Lista de Poemas

Amigos no tempo.


AMIGOS NO TEMPO.
Claudio Silveira

Olhares encantados, correria às avessas
pulávamos sem medo de cair,
onde o perigo morava, era ali que vivíamos.

Não éramos amigos, éramos irmãos,
não éramos irmãos, éramos mais que amigos.
A vida fez de nós laços para desafiar a distância.

O tempo que se foi e não deixou recado,
a roupa que cresceu, os sapatos esticaram,
as brincadeiras mudaram, mas eu e você 
continuamos a achar que jogar pedras
na agua sempre foi nossa melhor brincadeira.

Brincamos com o tempo, corremos das memorias,
fomos, somos e seremos parte de nossas vidas.
De certo que não importa as mazelas do tempo,
ainda assim seremos sempre crianças e amigos.

304

Nunca será meu sempre.


Nunca me percebi sorrindo.
Das vezes em que chorei foi por coisas banais,
onde sentimentos conscientes não faltavam.

Nunca falei de mim, pois de certo mentiria.
Minhas verdades são escassas,
não porque sou uma farsa,
apenas não me vejo assim.

Nunca fui sozinho,
ainda que na solidão fiz casinha.
Dentro dela sempre existiu alguém.

Nunca direi nunca, 
pois o nunca é utopia de alguém
que sempre fugiu dos momentos bons da vida.

Nunca sorri, nunca falei, nunca estarei.
Nunca será meu sempre.
287

Fuga


FUGA.
Claudio Silveira

Fugir para onde pensamentos meus,
que devaneiam por labirintos tortuosos
que vagueiam por caminhos enganosos
por lugares sem nenhum lugar.

Fugir para onde alma minha
que se desconecta da ilusão
que se apaga da emoção
que se choca com o coração.

fugir para onde, quando não há fugas
quando o único lugar certo para se esconder
é no escuro de você mesmo.

Então não fujo mais,
pois dentro de mim resolvi ligar a luz.

356

Tormentas


TORMENTAS.
Claudio Silveira

O semblante do mar me assusta
das aguas angustiantes que me afogam
tormentas que transbordam
o vento que assola.

Uma profundeza que me leva
um abismo que me toma
aguas profundas que me cercam
o mar tomento me carrega.

Poseidon veio até mim
acorrentou-me em suas correntes
apoderou-se de mina alma
e não quis deixar-me sair.

Foi assim que um navegante sofreu
que das ondas correu
com medo das aguas morreu.
366

Areias do Tempo


AREIAS DO TEMPO.
Claudio Silveira

O tempo que termina
sem pena extermina
da casa elimina
da vida contamina.

O tempo que não perdoa
quando do perdão se fala atoa
o tempo das areias
de desertos sem sereias.

O Tempo que corrompe
que causa dor e também promove cura
o tempo do contraste e do desastre
o tempo que cada um procura.

Tempo consumidor
desgaste das rupturas
Fissuras da estrutura
leva a vida sem dó.

Disseram-me em melodia que o tempo não para
pois que o tempo dê um tempo
pois já quase sem tempo
peço somente um novo tempo
para que meu tempo
não termine antes do tempo.

304

Calebe - Agente da Escuridão


CALEBE - AGENTE DA ESCURIDÃO
Claudio Silveira

Calebe se escondeu do holofote
viu Sulamita gritar
no seu socorro começou a falar
veio de longe seu braços, suas pernas e olhos
Sulamita sobreviveu.

onde está Calebe que não se vê
ele não brilha e não faz barulho
ele não dorme pois é escudo.
Calebe ó pobre Calebe, venha para a luz.

Como agente da escuridão Calebe sumiu
foi ele quem Sulamita salvou.
no resultado de sua vigília
do olhar de Sulamita veio a gratidão.

Calebe de longe observou
Sulamita nos braços de outros chorou
sabendo que foi Calebe quem verdadeiramente a resgatou.

355

Paixões em sonetos.


PAIXÕES EM SONETOS.
Ivanildo Silveira (Em memoria)

Pelas preces que rezei, em busca da salvação,
sem saber se me salvei, ou se tudo eu sonhei,
eu imploro teu perdão.

Na brisa gelada da praia,
olhando a brancura da areia,
com um forte vento a soprar,
fazendo quase calar,
o cântico de uma sereia.


Se os verdes campos,
da minha terra querida,
se não me oxigenasse o pulmão,
jamais teria forças,
pra conquistar eternos corações.


Se minhas conspirações,
não condizem com minha instrução,
viverei eternamente,
neste mundo tão carente,
de tropeços e sermões.

Jamais pensei em vingança,
muito menos maldade,
minha vida é voando livre,
nas asas da liberdade.
301

Utopia.


UTOPIA
Claudio Silveira

De fora da redoma eu vi um mundo escondido
onde as vidas não feridas, com casas repartidas
com pessoas não sofridas.

Eu vi crianças sem desespero,
brincando com apego
nas ruas de sossego
onde não eram agredidas.

Eu vi mulheres que não choravam
pois dos seus amores não apanhavam
filhas da consolação, amadas do perdão
senhoras da revolução.

Eu vi homens desarmados
tendo com o próximo o maior cuidado
almas não belicosas, com vidas cuidadosas
pessoas sem terror, das armas o amor
da guerra, o louvor.

Eu vi um mundo imaginário
eu vi uma redoma de ilusão,
bem mais bela que uma canção
mundo que amaria, de alma a sentiria
de mente a buscaria, de corpo e quereria
que no meu desespero de lucidez
não passou de utopia.
395

Políticos do meu olhar - 1ª Parte....(Ivanildo Souza da Silveira, em memoria)

·       
POLITICOS DO MEU OLHAR

           1 “O político nessa terra é mentiroso e safado mente para o povão
               e engana o eleitorado não perdoa a pobreza e corrompe o arrumado.”


·          2 “Na casa de um político na época de eleição pobre
               entra até descalço sem nem pedir permissão.”


·          3 “Depois que o cara é eleito o pobre volta no local
               só encontra um cadeado pendurado no portal.”


·         4 “O Deputado eleito quando chega no plenário
              não liga mais para o pobre e só lhe chama de otário.”


·          5 “Quando mete um projeto só pensa em enriquecer
               não cumpre sua promessa que fez para se eleger.”


·          6 “Daí em diante a coisa muda para o bolso do safado
               o do povo fica mais seco e o dele mais recheado.”


·          7 “Esse é o honesto político de antes da eleição
               depois que passa a mesma você só encontra um vilão.” 


·          8 “Quando eu falo de político incluo todo corrupto
               se o Deputado é safado o Senador é astuto.”


·          9 “Este quando ganha o senado some logo do maranhão
               você só ouve falar seu nome na próxima eleição.


·         10 “Em Brasília ele fixa residência sem nem lembrar seu Estado
                  só pensa na mordomia e no dinheiro roubado.”


·          11 “Ainda diz para os amigos isso aqui não me faz mal,
               ganhar eleição no maranhão é desfrutar no distrito federal.”


·          12 “Vivendo na mordomia os políticos vão enrolando
                 aqueles que votaram neles e acabaram se decepcionando.”


·          13 “Se o Deputado é corrupto não deve nada o Senador
                 são seguidos dos prefeitos comandados pelo Governador.”


·         14 “Do Governo já estou farto de ouvir tanta mentira dizer
               que ajuda a pobreza isso só faz crescer minha ira.”


·          15 “O Governo faz sua parte de concluir com os Secretários
                 comem todos em um só cocho sem interferência de intermediário.”


·          16 “Falando dessa escoria ia esquecendo dos vereadores
                aqueles que na companhia davam buquês de flores.”


·         17” Não passam de uns caras de pau quando vão pedir
               seu voto prometem o impossível até lhe salvar de um terremoto”


·         18 “Esses são os acadêmicos da mesma corrupção
               que infesta este país de miséria e transformação.”


·         19 “Quando um político se dispõe a defender o povo pobre,
                toda a bancada protesta por este gesto tão nobre.


·         20 “Se eu cometer injustiça com esta comparação
                peço desculpa ao honrado mas não perdoo o ladrão.”


·         21 “Quando me dispus a escrever esta coragem me espanta,
                mas o único jeito de soltar o grito da garganta.”

                                                           Escrito Por ivanildo Souza Silveira (meu Pai)
                                                           Em memoria, +01.10.2011.

328

Lagrimas.


LAGRIMAS.
Claudio Silveira

E foi caindo como gota em meio a chuva
desnuda pelo sentimento, lançada com  força ao vento
sentida com dor do momento, 
sofrida pelo ressentimento.

Lagrimas que rolam para imensidão dum oceano
de suas irmãs, que num coro de lamuria
fazer a alma estremecer, buscando na vida
não mais motivos para sofrer.

A gota se tornou mar, o choro se tornou rio
 e da vastidão do oceano de minhas lagrimas
apenas o azul da vida fez  sentido 
Então parei de chorar.
327

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