Lista de Poemas
O dom de servir.
O DOM DE SERVIR
Claudio Silveira
Servir é um dom que não tem rosto, só um tom
é alma oferecida, desprendida de soberba,
sem apego a riquezas, onde o próximo é nobreza.
Servir é um dom, que Deus dá a quem quer,
mesmo que todos possam ter, basta querer.
Servir não tem cor, não tem raça, não tem dor.
Servir é laicidade, sem religião, sem doutrinação,
servir é apenas afetividade, um passo de bondade
dirigida sem ressalvas a qualquer um da humanidade.
Servir é um dom, servir pode ter dor ou dor nenhuma,
Que no final de tudo, quando ao criador voltar,
Este lhe perguntará porque não serviu em qualquer lugar.
299
Epifania.
EPIFANIA
Claudio Silveira
Epifania de algo que não se fez
que da essência se diluiu com a sensação
de um adeus, onde longe se perdeu.
Epifania das incertezas, de peças encontradas,
clareza clareada da escuridão deixada,
amargada, recalcada, mal amada.
Epifania da divindade dos pensamentos,
sentimentos, relacionamentos, momentos,
relâmpagos da mente, imponente, súbito, de repente.
317
Fascinação.
FASCINAÇÃO
Claudio Silveira
Fascinação por uma canção tocada no coração.
Fascinação por um sorriso maroto, de menina pelo garoto.
Fascinação foi ver você acordar, tocar nos lábios e brilhar.
Fascinação é viver o dia, com paz, harmonia, alegria.
Fascinação não é um sentimento qualquer,
é desejo, é amor que ser quer.
302
Pesadelos,
PESADELOS.
Claudio Silveira.
No fundo dos olhos percebo um oceano
de lagrimas se formando, que vão varrendo
a alma dos sentimentos profanos que
machucam o espirito e permanecem
torturando o meu eu sem sentido.
no chão desintegrado, poeiras de vidas
varridas para baixo dum tapete esquecido
de lá saiu um grito, desespero, ar rarefeito
sem pode respirar, fugiu minha alma daquele lugar.
mãos que se erguem a procura de alguém puxar
me tirando do pó, do poço de onde não quero
mais ficar, nem calar, só gritar.
pesadelos de uma noite que achei
que jamais passaria,
mas acordei.
270
Espaço azul.
ESPAÇO AZUL
Claudio Silveira.
Espaço azul foi que me disseram
quando nas estrelas me puseram.
dos céus eu vi planetas
outros mundos, novos cometas.
A terra pareceu pequena,
um belo planeta, azulado de cor serena.
Vi que a lua também girava,
já não era satélite como imaginava.
outros mundos percebi que existia,
galáxias, planetas, estrelas, cometas,
cruzeiros, astrologia,
Espaço azul foi o que vi,
transcendendo o natural,
visionando o anormal
em outros mundo, vi o sobrenatural.
283
Para Sempre.
PARA SEMPRE.
Claudio Silveira
Onde começou minha vida
ali terminou minha história
nossas almas fizeram um trato
e juntos envelheceremos
daí se cumprirá o círculo de vida
no qual resolvemos soldar.
até que meus olhos se se fechem,
eu lhe amarei para sempre.
257
Um Minuto de Mim
UM MINTO DE MIM.
Claudio Silveira
Um minuto de mim
jamais me será devolvido
passará como tempo esquecido
da contagem dos meus dias será removido.
Um minuto de mim, poderá ter valor
se for gasto com amor,
sem desperdício dos segundos
segundo por segundo vivido nesse mundo.
Um minuto de mim durará para sempre
no tempo, no espaço e na mente
precioso como fruto e suas sementes
pois é parte de minha vida
do passado, do futuro e do presente.
243
Paixões de Dois Mundos
PAIXÕES DE DOIS MUNDOS.
Claudio Silveira.
Não foi inocência, foi carência.
Desejos fugaz, pensamentos tenaz,
sentimentos voraz.
Não foi por acaso, foi mais que um caso
corpos que se laçaram,
com línguas entrelaçadas dentro
de um prazer que não teve espaço.
Não foi destino, foi profecia cumprida
foram provérbios escritos
foi desejo sabido
foi mundo dentro de mundo,
tudo já decidido.
246
Tem Dia
TEM DIA
Claudio Silveira
Tem dia que a tormenta me assola
que me esconde e vai embora.
Tem dia que a chuva que cai
molha minha mente e se desfaz.
Tem dia que nem o sol é bonito
clareza escura que sussurra gritos.
Tem dia que não me encontro
que me procuro meio tonto.
Tem dia que o sorriso não sai
que da boca se vai.
Tem dia que o dia deixa de ser dia
para que esse dia não volte mais.
234
Corpos que se tornam um.
CORPOS QUE SE TORNAM UM.
Claudio Silveira
Quimeras das emoções
sensações, devaneios
desejos sem causa, que chega sem pausa.
flamas ardentes que queima o corpo quente
desliza pelo suor latente
de corpos carentes, cientes, regentes.
Sonetos de melodias, sussurros, histerias
gemidos, gritarias.
Fluidos que se trocam, orgasmos que afloram
tudo tem sentido, ou sentido algum
das mãos que saem toques,
da boca que saem estrofes, e tudo que resta
são dois corpos que se tornaram um.
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