CORUJA

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O Tempo

O tempo é o nosso maior juiz

Ele mostra lá na frente

O que em nosso presente

Não conseguimos imaginar

Ele é bem preciso

Pois tudo vai mostrar

O que você fez inconsequentemente

Não tem mais como voltar

Ele tem no acalento

De não mais poder errar

O tempo é muito sábio

Consegue abrir nossas mentes

Pra mostrar de forma diferente

O que você não consegue enxergar

Ele é muito paciente

Às vezes é implacável

Pra você ter que aceitar

Ele acumula experiências

Que você não vai perceber

Ele nos rejuvenesce espiritualmente

Mesmo desgastando fisicamente

Pois é preciso seguir em frente

Já que o senhor tempo

Bom conselheiro também pode ser.

 

 

 

De: Ciríaco
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Poemas

177

O novo



O novo nos faz recuar

Muda o que pensamos

Descarta o que gostamos

Nos força a repensar.

 

Quisera eu ser um poeta

Para a todos mostrar

Que tenho boas ideais

Seu coração consigo entrar.

 

Mas como um simples aprendiz

Seus ensinamentos devo captar

Pois os grandes poetas

Sempre tem algo a mostrar.

 

Não sei em qual fonte ele bebe

Pois consegue a poesia jorrar

Sensibilidade é preciso

Não basta querer encontrar.

 

O novo passa a ser incorporado

Depois de ter conquistado

Quem estava desesperado

Dele começa a gostar.

 

 

 

De: Ciríaco
109

Reencontros

Anos se foram e não voltam mais

Amizades adolescentes e ternais

Brigas e diferenças eram normais

Inocência que não temos mais.

 

Lembranças do passado

Não passará jamais

Momentos que marcaram

Em nosso registro mental.

 

Maturidade em formação

Deixavam mágoas para trás

Cada dia era diferente

Era vivido intensamente.

 

No presente vai se limitando

Muitos ficaram para trás

Nesse mundo real

Sobreviver é bem surreal.

 

Encontros e reencontros

Somos todos normais

Vidas construídas e reconstruídas

Tentando ser contumaz. 

 

 

 

De: Ciríaco
101

Sua lascívia

Boca sedenta que se arvora

Nas suas pernas explora

O calor das suas entranhas

Com toda artimanha

 

No sussurro ao seu ouvido

O arrepio que te estremece

Deixa em estado de inerte

Seu gozo querendo jorrar

 

Os seios logo explodem

Seu rosto se enrubesce

Paralisada pelo prazer

Te tamanha volúpia

 

Corpos que se encontram

Num labirinto de atração

Não procuram se conter

No mútuo fenecer.

 

 

 

 

De: Ciríaco

 

132

Claudicante

Quisera poder o mundo mudar

Pensando somente em mim

Sem ter medo de demonstrar

Aquilo que sinto ao te olhar.

 

Tentar sempre se conter

Mas não é fácil segurar

Sentimento é coisa difícil

Não tem como ele domar.

 

O amor passa segurança

Aquele que deseja encontrar

É como um castelo de areias

Não tem como alicerçar.

 

Nexo nenhum teremos

É preciso demonstrar

Uma pitada de romance

Para a relação esquentar.

 

Mas como um grão de mostarda

Como posso enxergar

Dentro de seu coração

Um labirinto difícil de explorar.

 

 

De: Ciríaco
85

Reprovação

A tua reprovação me faz refletir

Mostrar o que não percebi

Sem parar de persistir

Acertar é consequência de errar.

 

Bem na calada da noite

Que eu possa mitigar

Com mais tranquilidade

Para agora acertar.

 

O certo só se torna certo

 Na visão de quem quer ver

Desde que tenha discernimento

Posso tudo compreender.

 

Quem sabe em outro momento

Meu melhor possa oferecer

Pois o sopro de cada vento 

Depende do ar para se mover.

 

Se os ventos forem fortes

Uma tempestade irá brotar

O que pode parecer acaso

Chame a ciência pra explicar.

 

 

De: Ciríaco

 

78

Ignomínia

No meio de tanta ignomínia

Como podemos nos comportar?

Existe muita insegurança

Ninguém sabe como ficará

Decerto somos honestos

Quem vai nos contestar?

Toda essa infâmia no mundo

Não precisamos vivenciar

Tanta gente asquerosa

Pode nosso futuro determinar

Vampiros de nossas almas 

Conseguem nossa energia tirar

Seres que são torpes

Não nos podem acrescentar.

 

 

 

De: Ciríaco

 

107

Embusteiro

Por trás da sua candura

Tem algo a esconder

Um traço no seu comportamento

Que ninguém consegue ver

Mas é difícil poder notar

O que não se deixa perceber

Faz coisas pra disfarçar

Tal como um embusteiro

Não consegue se controlar

Fica todo baralhado

Não consegue antever

Será desnudado

Em fingir que é outro ser.

 

 

 

 

De: Ciríaco

106

Disfarces

Não consigo disfarçar

Meu sorriso ao te ver

Nem mesmo me conter

Tamanho é o meu prazer

Seus olhos fingem não me procurar

Mas não conseguem contornar

Pois do amor não se foge

Relute, ignore, tente se enganar

No fundo do coração

Esse sentimento despertará

O acaso não é por acaso

Ninguém precisa notar

Quem ama não consegue

Ficar tanto tempo sem demonstrar.

 

 

 

 

De: Ciríaco
96

Meus dois eus

Meu corpo, seu corpo se tocam

Minha boca, sua boca se beijam

Meu braço, seu braço se abraçam

Se entrelaçam com firmeza.

 

Com muito carinho e destreza

Coragem vencendo a fraqueza

Em meio a tantas incertezas

Num mundo de muita ilusão.

 

Se olhar no próprio espelho

Mirando a felicidade

Sem medo de ver a si mesmo

Fugindo de sua razão.

 

O encontro com meus dois eus

Um sendo experencial

Outro apenas projetivo 

Eles simplesmente se entendem

Passando a serem permissivos.

 

 

 

De: Ciríaco
83

Simbiose do amor



O encontro de duas almas

Gera a simbiose do amor

Quando é pra ficar juntos

Não tem como dissipar

O vento que se propaga

Não consegue separar

Essa junção de energia

Faz seu perfume exalar

O cheiro da sua amada

Como seiva a alimentar

Dois seres juntos e diferentes

Juntos nessa interação

Corpo, alma e coração.

 

 

 

 

 

 

De: Ciríaco
100

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