você rasgou a carta,
Ou errei a sua porta?

Vou esperar só mais um tempo,
E depois escrevo outra,
Eu preciso de uma resposta,
Para acalmar meu coração.

Se você ainda não leu,
Não me faça essa desfeita,
A carta é curta, minha flor,
Escrita com boa letra.

Mas se leu, me responda,
Estou cheio de ansiedade,
Quero saber se me ama
Ou apenas tem por mim amizade.
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SE ESSA RUA FOSSE MINHA...

Se essa rua fosse minha
Eu mandava te expulsar,
Só porque você não me olha,
Não quer me namorar.

Mas se eu fizesse isso,
A rua ficaria triste,
Pois sem o seu sorriso
Ela se acabaria.

Se essa rua fosse minha
Sua casa seria a mais bela,
Bem na frende de sua janela
Eu plantaria uma linda roseira.

E cuidaria bem de cada flor
Que ali desabrochasse,
Todas elas para você
Como prova de meu amor.

Se essa rua fosse minha,
Ela também seria sua,
Eu te daria a mais bela parte
Ainda por cima a pintaria.

E mesmo que você não quisesse,
Sua parte seria dourada,
Da cor da aliança
Que para você está reservada.

E se essa rua fosse minha,
Ela teria o seu nome,
Gravado em placa de ouro fino,
Cravejada de brilhante.
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AI QUE DUREZA

Nunca estive tão para baixo,
Parece que não há saída,
Quanto mais eu me mexo,
Mais afundo nessa vida.

E a luz já não é prazeroza,
Permaneço no escuro,
O dia para mim não exsite,
A noite me assusta.

Não saio do meu lugar,
Está tudo tão deserto,
Não vislumbro a saída,
E nem ninguém por perto.

Sozinho e abandonado,
Jogado como um traste pela vida,
Eu sou apenas um farrapo
De tecido carcomido.

Onde estou eu não sei,
Não me esforço por saber,
Pode ser em qualquer lugar,
Está difícil de viver.

Cada dia é menos um dia,
Estou contando regressivo,
Minhas forças estão no fim,
Não me sinto tão ativo.

E nem venha me motivar,
Eu não me interesso mais,
Quero mais é me desmotivar,
Não procuro nem a paz.

Já estou tão cansado,
De caminhar em círculos,
Eu não encontro o meu lado,,
Nem sei o meu caminho.

E tanto faz o que eu faço,
Nada tem resultado,
Não termino o que começo,
Fica tudo inacabado.
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ESTOU PERDIDO AGORA

Eu não sei o que acontece,
Me perdi no meio da vida,
Meu caminho se fechou,
Parece não ter saída.

A vida segue e eu parei,
Nem uma encruzilhada encontrei,
Na amargura eu fiquei,
Algumas vezes chorei.

Agora está tudo escuro,
Meus olhos parecem fechados,
Ah, meu Deus, me abra os olhos!
Eu preciso encontrar o que procuro.

Eu não tenho muito ânimo,
Estou constantemente cansado,
Quero me esconder de tudo,
Não me sinto prestigiado.

Que vida essa minha!
Quanto sofro sem gritar,
Uma hora eu estouro,
Daí podem me notar.

Dizem que há uma saída,
Para mim ela não há,
Nessa rua em que estou perdido,
Há um estreitamento a me sufocar.

Nem o sol quero ver,
Acho que ele é uma alucinação,
Um delírio coletivo,
Que não existe não.

E se num sopro eu sumir,
Ninguém sentirá minha falta,
Sou um zero à esquerda,
Um nada nessa mata.
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Comentários (2)

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celso ciampi

Obrigado!!

ademir domingos zanotelli
ademir domingos zanotelli

Perfeito. parabéns. poeta . muito digno de se ler tal texto poético.