Mineiro de Juiz de Fora. Poeta, autor do livro "Minhas Faces", escrevo sobre o amor, a vida e de tudo um pouco. Membro convidado da Academia de Letras da Manchester Mineira. Participo do projeto "POESIA NA ESCOLA", fui selecionado para compor a antologia "POESIA BR!", em um concurso nacional.
A todos que me querem mal, Digo apenas que sou blindado Por Deus, meu pai amado. Ele faz de mim da terra o sal.
Se quer me ofender, Digo que perde seu tempo, Se tem mal na sua vida, só lamento, Quero para você a paz no viver.
Desejo a ti, ó pessoa ruim, Que, além do mais, seja feliz, Viva numa boa e esqueça de mim. Procure lá no fundo sua raiz.
Vai de retro, coisa do inferno, Aqui não tem o que fazer. Meu Pai me estende sua mão forte, Protegendo-me de seu malquerer.
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POÇO PROFUNDO
De um poço tão profundo Você tirou a minha vida. Ela estava tão no fundo, Quase toda exaurida.
A água cobria já a boca, Sufocava os meus gritos. Na lama eu afundava, Já nem me mexia. Resignado, eu morria.
Eu lutei com toda força, Para disso me livrar, Mas quanto mais lutava Mais conseguia afundar.
Foi então que você, Com toda delicadeza, Me estendeu a sua mão, Nesse instante, com certeza, Bateu novamente meu coração. Seu amor me salvou da profundeza, Numa escada firme feita de muita paixão.
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MINEIRINHO
O mineirinho vai quietinho, Conquistando seu espaço, Ele leva seu queijinho Sem nenhum embaraço.
Mineirinho come quieto, Isso faz bem direitinho. Come tanto o danado Que fica até gordinho.
Quando o mineirinho chega, Todo mundo lhe faz troça. Mas ele é esperto, Deixa pensarem que é da roça.
Mineirinho não é bobo, É de fazer e não de falar. Trabalha duro e em silêncio Para o seu futuro conquistar. Sabe tudo o moço!
Tem na sua simplicidade Um traço bem marcante, É gente de verdade, Não é um troxa vacilante.
O mineirinho é isso mesmo, Gente boa prá caramba. Se quer saber mais, Vem para Minas Gerais, sô!
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PREFIRO MORRER TE AMANDO
Se for para morrer, Prefiro morrer te amando, Pois sem seu amor Já sou morto.
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DIRETO NO PEITO
Quando senti a lâmina fria Cravada em meu peito, Entendi que tudo estava acabado, Ali, abatido, vi a vida indo embora.
E a vida me dava adeus Com um sorrisso feliz. Já ia longe andando, Quase sumia na bruma.
Vi que a morte se achegava, Linda, com um sorriso triste. Já estava segurando minha mão Friamente me puxava.
Foi então que gritei pela vida, Ela olhou para trás e não voltou. Gritei novamente, mais forte, Então ela parou. Pedi que voltasse.
A morte fazia parede bem na minha frente, Não queria que a vida me visse. Mas então eu chutei a morte E a vida me viu ali caído.
Piedosamente ela começou a voltar, Encontrando-se com a morte, Mandou-a embora, ela foi. Nesse instante a vida me encontrou.
Nesse encontro alegre A vida me deu a mão, E num movimento forte Entrou em meu coração.
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EMBRIAGADO
Embriaguei-me de ternura. Poderia embriagar-me de qualquer outra bebida, Mas a ternura embriaga docemente, Me faz leve e alivia meu pesar, Sem ressaca e nem dor de cabeça. É embriaguez que vem da alma E inunda o coração, que bate forte e feliz.
Embriaguei-me de muita vida, Da vida boa que se vive sem ressaltos, De amor a vida, mesmo que ela seja sofrida, Mas é a vida. E ela embriaga quem a aproveita. Não tem dor que não se cure quando A vida é bebida com exagero. Viver, viver, viver, só isso importa, Então abra a porta e deixe entrar mais vida.
Embriaguei-me de amor, De todo amor que eu sinto, Por você e por todo mundo, Eu amo, porque amar me faz feliz. Até o amor não correspondido, Eu amo, sem vergonha da rejeição. Embriagado desse amor tão puro Sou mais forte e aguento o tranco. Encaro a vida de peito aberto, Muito melhor do que encarar a morte.
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ESQUECER
Esquecer é um sofrer diário, É chorar sem vontade. Uma dor que não termina. É lembrar todo dia Que devo te esquecer. E assim vou lembrando, Atormentado pelo tempo, Esse diabo sem sentimento, Que por mais que eu tente, Te limpar da minha mente É um longo sofrimento.
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CHUVA QUE CHOVE
Chuva que chove sem parar, Que alaga a terra, Derruba o morro E faz o homem chorar.
Chuva que traz a vida, Mas também a morte, Maltrata a gente já sofrida, Destruindo sua sorte.
Chuva tão necessária E às vezes violenta, Faz as plantas mais verdes, Ou destrói toda roça.
Chuva que chove bem quietinha, Molha meu amor todinho, Olho pela frestinha E rezo pelo meu benzinho. Peço que esteja protegida Para receber meus beijinhos.
Chuva que chove sem dó, Já ficou chata e descabida. Que lhe venha o sol forte E acabe com sua festa pervertida.
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ESPAÇO
Quando tento te entender, Vai tudo para o espaço, Já não sei o que faço Para não enlouquecer.
De manhã até a tarde, Eu não vivo um minuto. Já em toda noite escura Eu morro te chamando.
Meu espaço é pequeno, Cabe eu e você, Só que agora está grande, Sobrou a mim abandonado.
Nesse grande sofrimento, Muita lágrima rolou. O nosso belo juramento De tão fino se quebrou.
E agora fico aqui, No vácuo de minha vida, Em queda constante Sem controle e combustível.
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VOCÊ
Do fogo que me consome, Você é o combustível. O seu corpo me queima Como queima um pau seco.
Me torno brasa quente, Entregando-me aos seus encantos. Seus cabelos me sufocam, Quase perco o sentido.
Nas suas curvas derrapo, Perco a direção, que já não tinha. Caio em meio ao mato, Que com meu calor incendeia.
Sua boca, forno em brasa, Queima tudo onde toca. Seu beijo lança chamas Que derretem meu coração.
Você é tudo isso E muito mais. Um fogo ardente Onde quero me queimar.