Cleia Britto

Cleia Britto

Poesias são remédios para nossa alma.

n. 0000-03-29, Uruguaiana

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FRICÇÃO DE SUMO PRAZER




Se perca... se encontre, se esconda... se descubra nas vias do meu corpo...
suba e desça... escale e decaia em minhas curvas derrapantes
se apeteça... se sirva se dissipe... se esbanje em meu sexo insaciável e delicioso.

Apalpe e sonde... cinja e instigue minha matéria febril em ardentes desejos...
Sou formosa, sedutora Afrodite deusa do amor
Alusão do teu bel-prazer ao dispor do teus sonhos.

Alinhada à tua libertina intenção, detenha minha devassa sexualidade,
Possua minha nudez úmida e adocicada...
Sorva meu caldo abundoso e tépido, delgado maná para tua apetência.

Imperioso como o vislumbrar dos teus olhos, imprescindível como o ar que respiras
Deite seu tecido muscular sobre meu colo, prostre sua masculinidade entre minhas virilhas.
Sinta minha cratera expelir lavas torrentes, encoste seus lábios em meu suco cremoso

Cheire deleitosamente o aroma da sua fêmea.
Aconchegue meus seios hirtos em tuas mãos
Fanqueia minhas oscilantes nádegas, adentre... 
Se infiltre sem cerimônia, encastoados... febricitante e voláteis.
Nossos corpos em momento uníssono,raptados...
Capturados,  reféns numa fricção de sumo prazer!!




Cleia Fialho
28/03/2013



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Poemas

32

ALIMENTO COM FERMENTO




Quanta loucura, quando antecipa a fome
Anseio desesperado, precisa de alimento
As vezes nem lembra sequer seu nome
Só não esquece do seu pecíolo fermento!

Quanto descontrole, quando a fome vem
Fica em tresloucada apoquentação
Uma volúpia hercúlea que já não retem
Seivoso, varonil, descomunal tesão!

Quanto desiquilíbrio, com a fome a chegar
Perde o controle, foge o poderio
Animália no cio, carece acasalar
Num membro com fermento, teso e macio.

Quanta libido, quando a fome a toma
Fica em devaneio, comportamento aluado
Carne trêmula, sedutora axioma
Á espera do pene afermentado!

Quanto delírio, quando encontra sua caça
Então saciada, a loba acalma e descansa
No fogaréu impudico, agora só há fumaça
E no colo do levedo, se aninha e se amansa!




Cleia Fialho
28/03/2013



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80

O QUE É O AMOR?




O que é o amor?
Assim me perguntaram...
A resposta só quem sabe
São aqueles que já amaram...

Daí então eu respondi
Tudo que na hora senti

Para mim o Amor
Se encontra no espaço
Que há entre o teu peito
De um lado à outro do teu braço
O Amor envolve-me inteira...
Cabe dentro do teu abraço.



Cleia Fialho 
26/03/2013


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EXPLODIDOS ENTRE LENÇÕES




Ai... me derreto todinha querido
Ouvindo sua voz arfante em meu ouvido
Soa como estimulante música sensual
Aumentando o volume do tesão
Proporcional medida de excitação.

Coração palpita, corpo amolece
Boca seca fica sedenta
Em busca do teu beijo molhado
A carne fraca, estremece
Em contato com teu peito suado
Queimo e ardo mais do que pimenta.

Me deixo levar pela tua ousada mão
Que me afogo em teu mar adocicado
Como um compasso teus dedos com tesão
Contornam toda minha geografia
Decorando de A a Z minha anatomia.

Abundancia de carícias e abraços
Troca de seivas quentes e deliciosas
Atrito entre peles, com nó de laços
Doação de alvéolas libidinosas.

Olhares ofuscam na magia entorpecente
Seu falo tórrido explora o meu alento
Se contorcendo em lavas incandescentes
Um galgar abrasante de encantamento.

Liberando meu uivo enclausurado
Neste entalhe forte envolvente
Cavidade acoplada em teu acento.
Batimento cardíaco perde o compasso
Respiração acelera neste momento.

Onde ápice se prende num abraço
Acrescendo labaredas de sentimentos
Climatizando o nosso apogeu
Suados, saciados, juntamos cada pedaço
Explodidos entre lenções de você e eu!






Cleia Fialho 
23/03/2013


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105

JOGO DURO




Hei, pra que este jogo duro?

Em ponto de faca dando murro...
Por que se fazer de difícil?
Está tudo tão visível
Facilite querido, seja acessível...

Hei, pra que este jogo duro?
Vem aqui querido e se entrega...
Não te quero amigo, nem colega
Se solta e faça o que eu faço
Chega aqui me dá um abraço
E te provo num amasso
O quanto eu te quero...

Hei, pra que este jogo duro?
Ah, quanto tempo já espero...
Que você perca esta timidez
Me possua logo de vez
Sem medo da nossa nudez
Deixe acontecer paixão...

Hei, pra que este jogo duro?
Ficar retendo o tesão
Você quer e eu quero mais
Venha meu bem e comprazais
Que o ato se consuma...

Chega deste jogo duro
Querido não suma, mas assuma
Sem medo de se apaixonar
Deixe fluir, venha me amar
Me deixe te entorpecer
Não vai ferir, não vai doer
Bom é curtir, melhor é viver!

Chega deste jogo duro
Eu posso te garantir
Você vai gostar
Não vai se arrepender
Feche os olhos querido e fique a sentir
Seu corpo desfalecer
Envolvido neste intenso prazer

Acabe com este jogo duro
Mas vou advertir,
Meu lindo, tenho que avisar
Sou como droga nociva
Droga boa, mas fatal
Há perigo em me ingerir,
Receio em viciar
Sou muito objetiva,
mas não sou mortal
Apenas causo dependência sexual!






Cleia Fialho 
24/03/2013


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125

RELAXA E ENCAIXA... ENTRA E SAI...




Insaciável safado!
Me dá um tesão danado
Um frenesi selvagem
Quando vejo tua cara
Farejo cio em tua pelagem
Exala essência de bicho
Vem me cobrir, e me tampar
Satisfazer o meu capricho
No chão quero te dar

Estou arisca, vem cá domar
Apaga meu fogo, acalma o ardor
Agarra minha nuca
Me obriga a sugar
Teu falo acre e teso
Saciando teu desejo
Na glande rija me faz sentar

Talvez assim eu compreendo
Quem manda, quem obedece
Se acaso não entendo
Te apetece e embrutece
Puxa meus os cabelos,
Me bota de quatro
Devora meu rabinho, devagarzinho
Faz efervescer o ato
Tão justinho, quase te mato!

Relaxa e encaixa... Entra e sai
Freneticamente você se esvai
Entre bulício e exsudação
No vai e vem desta explosão
Vai gostoso...vem tesão
Entra fervendo... sai queimando
Vulva ardendo... cuzinho rasgando
Troca-troca, me dá teu chamego

Bem pervertido... atola meu rego
Entra e sai, eu grito "aiaiai..."
Vem e vai, suplico "põe mais..."
Vale tudo neste acasalar
Gostosa trepada... fodinha melada
Regozijo gozando... a desmazelar
Corpo afrouxando... de tanto transar
Balbuciando palavras, você declara:
"Prepara a boquinha...
Vou gozar na tua cara!!!"





Cleia Fialho 
25/03/2013


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120

SABOR DO PECADO




Que sabor tem o pecado?
O doce do teu corpo amado
O gosto dos beijos teus
Que misturados com os meus
Compõe um manjar apetitoso!

Que sabor tem o pecado?
O sal do teu corpo suado
Tem paladar sedutor
Convite atraente para o amor
Servido nu e delicioso!

Que sabor tem o pecado?
Depois do banho tomado
Ainda com o corpo molhado
Há no ar uma harmonia
Da gostosa fantasia
De ter à ti me entregado.

Este é o sabor do pecado
Não é pedaço de mal caminho
E se isto for errado
Se andar no caminho é fatal
Já estamos condenados
Por este pecado consensual!




Cleia Fialho 
27/03/2013


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103

DESABAFO!




Preciso desabafar
Estou triste, eu vou contar
Muitos gostam do que eu escrevo
Mas você...Ah! meu querido
Não aprova não!

Acha uma frescura de molejo
Escritos de amor e de tesão
Nada haver com poesia
Mundo ridículo de fantasia
Só lhe causa decepção
Chama à tudo de putaria
Magoando meu coração!

Eu só lamento, amorzinho
Confesso sem vergonha e medo
Cada palavra tem um pedacinho
Do que eu sinto por você
E este era o meu segredo!

Eu só queria compreender
Ter uma explicação do porque
Das tuas atitudes, meu bem
Me julgando sem saber
Se o fazes por ciúmes
Ou é puro desdem!




Cleia Fialho 
27/03/2013


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100

CANTIGAS PROIBIDAS




Ciranda... cirandinha
Vamos nós de novo brincar
No vira e volta desta fodinha
Deliciosa de se amar!

Atirei o pau no gato
Mas o gato um pau já tinha
Me pegou, me levou para o mato
E me deu uma comidinha!

Eu fui no Itororó
Buscar água e não achei
Avistei um homem só
E com ele eu trepei!

O barquinho virou
Num rio de orgia à navegar
Em vertente libido afundou
Nos velejando à gozar!



Cleia Fialho 
27/03/2013


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115

DOÇURA DE TE AMAR




Juro... eu não consigo
Sussurrar em seu ouvido
Sem uma lágrima rolar...
Com voz rouca apaixonada
Confesso "estou enamorada"
Pela doçura de te amar.



Cleia Fialho 
26/03/2013


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101

MIAU... MIAU... MIAU...




E quando chega a noite
Olho no relógio sem parar
As horas parecem não passar
Estou ansiosa esperando você chegar...

Então entras pela porta da sala
Me olha de cima à baixo e fala
Como estou sensualmente provocante
Vestida como puta, mas elegante
Dentro de um shortinho transparente
Mostrando um minúscula calcinha apetente.

Você entende a minha mensagem
Quero me liberar na sacanagem
Estou num queimor latente de safadeza
Quero te dar no chão, no sofá ou na mesa
Não importa o lugar, minha lareira está acessa.

Apague meu fogo, apraze o cio da tua cachorra
Que deseja o jato quente da tua porra
Necessito ser coberta pelo teu corpo cabeludo
Me esbaldar em tua derme de veludo
Desesperada vontade de copular
E um coito selvagem que vem embalar
Meus caprichos de fêmea que quer ofertar.

Este corpo queimando e ardendo
Possuindo teu falo todo dentro
Da minha boceta molhada e pulsante
Ah! Teu cacete socado e latejante
Faz meu rabinho fechado te querer
Numa fúria louca de prazer
Você mete fundo devagar... até arder!

Sou o objeto que você maneja
Com gostosa intensidade e destreza
Me puxa pelas ancas feito animal
Acaba comigo, me infiltra o anal
Me arranca orgíacos gritos e gemidos
Revelando teu lado devasso e bandido
E quando me cansa, domina e amansa.

Depois dos meus múltiplos orgasmos
Em contrações musculares e espasmos
Vem relaxando, jorrando o leite do pau
Vendo que a mulher fera virou gatinha
Domesticada, calma e mansinha
Não provoca mais , só faz:
miau... miau.. miau...



Cleia Fialho 
23/03/2013


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