DESCONFIA DE MIM
Desconfia de mim como de um bandido, Me persegue pelas ruas, Está sempre me investigando. Acaso eu te dou motivos? Já procurou por erros meus, Por todo esse tempo. Desconfio que é por culpa sua, Tens culpa no cartório! Não descansa em me vigiar, Vive apenas para isso, Não sei como posso aguentar, Acho que é apenas por compromisso. Te aviso de uma vez por todas, Não suporto mais essa vigilância, Estou a ponto de ir embora, Me livrar de sua arrogância.
OUTRO DIA...
Isso aconteceu outro dia. Estava andando na calçada, Quando eu te vi, linda, Toda descabelada. O vento lhe incomodava, E você ainda sorria, Estava toda desarrumada, Mas a beleza não lhe fugia. Era uma tarde de sol, Que emoldurava o seu corpo, Que tão belo caminhava, Na calçada onde você era a flor. Você nem ao menos me notou, Mas isso não teve importância. Eu vi o vento te descabelando, E queria que fosse eu. Esse é meu maior desejo, Te deixar descabelada, O vento, esse danado, Me deixou enciumado.
ESSA É PARA MEU AMOR
Amada minha, coisa mais linda, Não há nada nesse mundo, Que me dá mais vida, Sou um cara bem sortudo. Você é a luz do meu caminho, Me faz ter segurança. Com você nunca estou sozinho, Mantenho a esperança. Eu te dei meu coração, Sei que está bem guardado, Lhe tenho muita paixão, Pois sou seu eterno namorado. E como eu vivo plenamente esse amor, Nada mais me é importante, Só para você sou sedutor, Para sempre serei seu amante.
NÃO É BEM ASSIM...
Não é bem assim que tudo termina, Eu queria ao menos uma explicação. Por que nós dois não nos acertamos E encontramos a solução? Você chega aqui e arruma as malas, Me diz que está indo embora, E diz tudo isso assim, na boa, Como fosse uma coisa normal. Não é bem assim que eu vejo, É preciso me dizer o que houve, Eu até agora não entendo, Esse arroubo de raiva. Simplesmente não acredito, Até ontem tudo estava bem. Nessa noite até nos amamos, E agora é com essa que você vem. Me tirou o chão, estou em queda livre, Se há outro amor em sua vida, Pois então que me diga, Eu só quero que me dê motivos. Tudo bem se quer sair agora, Não vou te prender, Só escuta uma coisa nessa hora, Se sair não mais vou te receber...
QUANDO AS LUZES SE APAGAM
Quando as luzes se apagam, Você ilumina o ambiente, Sua felicidade cheia de luz, Deixa claro o nosso amor. Você tem o dom de iluminar, Por onde você passa, Fez luz no meu coração, Me tirou das trevas da solidão. Eu me guio por seu brilho, Preciso de sua luz, Sem ela não sou nada, Nem sou visto na escuridão. Você aquece minha vida, Faz brotar em mim a paixão, Me alimento desse calor, Ele me dá muito tesão. E quando as luzes se apagam, Nossos corpos se enlaçam, Numa crescente incontenção, Que só os amantes conhecem.
HOJE EU TE QUERO
Eu te quero todo dia, Mas hoje eu te quero mais, Quero você cheia de alegria, Para te fazer flutuar. Hoje meu desejo é grande, Bem maior do que ontem, Hoje vou te deixar louca, Fazer amor bem gostoso. Hoje eu te quero bem bonita, Se arruma para eu te desarrumar, Hoje vou te bagunçar, Seus olhos revirar. E depois de hoje, Nosso amor será maior, Pois você é meu grande amor, Que a vida me presenteou.
O AMOR
O amor é como uma flor, No início é um botão, Que se abre com o sol. É plantado no coração, Dele se extrai o doce mel. Põe a gente lá no céu, Pulando de nuvem em nuvem. É coisa boa para dedéu, Como um doce de leite da vovó. O amor é sempre bom, Até quando machuca, É porque atravessa o tom, Deixa a vida bem maluca. Não há nada mais bonito, Do que amar uma pessoa, Melhor ainda quando o amor Retorna numa boa. Eu gosto de sempre amar, Mesmo a quem não me ama, Isso não me faz vivenciar Nenhum grande drama. Tem vida onde tem amor, Somos frutos do amor, Que nasceu um dia em nossos pais, Assim como o botão de uma flor. Eu te amo sem um por quê, E não quero nem saber, Eu te amo e tudo bem, Só me interessa te querer.
PERAÍ SEU MOÇO
Peraí, seu moço, Que a festa vai ser boa. Tem quentão, doces, fogueira E uma bela duma broa. Vai embora, não, que a Maria vai casar, Mas só se o pai dela, matuto, Conseguir o canalha pegar, Pois esse lhe fez um insulto. O tal do Mané, quer se mandar, Pois já comeu o doce da mocinha Muito antes de se casar, O seu João não quer gracinha. Com sua espingarda de dois canos, Seu João foi buscar O danado do Mané, soteropolitano, Para com Maria se casar. Então montou a festa, Matou inté um leitão, Fez canjica, arroz doce, Arrumou o barracão. Se não tiver sangue do cabrão, A maria vai casar, Já chegou até o padre Que trouxe também o sacristão.
PARA MINHA NAMORADA
Paixão da minha vida, Desde que te conheci. Nosso amor aconteceu Desde quando eu nasci. Eu já sabia ser você, A minha mulher amada, Só não conseguia te encontrar, Te fazer minha namorada. Mas um dia a vida dá seu jeito, Em uma de suas encruzilhadas, Faz dois corpos se encontrarem Com a alma preparada. E foi assim quando nos encontramos, Naquele instante eu já soube. Simplesmente nos olhamos E o amor brilhou num estalo. Então hoje resolvi te fazer Esses versos tão dispersos, Só para ao mundo eu dizer: São para minha namorada!
DRUMMONDEANDO ATUALMENTE
Havia uma pedra ali, Mas não havia o caminho. A pedra estava lá, Mas não o caminho. Um belo dia chegaram homens, Com ferramentas e explosivos Fatiaram toda a pedra, E não havia nenhum caminho. A pedra virou pisos e pias, Ajudou a erguer edifícios, Pavimentou ruas. E nada de caminho. Já não havia mais a pedra, Nem homens trabalhando, Não tinha mais nada, E nem havia o caminho...