Desejo ou ilusão
Não posso no espaço
Ancorar meu coração
Mesmo que seja desejo
Ou uma simples ilusão
Isso é meio sem sentido
Não tem nenhuma explicação
Pois ele não é um porto seguro
Para o meu tesouro entregar
É um simples ancoradouro
Ele não pode naufragar
Imaginar sempre podemos
Problema é não realizar
Mas quando o amor bate forte
Até no espaço vai ecoar.
De: Ciríaco
A primeira impressão
Pensar no futuro é olhar o passado
Ativar as diversas memórias
Reviver nossa história
Mesmo que inconscientemente.
A primeira impressão não é a que fica
Seu experiencial de vida justifica
Confiável não sei, mas sempre reproduz.
As experiências alteram nossas lembranças
Até nos dão esperanças
Duvidamos de nós mesmos
Reconstruímos tudo com imaginação.
De: Ciríaco
Dúvidas
Não sei se viver
Não sei se sonhar
Me faz ter sentido
Pra deixar de vagar.
Pensando e existindo
Pra poder questionar
Dúvidas sempre veem
Mas não paramos de pensar.
O que tem razão
Como posso explicar
Tudo parecem dúvidas
Que é preciso decifrar.
De: Ciríaco
Nesse inverno
Nas manhãs desse inverno
Escuto o barulho das chuvas
O dia reluta em nascer
Mesmo estando escuro
Clima frio e aconchegante
Na cama a se esconder
Pois o corpo já não obedece
Naquela entrega se aquecem
Logo copulam pra valer
Assim é bom acordar
Despertando nossa alma
Fazendo o coração acalmar
A pista ainda molhada
Escutamos os carros ao passar
Um barulho inconfundível
Pois é hora de levantar.
De: Ciríaco
A vida como ela é
Nem sempre conseguimos entender
O que a vida quer nos mostrar
Nos desnuda com nossas fraquezas
Para podermos não se achar
O corpo físico não é nada
Quando qualquer doença chegar
Na cama de um leito no hospital
Nas mãos das enfermeiras
Todos nós iremos passar
Nos tornamos muito frágeis
Sem reação para demonstrar
A vida como ela é
Nem sempre podemos explicar.
De: Ciríaco
Puta que pariu!
Puta que pariu!
Roubaram minha esperança
Em desfavor do meu Brasil
Puta que pariu!
Eu quero me expressar
Sem me tornar vulgar
Para a todos poder mostrar
Que essa intolerância
Só vai nos prejudicar
Puta que pariu!
Aqui não é a casa da mãe Joana
Para os que vêm de fora
Levarem nossa riqueza
Nos chamando de imbecil
Puta que pariu!
Não tenho como mais calar
Vendo tanta sujeira
Sem ao menos contestar
Puta que pariu!
A geração nem nem
Não vê futuro na economia do Brasil.
Puta que pariu!
O que está acontecendo
Também vem nos envolvendo
Acabando com todos por anos a fio.
Puta que pariu!
Será que estamos cegos
Sem conseguir enxergar
Que estão acabando com o Brasil?
Puta que pariu!
Temos tanta riqueza
Cedemos com tanta certeza
Achando que melhoramos o país.
Puta que pariu!
Parece que não temos identidade
O que prevalece é a maldade
Somos engolidos de verdade.
Puta que pariu!
Tudo é muito incerto
Vejo tanta gente sofrendo
Sem ter conhecimento
Que estão destruindo e não construindo
Mas também tenho certeza
O brasileiro é povo ordeiro
Mas, algum dia, ele também acordará
Sem nunca mais precisar
De um salvador para o libertar.
De: Ciríaco
O éter
Há cinco mil anos nos ensinam
Que existe vida em qualquer ser
Nosso universo também se move
Precisamos isso entender.
Tudo que vemos tem consciência
Ainda não conseguimos entender
Existe uma grande matéria
Que consegue nos envolver.
Cada coisa vibra com uma frequência
Não conseguimos enxergar
Seja em qualquer direção
Também em qualquer lugar.
Até numa quarta dimensão
As frequências tendem a se elevar
A consciência dessa matéria
Faz a energia vibrar.
A mente precisa está elevada
Pra tudo começar a conspirar
Até nos reinos minerais
A vida consegue brotar.
Cristais se comunicam
Desde a época dos ancestrais
Essa teia no espaço tempo é divina
Conhecimento e sensibilidade, para tudo notar.
De: Ciríaco
Perdão aos Judeus
Eu quero aos judeus poder honrar
O holocausto veio a milhões dizimar
Foram sacrificados covardemente
Sem ao menos conseguir gritar.
Crematórios queimando seus corpos
Nos campos de concentração nazista
Uma aberração humana
Triste para quem valoriza a vida.
Não tinha uma justificativa plausível
Para tanta insanidade aceitar
Também havia muita maldade
Que muitas vidas veio a ceifar.
Era um momento tenebroso
Onde muitos se fizerem cegar
Colocou ódio nos corações
Para a razão não contestar.
O planeta terra adoeceu
Não tinha como ao cosmo explicar
Era tamanha injustiça
Que esse povo veio passar.
O clima era de muita perversidade
A bondade não podia reinar
Muita vibração negativa
Por alguns anos veio a dominar.
Tentaram acabar com uma raça
É difícil um extermínio explicar
Como pôde uma mente doente?
Todo um país idolatrar.
Esse passado não podemos esquecer
Serve para nos limitar
Para outro extermínio não cometer
Isso não podemos mais ignorar.
Um líder de verdade, nenhuma raça quer oprimir
Ele governa para todos, sem poder nos iludir
Não esquece os bons valores
Pois seu povo ele quer unir.
De: Ciríaco
Meu prato europeu
Como posso comparar
Meu prato com o teu
Minha fome com a tua
Com a do povo europeu?
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É pecado comer todo dia?
Será exagero meu?
Me considero rico?
Mesmo de barriga vazia.
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Comparar um povo com outro
Logo em plena pandemia
Parece tudo uma loucura
Isso é muita covardia.
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Comer é um gesto bem nobre
Mesmo sendo um pobre
Ele também pode
Satisfazer a barriga vazia.
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Mas somos todos agro
Fartura mostramos todo dia
Por quê tanta faladeira?
Por uma simples opiniãozinha.
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Quanta insensibilidade
comparar sua geladeira com a minha
Não é preciso dar as sobras
Mas dignidade todo dia.
De: Ciríaco
Imprecisões
Impreciso é saber o que vem amanhã
Certezas, incertezas e elucubrações
Não temos como ter precisões
Mas uma coisa é bem certa
Acordar cada dia sem ter ilusões
Vivemos brevemente, isso é certo
Muitas vezes prematuramente
Por isso, aproveite o deleite
Faça, refaça, mas não deixe de tentar
Acertar é uma consequência
Por que devemos acreditar?
Se colhes o que plantas
Então, procure plantar corretamente.
De: Ciríaco